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Mulheres representam cerca de 18% dos profissionais da área tecnológica

Brasília, 8 de março de 2012

De acordo com dados do Sistema de Informações do Confea/Crea – SIC, atualmente, existem no Brasil cerca de 1 milhão de profissionais de Engenharia, Agronomia, Geologia, Geografia e Meteorologia registrados. Desses, pouco mais de 188 mil são mulheres, o que representa 17,85%.

Dos cinco estados com maior percentual de profissionais do sexo feminino registradas, quatro são da região Norte. O Crea-RR ocupa o primeiro lugar com 29,23% de mulheres no total, seguido do Crea-AM (24,58%), Crea-AC (23,40%), Crea-TO (22,94%) e do Crea-AL (22,69%). Já o Crea-AP é o que tem o menor número de registro de profissionais mulheres, com 13,90%.

Darlene Leitão, única conselheira federal de Engenharia e Agronomia mulher na atual composição do Plenário do Confea, atribui a baixa de mulheres na área de Engenharia à falta de divulgação da profissão e à dedicação que essa exige do profissional. “As mulheres levam em consideração a questão de serem donas de casa e a Engenharia exige dedicação contínua, principalmente pela formação ser muito 'puxada'. É preciso divulgar mais as profissões do Sistema, focando na capacidade de as mulheres exercerem atribuições no mesmo nível dos profissionais masculinos, em todas as modalidades, e desmistificando o pensamento de que Engenharia é coisa de homem”, afirma.

A conselheira, formada em Engenharia Elétrica pela Universidade Federal do Amazonas, lembra que, na época em que ingressou na faculdade, a Engenharia era uma profissão quase que restrita aos homens. “A consideravam ‘pesada’ demais para as mulheres”. Ela conta que, de cerca de sessenta alunos que havia em sua sala, apenas três eram mulheres, contando com ela. “Escolhi essa profissão por influência do meu cunhado, também engenheiro eletricista, que foi praticamente um pai. Além disso, meus irmãos também fizeram cursos técnicos na área. Foi daí que surgiu a minha curiosidade”. Ainda de acordo com Darlene, a partir da década de 1990, as profissões do Sistema passaram a ser mais divulgadas e, consequentemente, houve uma maior conscientização por parte das mulheres. “Elas começaram a ingressar, foi um avanço. Já era tempo, pois o grau de conhecimento da mulher é o mesmo do homem”.

Sobre ser atualmente a única mulher no Plenário do Confea, afirma: “Para mim, isso significa vencer barreiras. É um privilégio, pois posso representar o universo feminino dentro da categoria. É uma área que realmente exige dedicação especial, tem que gostar e querer, mas, nós mulheres também somos capazes, podemos fazer Engenharia e estar no topo, por que não?”.

De acordo com levantamento apresentado na 55ª Sessão da Comissão sobre o Estatuto das Mulheres, ocorrida na sede da ONU, em Nova Iorque, no ano passado, a renda média mundial das mulheres, atualmente, corresponde a 70% da renda dos homens. No Brasil, o índice está acima da média.  De acordo com dados de 2009 apontados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, a média de rendimento das brasileiras é de 72,3% do recebido por homens, 1,5% a mais que em 2003. Ainda segundo o IBGE, aproximadamente 35,5% das mulheres tinham carteira de trabalho assinada, em 2009, porcentagem inferior à dos homens (43,9%).

Com o objetivo de promover a igualdade de oportunidades e de tratamento entre homens e mulheres nas organizações públicas, privadas e instituições, desde 2005 existe o Programa Pró-Equidade de Gênero e Raça, criado pela Secretaria de Políticas para Mulheres, em que a instituição Confea é inscrita.

Fernanda Fernandes
Assessoria de Comunicação do Confea


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