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Instituições pan-americanas querem o engenheiro universal

Belém, 10 de agosto de 2017.

Mesa da palestra sobre a inserção internacional do Sistema
Mesa da palestra sobre a inserção internacional do Sistema
No segundo dia da 74ª Soea, a palestra sobre “Inserção Internacional do Sistema Confea/Crea – Avanços e Perspectivas”, ministrada pelo presidente da Fédération Mondiale des Organisations d’Ingénieurs – FMOI, Jorge Spitalnik, e pela presidente da Unión Panamericana de Asociaciones de Ingenieros – Upadi, Maria Tereza Dalenz Zapata, com participações da presidente eleita da Upadi, Maria Teresa Pino, e dos vice-presidentes da entidade para o Caribe, Região Bolivariana, América Central, Cone Sul e América do Norte, respectivamente Benjamin Colucci, Diana Spinoza, Lucas Blasina e Raymond Issa, além de Aridai Herrera, secretário da Upadi, trouxe à baila um assunto de grande interesse para os profissionais que enxergam possibilidades de trabalho em outros países e também para empresas que optam pela contratação de estrangeiros: a mobilidade internacional das pessoas físicas que atuam nas diversas profissões do Sistema Confea/Crea.

Presidente da Fmoi, Jorge Spitalnik
Presidente da Fmoi, Jorge Spitalnik
Segundo Spitalnik, “a união dessas entidades para discussão da causa comum em eventos como a Soea é de crucial importância na busca pela uniformização de conteúdos acadêmicos, com uma qualidade de formação educacional que possa levar os profissionais a práticas compatíveis com as exigências de outros países”. O presidente da FMOI afirmou em sua apresentação que “a FMOI, a Upadi, o Confea e a Febrae, juntos com outros organismos internacionais, têm construído acordos binacionais e até mesmo multilaterais que possibilitarão a tão desejada mobilidade internacional”.

Maria Teresa Dalenz informou que a Upadi, criada em 1949 com 16 países, conta hoje com 29 membros, e resumiu as funções legislativa e técnica do órgão, afirmando que sua principal missão é fomentar a atualização e a capacitação profissional por meio de congressos e eventos do gênero. Quanto à inserção da mulher nas Engenharias, a palestrante disse que as novas gerações têm lutado mais pela equidade de gênero, “mas ainda encontramos problemas gerados por preconceito nos campos laboral, acadêmico, social, político, cultural e de comunicação. Os estereótipos ainda prevalecem, quando alegam que nossas atividades não são carreiras de mulher”. Maria Teresa finalizou sua participação apresentando resumos biográficos de várias profissionais que passaram para a história por conta de feitos tecnológicos inspiradores.

Maria Teresa Pino falou sobre a complexidade da padronização dos perfis profissionais. “Os currículos são diferentes em cada país, os modelos de regulação profissional também, pois cada região tem as suas particularidades, mas só os tratados e protocolos comuns podem levar os profissionais a uma circulação internacional”. Segundo a presidente eleita da Upadi, “o trabalho das nossas instituições vem progredindo com a elaboração de documentos como o Acordo Marco e o Código de Ética, além da prescrição de Soluções para Controvérsias”. “Na verdade já somos reconhecidos como assessores dos governos para o projeto de livre circulação internacional de profissionais”, frisou.

Presidente do Confea, José Tadeu da Silva
Presidente do Confea, José Tadeu da Silva
Já Benjamin Colucci falou sobre Segurança Rodoviária, “a prioridade nº 1 na Costa Rica”, salientando que os países pan-americanos precisam se aprimorar no quesito educação e prevenção de acidentes de trânsito. Para Diana Spinoza, “o desenvolvimento da construção civil e das infraestruturas requer a concepção de um engenheiro universal, mas na medida em que o certificamos, certamente encontraremos problemas de corrupção, o que temos de combater veementemente”. Lucas Blasina reforçou a necessidade de enfrentar o desafio da união pan-americana, Raymond Issa conclamou os profissionais à tarefa de incentivar as novas gerações para as carreiras da Engenharia e Aridai Herrera adotou a mesma linha de pensamento, afirmando que “é necessário que a juventude se enamore pela profissão”.

 

Guilherme Monteiro
Equipe de Comunicação do Confea/Crea e Mútua



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