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Manutenção preventiva e corretiva: chaves para a segurança das obras de arte especiais

Brasília, 7 de fevereiro de 2018.

Presidentes do Crea-DF, Fátima Có, e do Confea, Joel Krüger, participam de entrevista ao lado do vice-presidente do Senge-DF, Ronildo Divino de Menezes; presidente da Asbraco, Luiz Afonso Delgado Assad; presidente do Sinduscon, Luiz Carlos Botelho Ferreira, e do professor João Bosco Ribeiro: manutenção preventiva das obras de arte do DF
Presidentes do Crea-DF, Fátima Có, e do Confea, Joel Krüger, participam de entrevista ao lado do vice-presidente do Senge-DF, Ronildo Divino de Menezes; presidente da Asbraco, Luiz Afonso Delgado Assad; presidente do Sinduscon, Luiz Carlos Botelho Ferreira, e do professor João Bosco Ribeiro: manutenção preventiva das obras de arte do DF

Com a participação de lideranças do Confea, do Sindicato dos Engenheiros do Distrito Federal (Senge-DF), da Associação Brasileira de Construtores (Asbraco-DF) e do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Distrito Federal (Sinduscon-DF), o Crea-DF promoveu, na tarde dessa terça-feira (6), uma entrevista coletiva para tratar da queda do viaduto que integra o Eixo Rodoviário Sul (Eixão Sul), na manhã do mesmo dia. Na ocasião, o Crea-DF apresentou à imprensa o conjunto de propostas entregues ao Governo do Distrito Federal, em 2011 e 2014, incluindo o relatório final do Grupo de Trabalho de Patologias das Construções Públicas.

O presidente do Confea, engenheiro civil Joel Krüger, comentou algumas iniciativas do Conselho, voltadas à efetivação de atividades técnicas e tecnológicas que poderiam ter evitado o desabamento do viaduto sobre a Galeria dos Estados, bem como a queda de uma laje na garagem do bloco C da SQN 210, na manhã do último domingo (4). Mais tarde, Joel Krüger ainda publicou uma nota oficial sobre os dois incidentes.

Presidente Joel Krüger concede entrevista ao portal Metrópoles
Presidente Joel Krüger concede entrevista ao portal Metrópoles
Krüger ratificou um posicionamento que já estava sendo corrente desde as primeiras declarações após o desabamento, afirmando que um dos principais motivos para esse tipo de evento é a falta de manutenção preventiva e corretiva. “Temos que analisar as condições apresentadas pelos gestores públicos para isso ser realizado”.

A ausência de uma legislação nacional que promova uma política de manutenção predial e a necessidade de reunir informações sobre as edificações para que seja promovida uma política de prevenção também foram aspectos lembrados por ele.  “A técnica da Engenharia brasileira é reconhecida nacional e internacionalmente, tanto para executar, como para fazer a manutenção de grandes obras. Temos que passar a ter uma cultura de prevenção para reverter problemas que vêm se acumulando ao longo do tempo”, ressaltou.

A necessidade de aprovar “um pacote de leis, destinando obrigatoriamente parte do orçamento federal para a prevenção de patologias de obras de arte” também foi defendida pelo presidente do Sinduscon-DF, Luiz Afonso Delgado Assad. “As patologias somadas a 50 anos sem a efetiva manutenção convergem para a condição de rupturas”.

Prevenção e demolição

O professor João Bosco Ribeiro comentou que, durante a Copa do Mundo, em 2014, as manchetes já poderiam ter se referido a um acidente como este. “Faltou decisão política ou dinheiro para promover essas intervenções”, disse, referindo-se ao relatório Patologias de Obras Públicas, encaminhado ao Governo do Distrito Federal, em 2011 e em 2014, e desenvolvido pelo Crea e pela Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap), depois abrangendo outras entidades.

Participantes lamentaram a ausência de vontade política em promover as manutenções
Participantes lamentaram a ausência de vontade política em promover as manutenções

“A Novacap já possui levantamento de algumas obras, chegando até a licitar a recuperação de três viadutos próximos à Rodoviária. A condição patológica do viaduto sobre a Galeria dos Estados também já foi levantada e será objeto de providências imediatas, conforme informação de seus representantes nesse grupo. Será também implantado o monitoramento da Ponte JK, dentro dos a padrões técnicos recomendados”, apontava o estudo.

Com base na análise inicial feita no viaduto por ela e por outros engenheiros civis consultados, a presidente do Crea-DF, Fátima Có, anunciou que a solução mais segura seria a demolição completa desta Obra de Arte Especial, responsável por um dos maiores fluxos de veículos da capital. “Tem que fazer isso sem se questionar. Não justifica que não haja recursos destinados para isso”.

A presidente também alertou para a necessidade urgente de prevenção.  “Outras obras de arte da cidade estão nas mesmas condições e podem ceder”, disse, referindo-se também a um estudo do Sindicato da Arquitetura e da Engenharia (Sinaenco), de 2011. Confira nota do Sindicato.

Henrique Nunes
Equipe de Comunicação do Confea

Fotos: Ana Beatriz Madalena Costa
Assessoria de Comunicação do Crea-DF

 


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