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"Ensino precisa ser mais atrativo", diz representante do MEC  

Manaus, 1º de dezembro de 2009.

O professor e diretor de Regulação e Supervisão da Educação Superior do MEC, Paulo Roberto Wollinger, apresentou um panorama da educação no Brasil, nesta terça-feira (1), no III Fórum de Valorização dos Tecnólogos da Engenharia. O evento ocorre paralelamente à 66ª Semana Oficial da Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Soeaa), para comemorar os 100 anos de educação tecnológica no país. 

“A educação, no Brasil, melhorou muito: hoje são 2.500 instituições de ensino superior e 6 milhões de alunos matriculados em 27 mil cursos diferentes. Em 2009, foram criadas 86 novas instituições de ensino. O orçamento também melhorou bastante: passou de 19 bilhões, em 2002, para 60 bilhões em 2010, demonstrando que o governo está fazendo o seu papel”, afirmou Wollinger, completando que a expansão da educação se deu em direção ao interior. “Isso é uma revolução, se compararmos com o passado. Até 2020, a meta é atingir 12 milhões de alunos matriculados no ensino superior”.

O brasileiro teve mais oportunidades de acesso à educação. Os cursos mais procurados foram Administração, Direito, Ciências Contábeis, Pedagogia e Enfermagem. “Há a necessidade de incentivar o interesse pelos cursos de tecnologia, hoje, estratégicos para o Brasil”, ponderou Wollinger.

O representante do MEC explicou que a educação, ao longo dos anos, foi focada no conteúdo: centrada no ensino, com avaliação pontual e necessidade de dominar conteúdos, o professor considerado uma autoridade e um currículo padrão. Hoje há a necessidade que a  educação seja focada na competência: centrada na aprendizagem, com o domínio de competências, com avaliação permanente, o professor como gestor e um currículo escolar em constante atualização.  

Além dos investimentos públicos na educação, Paulo Roberto Wollinger acredita ser preciso mudar a forma de ensino. A escola tem que dar oportunidades aos alunos de demonstrarem criatividade e deve considerar as diferentes inteligências: lógico-matemático, linguística, sonora-musical, pictórica-espacial, interpessoal, intrapessoal, emocional, naturalista e sinestésico-corporal.

“Temos que trabalhar para uma mudança de comportamento do aluno e não somente para fazê-lo decorar uma fórmula matemática. O professor precisa motivar, contextualizar, ensinar e também avaliar. É preciso realizar diferentes atividades como: estudo de caso, estudo de um problema, simulação, visita técnica orientada, organização de eventos e trabalhar em projetos integradores”, avaliou Wollinger.

Em 2010, o MEC e IBGE vão trabalhar para elaborar o mapa da educação superior no país, com o objetivo de conhecer a oferta e a procura pelos cursos de graduação, em cada estado, para ajudar na elaboração de políticas públicas educacionais.  

Melissa Ornelas
Assessoria de Comunicação do Confea

   
 
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