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  O profissional do futuro

O escritor Roberto Shinyashiki retrata nesta entrevista exclusiva qual o perfil e os caminhos para o sucesso profissional neste novo milênio.

Atualizar os profissionais ligados ao Sistema Confea/Crea para que enfrentem sem receios o mercado empresarial, seja ele nacional ou internacional. Esse é o principal objetivo do projeto de valorização profissional idealizado pela atual administração da instituição, que vem desenvolvendo uma série de palestras visando a suscitar formas de colocar essa nova visão em prática. Em 2001, esse trabalho teve início com a conferência do escritor Roberto Shinyashiki na primeira reunião do Colégio de Presidentes do ano.

Autor de diversos livros, dentre eles “A Revolução dos Campeões” - tema da primeira palestra realizada por ele aos dirigentes ligados ao Confea – , “A Carícia Essencial” e “Sem Medo de Vencer”, Shinyashiki já conseguiu vender mais de 4,5 milhões de exemplares. Com uma formação bastante ampla, obtida em diversos cursos de especialização e estágios nos EUA, na Europa e no Japão, o escritor é considerado um dos melhores consultores e conferencistas da atualidade. Também ocupando o cargo de presidente do Instituto Gente de São Paulo – um centro de desenvolvimento humano e organizacional.

Renomado em nível nacional e internacional, Shinyashiki é um dos profissionais mais atuantes no mercado das grandes organizações. Seu objetivo nas palestras é acertar mudanças de cenário, mostrando ameaças e sugerindo caminhos. Mas, como ele mesmo afirma, dentre todas as suas tarefas, a principal é lembrar às instituições que empresas campeãs são criadas por seres humanos. “O profissional não existe sem sua alma, e ele só atinge seu pleno potencial quando se sente importante para o sucesso do projeto.” Segundo Shinyashiki, as organizações que criam a felicidade desses seres humanos são as que conseguem realizar melhor seus objetivos.

Para melhor especificar os ideais desse conferencista, assim como os porquês dos investimentos do Sistema Confea/Crea em sua filosofia para com seu profissional, Roberto Shinyashiki foi procurado pela Revista do Conselho para realizar algumas considerações sobre como profissionais, empresas e, em específico, o Confea, devem agir para alcançar o sucesso:

1- Chegamos ao século XXI, e muitas empresas ainda estão enraizadas no século passado. O que fazer para tornar uma empresa campeã?
Roberto Shinyashiki – Não existem dois tipos de empresas. Ou ela é uma empresa campeã ou não. Uma empresa campeã é formada por líderes e funcionários campeões. O resultado é que vai determinar esse processo. Pensar no lucro também não é mais tarefa exclusiva do presidente. É uma tarefa que envolve a todos. Somente uma empresa que dá lucro pode empregar, garantir salários e crescimento para todos.

2- Como se destacar no mercado altamente competitivo?
RS - Preste atenção, se for hoje ao supermercado para escolher um molho de tomate, haverá uma quantidade tão grande de marcas, tamanhos, embalagens e sabores que talvez seja difícil escolher um só. O fato é que os produtos são todos muito parecidos, é o fenômeno da comoditização.
Aí você pergunta: Roberto, e se eu sou o fabricante de molho? Como fazer o consumidor tirar o meu da prateleira?
Ofereça um serviço diferenciado, qualidade de atendimento e respostas rápidas. Surpreenda seu cliente. Essa é a chave para conquistá-lo.

3 - Qual a importância dos líderes nesse processo?
RS – Quando o líder conhece as metas, os desafios, as fragilidades e os pontos fortes da empresa, pode criar na equipe a consciência da necessidade da vitória e, por isso, o comprometimento com a mudança. O líder campeão, além de competência pra intuir, imaginar, farejar novos negócios e obstáculos, tem de saber o que as pessoas precisam, antes que elas saibam. Sendo assim, suas palavras vão motivar pelos fatos, suas idéias serão baseadas na realidade, criando a solidez necessária para realizar a revolução que levará o seu negócio ao pódio!

4 - E qual será o perfil do funcionário campeão?
RS - Hoje, ser competente e talentoso não adianta nada, se não for veloz, flexível e criativo. O campeão é aquele que é capaz de reverter emoções e até o estresse em produção. A capacidade de conquistar resultados para a empresa fará você essencial.

5- Em sua palestra, o senhor fala das cinco características dos campeões. Quais são?
RS – Velocidade: As empresas querem e precisam de executivos rápidos, assertivos, que agem e conquistam resultados. Ela é a maior virtude que um profissional pode ter agora.

Polivalência: Ser capaz de executar várias tarefas e entender de muitos assuntos e funções é uma característica básica para manter-se no jogo. Multiespecialista. Esse é seu novo nome!

Visão: O profissional precisa ter visão para enxergar as oportunidades. Ele tem de ficar atento ao mercado, procurar identificar possíveis ameaças de concorrentes diretos ou indiretos, bem como perceber momentos favoráveis para investir e crescer.

Capacidade de realização: Se você quer ter sucesso, realize. De nada adianta ficar falando: “Eu quero um carro, eu quero um carro”. Lute para comprá-lo. Ponha a mão na massa. Realizar o desejo significa lucros e resultados positivos. Troque o verbo querer por fazer. A crença do basta querer pode ser um grande entrave. Os campeões querem, claro, mas trabalham para realizar.

Entender de gente: Essa é uma característica fundamental e obrigatória. Entender as emoções de clientes e funcionários e seus reais desejos será essencial para acabar com a concorrência, satisfazer os consumidores e promover a felicidade de seus colaboradores. Escutar opiniões, oferecer compreensão e qualidade de vida promoverá sua organização, pois tanto os clientes internos como os externos cuidarão de fazer propaganda do negócio.

6 - O senhor falou em polivalência. Fazer várias coisas ao mesmo tempo não atrapalha o foco central?
RS – Não tem problema fazer várias coisas ao mesmo tempo desde que você tenha metas. Ter metas facilita a vida de todos, sua e da sua equipe. Quem trabalha com você precisa saber onde você quer chegar, para que possa ir direto ao alvo. Por isso, antes de fazer qualquer coisa, defina metas. Da clareza de suas metas sai a força de suas ações.

7 - O que o senhor diria a um profissional para alcançar o sucesso?
RS – Nunca abandone um sonho. Abandonar um sonho é abandonar você mesmo. Seus sonhos são você. Não desista! As dificuldades da vida estão aí para você conhecer o seu poder. Não fuja dos problemas. Avance sempre. Nem que seja um milímetro, e só pare quando puder comemorar ao sua vitória.

8 - E em especial aos profissionais do Confea, o que você diria para que eles consigam chegar a esse elevado padrão profissional apresentado em sua palestra?
RS - A primeira coisa que os profissionais tem de ter em mente é que hoje não existe mais engenheiro, médico, arquiteto, dentista. Nós precisamos, além de entender da nossa especialidade, entender de marketing, planejamento, relações humanas. Esta não é uma época de especialistas e sim de multiespecialistas, porque cada vez mais somos exigidos em várias frentes.
 
9 - Para efetuar todas essas melhorias na realidade do profissional do Confea, você não acredita que a política do Brasil também tem de mudar?
RS - A política do Brasil está mudando. Só que essas mudanças não estão acontecendo na velocidade que precisamos. O que o profissional e a empresa brasileira precisam entender é que é necessário superar em velocidade o ritmo do Brasil. Aproveitar as oportunidades que aqui estão e se desviar dos burocratas, fazendo do Brasil o país que merecemos ter.

10 - Quais as dicas que você daria ao Sistema Confea/CREA para que ele consiga fornecer a seu profissional as oportunidades necessárias para esse crescimen-to pleno?
RS- O Sistema Confea/Crea tem de continuar investindo no que o presidente Wilson Lang tem colocado como proposta. Cada vez mais ficar atento às oportunidades de desenvolvimento e aprendizado, visando ao crescimento e à valorização do profissional. Isso se dará por meio de cursos, palestras, literatura, seminários, debates.

11 - Indique algumas prováveis transformações que o Sistema conseguiria alcançar com esse tipo de palestra motivadora.
RS -  As empresas e organizações são feitas de profissionais de altíssimo nível. Quanto mais profissional competente houver em um setor, esse trará outros. Um exemplo é o Dr. Ivo Pitangy. Só a presença de um especialista, um profissional com a experiência dele, elevou a categoria de toda a cirurgia plástica brasileira, que hoje é considerada por muitos como a melhor cirurgia plástica do mundo. Um profissional de muita competência eleva o nível e serve de referência para os outros se aprimorarem.
 
12 - Que mensagem você deixaria ao profissional para incentivá-lo a revolucionar seu modo de ser?
RS - Integrem competitividade com humanismo. O profissional brasileiro precisa desenvolver a capacidade de ser o melhor tanto na produtividade e no resultado quanto em ter felicidade e capacidade de se realizar como ser humano.

Roberto Shinyashiki


 

"Quando o líder conhece as metas, os desafios, as fragilidades e os pontos fortes da empresa, pode criar na equipe a consciência da necessidade da vitória ...”

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

“O profissional não existe sem sua alma, e ele só atinge seu pleno potencial quando se sente importante para o sucesso do projeto”

 

 
    
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