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O Confea, desde
o ano passado, vem vivendo na prática a teoria
defendida por muitos estudiosos: o trabalho em parceria,
abrindo espaços e oportunidades para todos
Em outubro de 2000, firmou convênio com o
Departamento Nacional de Produção
Mineral (DNPM), com o objetivo de intensificar a
fiscalização na área de minas
e geologia. A iniciativa também visou a trazer
mais dinamismo ao acompanhamento dos profissionais,
das atividades de extração e dos impactos
ambientais.
O convênio torna necessário
que empresas de todas as regiões do Brasil,
ligadas à mineração, obrigatoriamente,
contratem um geólogo ou engenheiro de Minas,
dependendo da fase do projeto, para acompanhar suas
atividades. O DNPM, por lei, já exigia a
presença desses profissionais, mas na prática
isso só começou a vigorar com a assinatura
do convênio.
Entre geólogos e engenheiros
de Minas, o Confea tem mais de 15 mil profissionais
registrados. No Brasil, 1% do PIB é representado
exclusivamente pela área de mineração,
e existe um efeito multiplicador que faz com que
60% do PIB brasileiro esteja ligado ao setor.
Em
maio deste ano, o Confea teve dois encontros com
a direção do Sebrae Nacional. A adoção
de ações de empreendedorismo, pelo
Conselho, está tornando as duas instituições
parceiras. Na avaliação do presidente
do Sebrae, Sérgio Moreira, o profissional
da área tecnológica deve ser empreendedor
de si mesmo e tem de estar articulado em redes que
possam inseri-lo no mercado.
As duas instituições
estão acertando a forma da realização
de um curso sobre empreendedorismo na 58ª Semana
Oficial de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (SOEAA),
que será realizada de 4 a 5 de novembro,
em Foz do Iguaçu, no Paraná, antecedendo
o IV CNP – Congresso Nacional de Profissionais.
Existem ainda possibilidades
de implementação de um curso sobre
o tema, a exemplo do curso de “Marketing para
Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos”,
que está sendo ministrado em vários
Estados pelo eng.º Ênio Padilha. “Essas
ações fazem parte do nosso programa
de educação continuada e têm
o objetivo de reciclar os profissionais, tonando-os
aptos a atuar no mercado competitivo que temos hoje”,
explicou o presidente do Confea, engº Wilson
Lang.
Em maio, também dando
continuidade às conversações
com o Ministério da Justiça, Lang
e a secretária nacional de Justiça,
Elizabeth Sussekind, firmaram protocolo de intenções
de assinatura de convênio entre a Secretaria
e o Conselho.
Sem conceder maiores detalhes,
pelo fato de o convênio ainda estar sendo
elaborado, Lang garantiu que os dois lados (Confea
e Secretaria) e a sociedade ganharão muito
com essa parceria. “A nossa proposta de ação
conjunta terá reflexos no combate à
violência e na humanização do
sistema penitenciário”, disse.
Outra proposta de parceria
já articulada foi com a ANA – Agência
Nacional das Águas. Em visita à sede
da agência, Lang expôs para o diretor
do órgão, Lauro Figueiredo, todo o
trabalho já realizado pelo Confea para estimular
o debate sobre a transposição das
águas do Rio São Francisco. “Defendemos
a revitalização do rio e acreditamos
que a engenharia tem inteligência para resolver
qualquer problema que possa se tornar um impasse
à obra da transposição”,
disse.
Lauro Figueiredo ressaltou
que a ANA é um canal aberto para parcerias
com o Confea. “Temos em comum diversos interesses
na área ambiental”, disse, sugerindo,
inclusive, parcerias nos Estados por meio das Secretarias
do Ministério do Meio Ambiente e dos Creas.
Além de órgãos
governamentais, a presidência do Confea sentou
para conversar também com o objetivo de firmar
parcerias e discutir pautas comuns com outros Conselhos,
como o Conselho Federal de Biologia e outras entidades
de representações profissionais como
a Federação Nacional dos Jornalistas
(Fenaj).
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