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Ética, Valorização
Profissional e Projeto Brasil são os grandes
temas da 56ª SOEAA e do IV CNP, 800 mil profissionais
de todo o país estarão representados
por 300 delegados eleitos nos CEPs, discussão
de questões cruciais para o desenvolvimento
futuro do Brasil
Engenheiros, agrônomos e arquitetos respondem
por aproximadamente 70% do PIB brasileiro. Esse
é apenas um dos dados que comprova a importância
do Sistema Confea/Crea para o desenvolvimento sustentável
do Brasil – principal objetivo do IV Congresso
Nacional de Profissionais e da 58a Semana Oficial
de Engenharia, Arquitetura e Agronomia. Profissionais
de todo o Sistema reúnem-se nesses eventos
para oferecer propostas à sociedade que levem
o país a progredir com ética e responsabilidade,
rumo ao patamar atingido por nações
do Primeiro Mundo.
Os temas discutidos no IV
CNP e 58a SOEAA este ano são “Projeto
Brasil” e “Ética e Valorização
Profissional”. O secretário executivo
da semana, Marcelo Oliveira, explica que esses são
os assuntos mais cobrados pela sociedade aos profissionais
do Sistema. “O evento deste ano é de
grande importância, pois a ética permeia
qualquer ação do ser humano e é
exigida principalmente quando se trata de serviços
prestados à sociedade”, esclarece Oliveira.
As propostas para o IV CNP foram colhidas nos Congressos
Estaduais Profissionais - CEPs, e para a SOEAA foram
programados cursos, painéis e palestras para
o aperfeiçoamento e a atualização
dos profissionais do Sistema.
A expectativa dos engenheiros,
agrônomos e arquitetos ligados aos Creas é
positiva quando se trata de eventos desse porte.
Oliveira explica que é a chance que os profissionais
têm para expressar suas visões e interferir
na política do Sistema. Nos CEPs, o nível
de participação dos profissionais
foi acima do esperado em grande parte dos Estados.
O presidente do Crea-ES, engenheiro eletricista
Sílvio Roberto Ramos, disse que o Congresso
foi um dos mais bem-sucedidos dos últimos
anos. Segundo ele, as temáticas atuais, envolvendo
assuntos como desenvolvimento urbano e qualidade
dos alimentos, contribuíram para que o debate
e as palestras empolgassem os participantes, que
tiveram presença assídua no evento.
“Os profissionais mostraram-se motivados diante
das palestras e dos grupos de trabalho, que contribuíram
para aproximar engenheiros, arquitetos, agrônomos
e técnicos de diversas regiões do
Espírito Santo”, disse Ramos.
O coordenador do CEP do
Acre, o tecnólogo José Carlos Sopchaki,
também ficou satisfeito com a participação
dos profissionais no congresso de seu Estado. Além
disso, Sopchaki ficou bastante motivado para participar
do IV CNP e defender as propostas apresentadas no
CEP-AC, relacionadas principalmente à questão
do registro do licenciado em geografia e o problema
de leigos no exercício de atividades técnicas.
No CEP-RN, foram apresentadas mais de 20 propostas
que foram muito bem recebidas pelas categorias profissionais
e pela sociedade em geral, segundo a coordenadora
do evento, engenheira civil Vera Gomes. O programa
de ação de convivência com a
seca, fiscalização continuada e intensiva
nas empresas públicas e privadas quanto ao
exercício da profissão e da atualização
profissional e tecnológica a distância
foram alguns dos temas das propostas do CEP-AC.
Vera comemora a participação dos profissionais
no evento. “Em relação ao ano
anterior, a participação foi de 100%
dos profissionais”, ressalta. Quanto à
SOEAA, a expectativa de Vera é de que as
propostas aprovadas contribuam cada vez
mais para o desenvolvimento do país.
Em Goiânia, o CEP
também foi um sucesso. O coordenador do evento,
arquiteto Luiz Fernando Jungmamm, afirma que o nível
de participação foi muito acima do
esperado. Além disso, várias propostas
do Congresso podem ser aplicadas regional e nacionalmente.
Jungmamm também tem boas expectativas quanto
à SOEAA deste ano. “A Semana será
diferente para os profissionais, pois pela primeira
vez serão discutidos projetos extra-Sistema,
e isso é ótimo porque enriquece e
amplia nossas ações”, diz, satisfeito,
o arquiteto.
No CEP-SP, a participação
dos profissionais também foi grande. Reuniram-se
na cidade de Águas de Lindóia mais
de 1.300 integrantes do Sistema que discutiram quase
400 propostas, aprovando 293 sugestões. “Os
assuntos aprovados foram os mais variados, desde
a necessidade de medidas para que o exercício
ilegal da profissão deixe de ser considerado
infração e passe a ser considerado
como crime, até a necessidade urgente de
reanálise da Resolução 218/73
do CONFEA”, resume o coordenador do Congresso
de São Paulo, engº agrônomo Ricardo
da Veiga. Das propostas aprovadas no Estado, 58
foram encaminhadas ao IV CNP. “O Crea-SP entende
que, em função dos processos de mudança,
os desafios a serem enfrentados pelo Sistema Confea/Crea
são renovados constantemente. Nesse sentido,
temos certeza de que a condução dos
trabalhos na 58ª SOEAA trará resultados
significativos na obtenção de propostas
que contribuam para mudanças necessárias
no Sistema e melhorias nos serviços prestados”,
ressalta Veiga com otimismo.
No Maranhão, o CEP
contou com propostas de valorização
profissional e desenvolvimento sustentável
do país – dentro do Projeto Brasil
–, dando ênfase especial às áreas
de agricultura, educação, saúde,
moradia, segurança e meio ambiente. O coordenador
do CEP-MA, engenheiro Lindebergue Cavalcante Conde,
espera que as sugestões do Estado possam
ser bem aproveitadas pelo Sistema Confea/Crea.
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A ÉTICA NAS
PROPOSTAS DOS CREAS
Crea-AL – A principal proposta
colhida no CEP de Alagoas é que o Sistema
Confea/Creas reformule o Código de Ética
Profissional, definindo em seu texto os direitos
e deveres dos profissionais na relação
profissional/cliente, especificando claramente quais
as situações e punições
cabíveis nos casos de descumprimento das
cláusulas dos contratos de prestações
de serviços ou outras possíveis transgressões.
Crea-BA –
Na Bahia, a principal proposta ao Sistema Confea/Crea
é que conste no Código de Ética
que a defesa da vida e da natureza estão
acima de qualquer atividade exercida pelo profissional.
Além disso, os profissionais baianos sugerem
que o Sistema inclua explicitamente em seu Código
de Ética o princípio da transparência,
que deve ser aplicado em todos os atos profissionais.
O Crea-BA sugere ainda que o Sistema inclua em seu
Código de Ética o dever de cada profissional
ser plenamente consciente dos seus atos na defesa
da sociedade. Os baianos propõem também
a criação de um cadastro nacional,
com ampla divulgação, de penalidades
por infração à ética
profissional. O uso racional dos recursos naturais
como água e energia foram temas de outras
propostas do Crea-BA.
Crea-MG –
Uma das principais propostas dos profissionais de
Minas Gerais é de que o Sistema Confea/Crea
incentive a participação do profissional
na melhoria do processo político, posicionando-se
sempre contra a corrupção, exigindo
respeito à cidadania, aos princípios
éticos e morais e à prática
política que puna corruptos e corruptores.
Crea-MT –
No Mato Grosso, a principal sugestão do Crea
é que o Sistema torne mais claras as expressões
constantes do código de ética para
evitar interpretações equivocadas
e desatualizadas.
Crea-PA –
No Crea-PA, propõe-se avançar nas
penalidades aos infratores da ética, sujeitos
hoje apenas à advertência – pública
ou reservada.
Crea-PB –
Na Paraíba, sugere-se a criação
do Tribunal de Ética para avaliar infrações
dessa natureza.
Crea-PE –
Em Pernambuco, os profissionais solicitam ao Sistema
que os parâmetros dos Códigos de Ética
Profissionais sejam reavaliados e elaborados por
cada modalidade profissional, redigidos de acordo
com o perfil particular de cada categoria.
Crea-PI –
No Piauí, a proposta é que o Sistema
Confea/Crea mobilize as entidades de classe, no
sentido de elaborar uma proposta para o novo Código
de Ética, envolvendo todas as profissões
tecnológicas.
Crea-PR –
Os paranaenses sugerem ao Confea que crie um novo
Código de Ética. Segundo o Crea-PR,
este novo código deve pautar-se por uma doutrina
igualitária, com tendência “a
reduzir as desigualdades sociais e a tornar menos
penosas as desigualdades naturais”.
Crea-RJ –
Os profissionais do Rio de Janeiro solicitam aos
Creas amparo legal aos profissionais que se recusarem
a cumprir ordens prejudiciais à sociedade,
ao meio ambiente, à segurança do trabalho
e ao consumidor. Além disso, o Crea-RJ propõe
que os Creas proíbam os profissionais ocupantes
de cargos em órgãos públicos
(prefeituras e governos estaduais e federal), responsáveis
pela análise e pela aprovação
de projetos e serviços de engenharia, de
aprovar seus próprios projetos.
Crea-RN –
No Rio Grande do Norte, foi solicitada a inclusão
de um artigo no Código de Ética que
coíba a participação de profissionais
em atividades/empreendimentos que causem danos e
transtornos à saúde, ao meio ambiente,
a centros históricos e culturais e a outros
patrimônios públicos.
Crea-RO –
Em Rondônia, o Código de Ètica
também foi tema das propostas. O Crea solicita
que se revise com urgência o Código
de Ética do Sistema, tornando-o rigoroso
e transparente.
Crea-RR –
Os profissionais de Roraima consideram inadmissível
que profissionais com processos de natureza ética
exerçam naturalmente suas atribuições,
sem a intervenção do Conselho. Foi
solicitada a ação do Sistema Confea/Creas
nesta questão.
Crea-RS –
Os gaúchos exigiram, entre outras propostas,
a atualização do Código de
Ética, prevendo a importância de se
observar deveres com relação à
questão patrimonial, em seus aspectos ambiental,
histórico e cultural, ao exercício
de funções públicas, ao exercício
da docência e à deslealdade de concorrências
predatórias.
Crea-SE –
Em Sergipe, foi solicitada a criação
de um código de ética específico
para cada categoria profissional.
Crea-SC –
Os profissionais catarinenses sugerem que o Sistema
Confea/Crea elabore o Código de Ética
de forma mais abrangente, incluindo preservação
ambiental, erro técnico por negligência
ou incompetência. Para o Crea-SC, o Código
de Ética não poderá conter
punições ou sanções,
deve atender aos anseios da comunidade, que usufrui
dos serviços prestados pelos profissionais
do Sistema.
Crea-SP –
Em São Paulo, as principais propostas de
cunho ético relacionam-se à criação
dos Tribunais de Ética e revisão do
Código de Ética dos profissionais.
Além disso, os paulistas sugerem a criação
do Código de Conduta dos Conselheiros, estabelecendo
regras de conduta no relacionamento entre conselheiros
e nas relações dentro e fora do Sistema
com as diversas instituições, empresas,
pessoas e os profissionais.
Crea-TO -
Os profissionais de Tocantins propõem principalmente
que o Sistema Confea/Crea reestruture o Código
de Ética, incluindo mudanças que possam
melhorar a sua aplicação e atender
às questões ligadas à responsabilidade
social e ao meio ambiente.
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PROJETO BRASIL DESENCADEIA
TEMAS DE INTERESSE GERAL
Biotecnologia – Diversos
Creas apresentaram propostas relacionadas ao desenvolvimento
da biotecnologia no Brasil. Os Estados de Minas
Gerais e da Paraíba sugerem que as discussões
e as pesquisas científicas sobre o uso dos
produtos transgênicos e seus efeitos para
a saúde humana sejam aprofundadas. Além
disso, solicitam o controle da fabricação
de alimentos industrializados. Os transgênicos
também são motivo de preocupação
para os Estados de Goiás e São Paulo.
Os profissionais de Rondônia solicitam investimentos
em pesquisas, com o objetivo de melhorar a exploração
dos potenciais de biodiversidade do Brasil.
Ciência e
Tecnologia – Diversos Creas sugerem
a criação de incentivos para que o
profissional busque soluções que reduzam
a dependência de tecnologias e materiais estrangeiros,
priorizando as experiências e acervos nacionais.
Investir em programas de pesquisa tecnológica
e apoiar aqueles já existentes, com o objetivo
de proteger o mercado nacional, os recursos naturais
e as áreas de ensino técnico contra
os efeitos da globalização, são
também tema de propostas. O Crea-SP sugere
também para a área de ciência
e tecnologia que se crie um sistema alternativo
de construção, do tipo “pronta
entrega”, que possibilite o acesso da população
de baixa renda a moradia, escola e creche. Planejado
por etapas, o referido sistema permitiria a construção
de edificação definitiva, com melhor
qualidade de acabamento e conforto comparados a
outros sistemas construtivos desenvolvidos para
o atendimento à área social.
Globalização
– Os Creas do Acre e do Rio Grande
do Sul solicitam a inserção do Brasil
no processo de globalização da economia,
segundo os interesses nacionais de soberania e sustentabilidade,
considerando a importância da Amazônia
e seu conjunto de recursos potenciais e tradicionais,
como a biodiversidade, a dimensão territorial
e os recursos hídricos.
Política
– Paraíba e Roraima solicitam
a sensibilização dos profissionais
do Sistema quanto à importância da
discussão e da implementação
dos temas relacionados à Agenda 21, propondo
sua inclusão nas propostas desenvolvidas
para o Projeto Brasil e para outros Planos de Desenvolvimento
Estratégico.
Política
Agrária – Os Creas do Maranhão
e de Minas Gerais lembram a importância de
se preservar o direito constitucional à propriedade,
enquanto se promove a efetiva reforma agrária
do país. Os mineiros e profissionais da Paraíba
também propõem uma política
pública integrada cujos instrumentos garantam
renda mínima ao pequeno produtor rural, como
a inclusão no Programa Safra do Ministério
da Agricultura, a criação de agrovilas
dentro das propriedades rurais e a implantação
de empreendimentos de integração e
de mecanismos de autodesenvolvimento, como aqüicultura,
apicultura, floricultura, agroindústria,
artesanato e confecção de produtos
têxteis, de forma a reduzir o êxodo
rural.
Política
Ambiental – O Distrito Federal propõe
uma política que garanta o fomento e a manutenção
dos processos de gestão de recursos hídricos
de forma participativa e descentralizada. O fomento
e a manutenção dos recursos naturais
também foram propostos pelo Crea de Minas
Gerais, além da proposta de criação
de um política pública de incentivo
ao reflorestamento e à exploração
sustentável das florestas naturais.
Política
de Integração Nacional –
Minas Gerais e o Rio Grande do Sul propõem
que o Sistema Confea/Crea atue junto à sociedade
na discussão e na elaboração
de planos estratégicos para o desenvolvimento
integrado e auto-sustentável de municípios,
estados, regiões e do país, por meio
de campanhas de conscientização e
proposição de conselhos ou instituições
de planejamento, que permitam a participação
de todos os segmentos sociais. Amazonas e Rondônia
lembram a importância de se propor planos
estratégicos que promovam a ocupação
racional e sustentável da região amazônica.
Já o Sergipe propõe uma política
que incentive a criação de pólos
médios de desenvolvimento em cidades do interior,
de forma a descentralizar a ocupação
humana no território nacional e a fixar o
homem ao seu local de origem.
Política
Econômica – Para os profissionais
do Ceará, as propostas de maior relevância
têm o objetivo de facilitar o fluxo de financiamento
aos empreendedores da região; oferecer apoio
técnico e operacional em todos os níveis
de execução de projetos específicos;
oferecer incentivos fiscais aos empreendedores até
a implantação de seus projetos; regulamentar
a transferência de lucros das empresas multinacionais;
instituir um fundo de reserva para ampliação
das exportações e transformar os bancos
em multinacionais, de forma a buscar investidores
estrangeiros com novas tecnologias para todas as
áreas. O Maranhão sugere a definição
de uma política de juros compatíveis
com os praticados no mercado internacional para
o crédito rural. A questão hídrica
preocupa o Pará, e o Crea do Estado propõe
a cobrança de royalties pela utilização
da água no caso de transporte por hidrovias
e geração de energia ou pela utilização
de grandes volumes, como no caso dos minerodutos.
Política
Pública – O Crea do Distrito
Federal propõe a criação de
instrumentos de apoio financeiro e logístico
a trabalhos de pesquisa e experimentação,
para a difusão de tecnologias de habitação,
equipamentos públicos, transportes, saneamento
e demais setores tecnológicos do país.
Os Creas dos estados de Minas Gerais e do Rio Grande
do Sul sugerem a formação de parcerias
com o poder público e entidades privadas
para elaboração de diagnósticos
das economias regionais e discussão, planejamento
e execução das propostas e projetos
governamentais, visando a detectar oportunidades
de investimentos e ao desenvolvimento de novos negócios
nos diversos segmentos: indústria, agropecuária,
comércio e serviços. Além disso,
mineiros e gaúchos propõem o fomento
da contratação de profissionais legalmente
habilitados, recém-formados em nível
de graduação e pós-graduação,
enfocando o desenvolvimento sustentável.
Política
Social – Mato Grosso e São
Paulo desejam discutir e propor a reorganização
das diretrizes e políticas tributárias,
educacionais, de saúde, saneamento, transporte,
habitação, alimentação,
buscando a justiça social, a soberania nacional
e o desenvolvimento sustentável.
Política
Urbana – Os Creas da Paraíba
e de Rondônia querem a chance de propor soluções
para as regiões metropolitanas, implantando
políticas eficazes quanto a transporte de
massa, saneamento básico, urbanização
e humanização das favelas, valorização
e proteção do meio ambiente.
Política
Viária – A prioridade do Estado
do Amapá é o programa de construção
da hidrovia intermodal Transmarajoara, ligando as
cidades de Macapá e Belém. Com relação
aos transportes, os estados de Sergipe, Minas Gerais
e Rio Grande do Sul levantam a importância
de alocar os recursos necessários para implantação,
recomposição, recuperação
e manutenção preventiva das malhas
rodoviária e ferroviária do país,
assim como a incrementação dos transportes
marítimo, ferroviário e hidroviário.
Privatização
– Um número expressivo de
estados, como Minas Gerais, Paraná, Paraíba,
Rio de Janeiro e São Paulo, posicionou-se
contra o processo de privatização
do setor energético do Brasil. Além
disso, os paranaenses propõem a fiscalização
da situação das ferrovias após
os planos de concessões e a fiscalização
do plano de metas das telecomunicações
a cargo da Anatel. O Distrito Federal, além
de ser contra a privatização do setor
energético, também posiciona-se contrário
à privatização dos recursos
hídricos e de saneamento.
Recursos Energéticos
– Diversos estados sugerem o incentivo
ao uso de energias alternativas, tais como a eólica,
a solar, a biomassa, o gás natural etc. O
Distrito Federal propõe a concessão
de subsídios fiscais como forma de redução
do custo dos empreendimentos de geração
de energia. Minas Gerais propõe o incentivo
do uso de energia solar para aquecimento de água
e economia de energia. Paraíba e Rio Grande
do Norte posicionam-se contra o “apagão”
nacional na questão energética.
Recursos Hídricos
– Minas Gerais, Bahia e Ceará
formulam propostas para uma política pública
integrada, visando ao mapeamento dos recursos hídricos
superficiais e subterrâneos e estabelecendo
os limites de rebaixamento do lençol freático.
Além disso, defendem a adoção
de novo modelo participativo e descentralizado de
gestão dos recursos hídricos, visando
à revitalização das bacias
hidrográficas, à conservação,
à preservação e à produção
de água no país. |
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Manoel
de Almeida Duré |
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