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  Você é um empreendedor?

Que tal começar o ano adotando posturas empreendedoras? O empreendedorismo ganha força no mundo competitivo e já reúne uma legião de seguidores em cursos e palestras sobre o assunto, como a que aconteceu na última SOEAA. Confira se você é um empreendedor potencial

Os especialistas afirmam: só 1% da população mundial nasce empreendedora. A esmagadora maioria, os 99% restantes, precisa utilizar mecanismos externos para despertar e aprimorar a sua postura empreendedora diante do trabalho, da família, dos estudos e até mesmo das relações afetivas. A diferença entre aqueles que conseguem atingir seus objetivos e os que não obtêm sucesso naquilo que fazem está, de acordo com o engenheiro civil e consultor de empresa, Sérgio Naguel, na perseverança.

“Para empreender, é preciso primeiro querer, depois saber, para então poder. Não há atalho para este caminho. Ou você cumpre as três etapas e nesta ordem ou pode esquecer.” Naguel, ao lado da também consultora Rosangela Angonese, foi quem ministrou o “Curso de Empreendedorismo Aplicado à Engenharia, Arquitetura e Agronomia” durante a 58a. SOEAA (Semana Oficial de Engenharia, Arquitetura e Agronomia). “O engenheiro é um empreendedor não só porque ele pertence a uma categoria de profissionais liberais, mas porque estudou para criar e não para repetir tarefas ou seguir determinações. O fato é que, com o tempo, ele sofreu uma deformação profissional e adotou uma característica de subordinação nos negócios”, analisa Naguel.

As diferenças entre o técnico e o criador, o passivo e o pró-ativo, o acomodado e o que se impõe desafios e metas constantes são a justa medida do que é preciso ser buscado para se alcançar o empreendedorismo pleno. Para Peter Drucker, os empreendedores são pessoas que inovam. “A inovação é o instrumento específico dos empreendedores, o meio pelo qual eles exploram a mudança como uma oportunidade para um negócio ou serviço diferente.” Outros dois estudiosos do assunto, Low e MacMillan, acreditam que os “empreendedores são indivíduos que tomam iniciativa, identificam e criam oportunidades de negócios através da reunião e coordenação de combinações de novas pesquisas.”

Boa parte dos cursos de empreendedorismo é guiado por um trabalho pioneiro realizado em 1961, na Universidade de Harvard (EUA), pelo professor David McClelland. Pela sua teoria, a motivação contribui significativamente para o entendimento do empreendedor, e as pessoas são motivadas basicamente por três necessidades: de realização, de afiliação e de poder. A primeira, segundo o professor é a necessidade que o indivíduo tem de pôr a prova seus limites, de fazer um bom trabalho. É uma necessidade que mensura as realizações pessoais. Pessoas com alta necessidade de realização são pessoas que procuram mudanças em suas vidas, estabelecem metas e colocam-se em situações competitivas, estipulando também para si metas que são realistas e realizáveis. Seus estudos comprovaram que a realização é a primeira necessidade identificada entre os empreendedores bem-sucedidos.

A segunda necessidade catalogada no estudo é a da afiliação. Ela existe apenas quando há alguma evidência sobre a preocupação em estabelecer, manter ou restabelecer relações emocionais positivas com outras pessoas. Este empreendedor geralmente procura ser aceito socialmente, faz amizades, gosta de atuar em grupos sociais, preocupa-se com as pessoas e sofre com rupturas interpessoais. A terceira e última necessidade é a de poder, caracterizada principalmente pela forte preocupação em exercer poder sobre os outros. Estes indivíduos podem ser identificados por alguns comportamentos bastante característicos como: despertar fortes reações emocionais nas outras pessoas, estar sempre preocupado com o status, a reputação e a posição social e, por fim, querer sempre superar os outros em todas as atividades.

Segundo o consultor Nagel, a melhor maneira de obter sucesso é descobrir seu potencial empreendedor e estudar a trajetória de quem alcançou o sucesso. A experiência alheia motiva e dá subsídios para que seja traçado um caminho de êxito. Segundo uma pesquisa divulgada recentemente pela GEM, em parceria com o IBQP – Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade, o brasileiro é o trabalhador mais empreendedor do mundo. “Somos criativos, positivistas e temos jogo de cintura para nos safar de situações que consideramos ruins”, complementa Naguel. Para o consultor, o mais importante é ver o empreendedorismo como uma “atitude de vida”, que requer mudança de postura em todos os segmentos e não apenas no trabalho.

VOCÊ É UM EMPREENDEDOR?

Faça o teste e descubra suas potencialidades.
Instruções:
Cada questão possui um par de afirmações. Imagine que você tenha cinco pontos nas mãos para distribuir entre as duas afirmações de cada uma das questões. Atribua então a sua pontuação dando mais pontos para aquela que você concorda mais e menos, ou nenhum, para a outra. É importante que a soma de cada questão seja igual a cinco, lembrando que não é permitido dividir seus pontos igualmente entre as duas afirmações.

1)
(A) O sucesso de um empreendedor vai depender de vários fatores. A capacidade de cada um tem pouco a ver com o sucesso.

(B) Um empreendedor capaz pode sempre moldar o seu próprio destino.


2)
(A) Empreendedores nascem, não são feitos.

(B) É possível aprender a tornar-se mais empreendedor mesmo que não se inicie sendo deste jeito.


3)
(A) Se um vendedor será capaz de vender seu produto ou não, dependerá de quão eficazes são os competidores.

(B) Não importa a qualidade dos competidores, um vendedor eficaz sempre será capaz de vender o seu produto.


4)
(A) Empreendedores capazes acreditam no planejamento prévio de suas atividades.

(B) Não há necessidade de planejamento prévio porque não importa como o empreendimento é. Sempre haverá fatores que influenciarão o sucesso.


5)
(A) Uma pessoa pode tornar-se um empreendedor de sucesso, dependendo das condições econômicas e sociais.

(B) Empreendedores podem sempre ser sucesso, não importando as condições sociais e econômicas.


6)
(A) Empreendedores falham por causa da falta de habilidade e percepção.

(B) Empreendedores são propensos a falhar pelo menos em metade das vezes, porque sucesso ou falha dependem de vários fatores sobre os quais eles não têm controle.


7)
(A) Empreendedores são freqüentemente vítimas de forças que não podem entender nem controlar.

(B) Através de participação ativa na economia e em assuntos políticos e sociais, os empreendedores podem controlar os eventos que afetam seus negócios.


8)
(A) Se conseguirá ou não um empréstimo, dependerá de quão justo é o funcionário do banco.

(B) Se conseguirá ou não um empréstimo, dependerá de quão bom é o seu plano de negócio.


9)
(A) Quando comprar matérias-primas ou qualquer mercadoria, é aconselhável coletar o máximo de informação através de várias fontes e então tomar a decisão final.

(B) Não há por que coletar muita informação: a longo prazo, quanto mais você paga, melhor será o produto que compra.


10)
(A) Se vai ter lucro ou não, dependerá de sua sorte.

(B) Se vai ter lucro ou não, dependerá de sua competência como empreendedor.


11)
(A) Algumas pessoas nunca terão sucesso como empreendedores.

(B) É possível desenvolver as habilidades empreendedoras em diferentes tipos de pessoas.


12)
(A) Se você será um empreendedor de sucesso, dependerá do ambiente social no qual nasceu.

(B) Pessoas podem tornar-se empreendedoras de sucesso devido ao esforço e à capacidade, não importando a classe social de que se originam.


13)
(A) Nos dias de hoje, as pessoas devem depender, a qualquer momento, da ajuda, do suporte e da simpatia dos outros (agências governamentais, burocratas, bancos, etc)

(B) É possível gerir seus próprios rendimentos sem depender tanto assim da burocracia. O que é necessário é a intuição de lidar com as pessoas.


14)
(A) A situação do mercado hoje é muito imprevisível. Até empreendedores com percepção freqüentemente falham.

(B) Quando a percepção de mercado de um empreendedor é falha, ele só pode culpar a si mesmo por não ter entendido o mercado corretamente.


15)
(A) Com esforço, as pessoas podem determinar os seus próprios destinos.

(B) Não há razão para se gastar tempo planejando ou fazendo coisas para mudar o destino de uma pessoa. O que vai acontecer, acontecerá.


16)
(A) Existem muitos eventos além do controle do empreendedor.

(B) Empreendedores são os criadores de suas próprias experiências.


17)
(A) Não importa o quão duro trabalhamos, só realizaremos o que está em nossos destinos.

(B) As recompensas que recebemos dependem somente dos esforços que fazemos.


18)
(A) Eficácia organizacional pode ser alcançada através do emprego de pessoas competentes e eficazes.

(B) Não importa o quão competentes são as pessoas de uma empresa, se as condições socioeconômicas não forem boas a organização terá problemas.


19)
(A) Deixar as coisas ao acaso e o tempo tomar conta delas ajuda as pessoas a relaxar e a aproveitar a vida.

(B) Resolver as coisas é sempre melhor que deixá-las ao acaso.


20)
(A) O trabalho de uma pessoa competente sempre será reconhecido.

(B) Não importa o quão competente somos, é praticamente impossível avançar na vida sem bons contatos.


 

PONTUAÇÃO

Divida agora o total da tabela A pelo total da tabela B. Confira os resultados:

Acima de 3 – Indica um alto nível de empreendedor interno. Há elevadas chances de se iniciar uma atividade empreendedora.

Acima de 1 – Indica possíveis empreendedores. Quanto maior a razão acima de 1.0, mais empreendedor o indivíduo é.

Inferior a 1 – Indica que o indivíduo tem maior orientação de controle externo (menos empreendedor). É necessário que se torne mais empreendedor para ser capaz de iniciar e manter atividades.

(Fonte: T. Venkateswara Rao)

 

 

“Para empreender, é preciso primeiro querer, depois saber, para então poder” ”

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

“A experiência alheia motiva e dá subsídios para que seja traçado um caminho de êxito”

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

“Este é o nosso desafio e o nosso papel diante da sociedade e de nós mesmos, discutindo tudo com liberdade e espírito ético”

 

    
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