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Nesta edição, a Revista do Confea conclui a série “Presidenciáveis”, com a publicação das entrevistas dos candidatos Luiz Inácio Lula da Silva (PT/PL), Anthony Garotinho (PSB) e José Serra (PSDB/PMDB). Em entrevistas exclusivas, os três candidatos revelam as principais metas das suas plataformas de governo e discutem a necessidade de investimentos na área tecnológica. Com a publicação desta última reportagem da série, a Revista do Confea espera ter colaborado, de forma isenta e imparcial, para a formação de opinião e decisão consciente do voto dos profissionais no próximo pleito presidencial. Para mais informações e contato direto com a assessoria de cada candidato, basta acessar os endereços eletrônicos dos comitês centrais de campanha. Para saber mais sobre o candidato Anthony Garotinho, visite a página www.garotinho40.com.br; para consultar a plataforma de Luiz Inácio Lula da Silva, o endereço é www.pt.org.br/lulanet; e para informações sobre o plano de governo de José Serra, o site do candidato é www.joseserra.org.br. Todos os sites trazem as principais notícias da campanha, fotos, artigos e e-mail para contato direto com o candidato. Confira agora as entrevistas exclusivas e bom voto!

 

Anthony Garotinho

José Serra

Luiz Inácio Lula da Silva

 
  Anthony Garotinho

Perfil

Anthony William Garotinho Matheus de Oliveira nasceu em Campos (RJ), no dia 18 de abril de 1960, pesando 5,5 kg, que lhe deram, ainda na maternidade, o apelido de Bolinha, que anos depois, no rádio, seria substituído por Garotinho. Antes de iniciar a vida política, fez teatro amador, trabalhou como disc-jóquei e locutor. Do casamento com Rosinha, em 1981, nasceram quatro filhos, que ganharam depois outros cinco irmãos, adotados pelo casal.

Em 1986, aos 26 anos, tornou-se deputado estadual. Aos 28, venceu as eleições para a prefeitura de Campos. Administração premiada com o título de Melhor Prefeito lhe garantiu a reeleição quatro anos depois. O ex-líder estudantil foi ainda secretário de Agricultura, Abastecimento e Pesca do Rio de Janeiro, no segundo mandato de Brizola, disputando em seguida – pela primeira vez – o Governo do Estado. Perdeu no segundo turno por uma diferença de 4%. Em setembro de 1994, um acidente na Rodovia Presidente Dutra quase o fez perder o braço direito. Por conta do acidente, converteu-se à Igreja Presbiteriana.

Mas não desistiu do Palácio da Guanabara. Em 1998, venceu César Maia e tornou-se governador do Rio de Janeiro. Renegociou a dívida com a União, aumentou em 50% a arrecadação e investiu em várias frentes. Só em saneamento e meio ambiente, foi R$ 1 bilhão. Criou o “Cheque Cidadão” – programa de renda mínima que beneficiou 65 mil famílias – e sete restaurantes populares. Graças a sua atuação, foi escolhido para concorrer à Presidência da República pelo PSB, partido que passou a integrar depois de 18 anos de PDT. Entre suas bandeiras de luta estão: aumento do salário mínimo, redução do desemprego e um basta à violência. Como? Por meio da redução dos juros, de um programa de apoio ao crédito e de uma ampla reforma tributária, capaz de tornar as empresas brasileiras competitivas aqui e lá fora.

Revista do Confea – Na área de tecnologia, seu plano de governo prevê algum investimento específico?
Garotinho – Partimos do princípio de que a ciência e a tecnologia são instrumentos poderosos e indispensáveis para o desenvolvimento econômico-social e a soberania nacional. Por isso, não podemos ficar a reboque dos países centrais. Nem ter a ilusão de que avançaremos no ritmo necessário se o Estado brasileiro deixar de assumir seu papel de estimulador nessa área. Hoje, o país aplica somente 1,4% do PIB em ciência e tecnologia. Nos Estados Unidos, o gasto estatal no setor é de 2,5% do PIB; no Japão, de 3,1%. Em nosso programa, propomos a vinculação das políticas de ciência e tecnologia a um projeto maior para o Brasil. Queremos fortalecer de forma integrada os órgãos de pesquisa em torno do Ministério da Ciência e Tecnologia e chegar em 2003 a um orçamento global de R$ 830 milhões, com recursos do Tesouro. A cada ano, vamos promover acréscimos de 20%, para recuperar o nível de investimento realizado no passado. Nossa meta é formar um sólido sistema nacional de ciência e tecnologia, investindo simultaneamente em várias frentes. Queremos apoiar a formação de recursos humanos, com a melhoria dos programas de bolsas em vários níveis; fortalecer o papel dos laboratórios nacionais; engajar mais os Estados e municípios que têm órgãos ou fundações de pesquisa; estimular projetos de inovação tecnológica; e incentivar programas de cooperação internacional. Falo com a experiência do que colocamos em prática no Rio de Janeiro. Em meu governo, a Faperj recebeu mais recursos do que em toda a sua história. E triplicamos o número de alunos nas escolas técnicas estaduais, que passou de 58 mil para 1689 mil. Buscamos também incentivar projetos na área tecnológica, como, na Ilha do Fundão, o tanque oceânico para a simulação de protótipos para plataformas de petróleo, que será o mais moderno de toda a América Latina. Outro projeto que apoiamos foi o do Laboratório de Engenharia do Petróleo, o Lenep, em Macaé, que é o principal centro tecnológico da Universidade Estadual do Rio de Janeiro e o principal centro de geofísica de toda a América do Sul.

Revista do Confea – No IV Congresso Nacional dos Profissionais, realizado no fim do ano passado, em Foz do Iguaçu (PR), o Sistema Confea/Crea formulou o “Projeto Brasil”, que revela os rumos, segundo os profissionais da área tecnológica, que o país deveria seguir para seu desenvolvimento. Este documento está sendo entregue a todos os presidenciáveis. Como o senhor avalia essa iniciativa? Existem possibilidades da inclusão das propostas do Sistema Profissional na sua plataforma de governo, caso venha a ser eleito?
Garotinho – A defesa da engenharia nacional é uma proposta que historicamente já tenho encampado. É um absurdo que empresas multinacionais e até estatais brasileiras estejam contratando serviços de engenharia no exterior, quando temos a total capacidade de executar esses serviços no país. No caso específico da indústria do petróleo, os serviços de engenharia representam menos de 4% do investimento total para o desenvolvimento de um campo de petróleo. E sua execução no país é fundamental para quebrar preconceitos que se tinham contra a indústria nacional de bens e serviços. Fazer qualquer política industrial no Brasil sem ter a atividade de engenharia como algo mandatório não trará qualquer resultado eficaz para o desenvolvimento e a geração de empregos no país. Em nosso governo, as concessões públicas, nas diversas áreas, terão critérios claros e transparentes para o uso da engenharia nacional. Na área de energia, nosso compromisso é fortalecer a ação das estatais do setor elétrico e afastar de vez a ameaça de privatização que inquietou a área técnica durante esses dois governos de Fernando Henrique. Isso vai valorizar e estimular, de novo, o trabalho dos profissionais brasileiros. Como brasileiro, sinto orgulho quando vejo que nossa engenharia é reconhecida internacionalmente por trabalhos como a operação do sistema elétrico interligado, que fornece eletricidade em escala quase continental, e pelo conhecimento acumulado com a geração hidrelétrica.

  José Serra

Perfil

O senador paulista José Serra tem 60 anos. É casado, tem dois filhos e é professor licenciado da Universidade de Campinas. Foi dirigente estudantil e presidente da União Nacional dos Estudantes (1963/64). Perseguido pelo governo militar, que assumiu em 1964, permaneceu no exílio durante 14 anos. Quando retornou ao Brasil, ocupou a Secretaria de Economia e Planejamento de São Paulo, exerceu por duas vezes o mandato de deputado federal por São Paulo e, em 1990, foi o deputado mais votado do país. Em 1992, foi eleito o melhor deputado federal e em 1994 foi o senador mais votado da história do Brasil.

Serra é senador por São Paulo desde 1995. Foi ministro do Planejamento e Orçamento e ministro da Saúde de 1998, quando deixou o ministério reassumindo a cadeira de senador pelo Estado de São Paulo. É candidato pela primeira vez à Presidência da República.

Revista do Confea – Qual é o principal desafio que o próximo presidente da República vai enfrentar?
José Serra – Acho que o grande desafio será compatibilizar a estabilidade econômica conquistada no governo Fernando Henrique com o crescimento econômico que o país tanto precisa. avanços nos últimos anos, mas é imprescindível que o país cresça com mais rapidez. Precisamos gerar empregos, diminuir as desigualdades sociais e regionais, e isto só se faz com crescimento econômico. O progresso tem de ser para todos, ou será de ninguém. Este crescimento tem de vir acompanhado de políticas na área da saúde e educação, entre outras, para estimular o desenvolvimento das potencialidades pessoais e gerar igualdade de condições para todos os brasileiros.

Para crescermos, trabalharei para reduzir a vulnerabilidade externa da economia brasileira. Em função do nosso elevado déficit em conta corrente, precisamos praticar altas taxas de juros, o que inibe a expansão da economia. Vamos reverter a vulnerabilidade com mais exportações, mais produtividade. Meu compromisso é com esse processo – que leve ao crescimento econômico. Mas a estabilidade é condição necessária para o crescimento.

Revista do Confea – Atualmente, qual setor, ou setores, merecem mais atenção por parte do governo federal?
José Serra – Acho que o que mais caracterizou e ainda caracteriza o governo do presidente Fernando Henrique é a busca da estabilidade econômica, que o país perseguiu por tanto tempo. Esta é uma vitória histórica do governo Fernando Henrique. Mas, no futuro, Fernando Henrique não será conhecido somente pela estabilidade que trouxe para a economia, derrubando uma superinflação de 15 anos.

Será conhecido também pelo avanço social que promoveu na educação, na saúde, na proteção social e até na difusão da telefonia, antes um serviço de luxo para poucas famílias brasileiras. Será conhecido pela reforma do Estado brasileiro, modernizando-o, tornando-o mais enxuto. Emagreceu o Estado para torná-lo mais musculoso, eficiente, mais capaz. Será conhecido ainda pela nova etapa que abriu no combate à corrupção, utilizando a arma da transparência, da cooperação com o Ministério Público e o Judiciário, da investigação rigorosa de irregularidades , sempre dentro da lei.

Revista do Confea – Dentro do Plano de Governo, quais projetos são, na sua opinião, imprescindíveis?
José Serra – Gostaria de destacar, em primeiro lugar, a questão da segurança pública. Vamos falar claro: a estrutura tradicional da segurança pública do Brasil não está preparada para enfrentar essa situação. Chegou a hora de dar uma resposta à altura do problema. O país não pode mais ser submetido às ordens e à intimidação de bandos criminosos. Sem respeito às leis vigentes e às autoridades democraticamente constituídas, não há forma civilizada de convivência social que possa sobreviver. Por isso, vamos criar um Ministério da Segurança, para controlar as ações preventivas contra o crime organizado, coordenando órgãos e iniciativas da União, Estados e municípios.

O segundo é o forte crescimento do trabalho. Nossa proposta é que o Estado se torne um promotor do emprego nos vários níveis em que isso é necessário. A economia precisa crescer. Mas precisa crescer de uma forma que crie novos postos de trabalho. O Estado precisa ter instrumentos para identificar as necessidades das empresas e colocar o trabalhador em contato com a empresa. Quando o trabalhador não tiver as qualificações necessárias, vamos oferecer cursos sólidos de capacitação.

Vale notar que nossas propostas no campo do desenvolvimento econômico implicam a necessidade cada vez maior de engenheiros e profissionais de nível universitário. O avanço na agricultura e na eletrônica, para citar dois exemplos, será altamente intensivo em profissionais de alto nível.

Revista do Confea – Dentro da área de tecnologia – setor que interessa diretamente o mercado de trabalho dos profissionais do Sistema Confea/Crea –, que investimentos mereceriam ser feitos na sua opinião?
José Serra – Acho que a ação governamental deve ser revolucionada pelo avanço da informática e das telecomunicações. Não se trata apenas de incluir máquinas e equipamentos para continuar com os mesmos procedimentos administrativos. Trata-se, isto sim, de introduzir novas práticas e hábitos de publicação de informações, prestação de serviços e atendimento ao cidadão.

Poderia destacar, por exemplo, alguns projetos de governo eletrônico: retomada dos projetos de integração das informações e sistemas de comunicações das áreas de segurança pública e justiça, disponibilização de todos os serviços federais em portal único voltado para o cidadão na Internet, cadastramento e divulgação de todos os preços praticados pelo governo federal e Estados conveniados nas contratações de serviços, aquisições e obras e a interligação de todos os municípios na Rede de Informação em Saúde.

Com recursos do Fundo de Universalização das Telecomunicações, vamos, entre outras ações, garantir o conhecimento e o uso da Internet para 100% das escolas públicas , instalar rede de computadores nas bibliotecas públicas.

Teremos também uma política industrial para incentivar fabricantes de telecomunicações, informática e semicondutores e ainda uma política de incentivo ao desenvolvimento de software no Brasil.

  Luiz Inácio Lula da Silva

Perfil

Pernambucano de Garanhuns e de uma família pobre, de oito irmãos, Luiz Inácio Lula da Silva é o retrato típico de um brasileiro. Retirante da seca e da fome, foi em São Paulo que ele descobriu o ofício de metalúrgico e, com ele, as injustiças sociais. Foi protagonista do surgimento do movimento sindical combativo que deflagrou as greves de 1978 no ABC paulista, foi perseguido pela linha dura do governo militar, brigou pela abertura política e, mais tarde, ao lado de outras lideranças sindicais, fundou o partido que transformou as relações democráticas no país, o PT. Hoje, aos 57 anos, o maior líder político da América Latina dos últimos 20 anos concorre pela quarta vez, novamente como favorito à Presidência. Disputou duas e perdeu para o mesmo homem a quem fez campanha para o Senado em 1978, pelo MDB: o sociólogo Fernando Henrique Cardoso. Mais maduro e cercado de profissionais legitimados para a construção do seu Plano de Governo, Lula se diz preparado para governar e admite que, apesar dos enormes problemas do país, “há muitas coisas boas acontecendo”, mas não com a velocidade que ele gostaria.

Revista do Confea – Qual é o principal desafio que o próximo governo vai enfrentar?
Lula – O principal desafio para os próximos anos, no caso de uma vitória do PT, é retomar o desenvolvimento econômico para gerar emprego e promover distribuição de renda e justiça social. E vamos fazer isso mantendo a estabilidade da moeda, que já é uma conquista do povo brasileiro, e superando a vulnerabilidade externa da nossa economia. Para isso, é preciso baixar significativamente os juros para o consumidor e para o capital de giro das empresas. É preciso também incentivar as exportações e substituir importações, amplian- do ainda o investimento público em educação, saúde, segurança e habitação, além de investir em infra-estrutura, principalmente nos setores energético e de transporte. É na questão social que está a verdadeira dimensão do desenvolvimento econômico que queremos para o nosso país.

Revista do Confea – Dentro do Plano de Governo, quais projetos são, na sua opinião, imprescindíveis?
Lula – Assumi o compromisso de enviar ao Congresso, no primeiro ano de governo, um projeto de reforma tributária. Quem ganha mais vai pagar mais, quem ganha menos não vai pagar ou vai pagar menos. Isso é imprescindível para o Brasil.

Outra reforma essencial é a reforma agrária. Ela fará justiça social e pode muito bem ser feita de modo negociado e pacífico. O PT tem representatividade e legitimidade para fazer isso.

As diretrizes do nosso plano de governo foram aprovadas em dezembro do ano passado, no encontro nacional realizado em Pernambuco. O resultado desse trabalho está à disposição da sociedade desde o dia 30 de junho. No nosso plano estarão explicitamente definidos os projetos que irão sustentar o nosso governo. O Instituto de Cidadania, por exemplo, deu contribuições importantes nos setores de Moradia, Segurança Alimentar (Projeto Fome Zero), Segurança Pública, Educação, Ciência e Tecnologia, Energia Elétrica, para citar os mais divulgados pela imprensa.

Revista do Confea – Dentro da área de tecnologia – setor que interessa diretamente ao mercado de trabalho dos profissionais do Sistema Confea/Crea –, que investimentos mereceriam ser feitos na sua opinião?
Lula – Os investimentos em tecnologia são uma das prioridades do nosso programa de governo, que, nesse setor, vem sendo elaborado em constantes debates promovidos por pesquisadores, intelectuais, políticos, empresários, participantes de organizações não-governamentais e de movimentos sociais.

Quanto ao papel das universidades e dos institutos de pesquisa, vou contar algumas experiências que tive na visita de dez dias que fiz à China em maio do ano passado. Participei de debates em centros universitários, em Beijing, Xian e Xanghai, sobre as políticas educacionais e de ciência e tecnologia daquele país gigantesco. Apenas dois aspectos são suficientes para demonstrar o compromisso do Estado com o desenvolvimento do país e com a melhoria das condições de vida do povo: há uma grande integração entre os centros universitários e a formação de complexos industriais e empresariais. Ou seja, o avanço da ciência e da tecnologia nas universidades está integrado ao planejamento econômico e impulsiona diretamente o desenvolvimento regional e geral do país.

O outro ponto que gostaria de chamar a atenção está relacionado com a educação básica, com a educação técnico-profissional e com os vários níveis de estágios tecnológicos existentes em um país com a dimensão e a população da China. A educação básica é muito valorizada, universal, e o professor é um profissional da mais alta respeitabilidade no país. Quanto à utilização dos recursos técnicos pela sociedade, há uma política bem interessante: além de o Estado incentivar ao máximo a formação de técnicos de nível médio, faz com que cada região, província, localidade utilize simultaneamente todos os meios técnicos disponíveis. Isso significa que todas as camadas sociais são mobilizadas e organizadas no esforço de desenvolvimento do país, independentemente da tecnologia que dominam: das mais primitivas até as de ponta.

O Brasil tem todas as condições humanas e materiais para recuperar o padrão de excelência de nossas universidades e institutos de pesquisas. E nós temos compromisso nesse sentido.

Revista do Confea – E o papel das pesquisas? O PT desta vez já ganhou?
Lula – Geralmente não comento pesquisas, favoráveis ou não, ainda mais faltando tanto tempo para as eleições. A situação atual pode criar uma falsa impressão na cabeça de muita gente, inclusive na dos petistas, apoiadores, simpatizantes e de tantos milhões de brasileiros que querem mudar o rumo do nosso país. E digo mais: isso pode criar ilusões prejudiciais à nossa campanha.

É claro que estou muito feliz e confiante por estar tão à frente nas pesquisas. E tenho certeza de que as nossas chances desta vez são as maiores possíveis. Mas é preciso ter claro que a campanha propriamente dita nem começou. Vamos enfrentar batalhas decisivas nos próximos meses que mal se vislumbram no horizonte. E há um enorme risco de que a campanha presidencial deste ano descambe para dossiês e baixarias, se considerarmos o que já ocorreu até agora, entre os partidos da base governista. Temos de estar preparados para tudo.


E, para isso, a primeira medida é não calçar “sapato alto” de jeito nenhum. Por enquanto, ninguém ganhou nem perdeu nada definitivamente em relação a 6 de outubro. Muita água ainda vai rolar por baixo dessa ponte. Nem euforia desmedida nem baixo astral, devido a subidas ou descidas nas pesquisas. Nem 8 nem 80. O que precisamos é de muita confiança, perseverança e trabalho, muito trabalho, para convencermos a grande maioria da sociedade de que esta é a vez das oposições, a vez do PT, a hora e a vez de ganharmos para governar e mudar o rumo do Brasil e da nossa história.

Nós sabemos que esta é uma chance histórica para toda uma geração de brasileiros. Mas sabemos também que está em jogo a continuidade ou não do predomínio das políticas neoliberais no Brasil – e isso significa muito em um país com o peso econômico e geopolítico do nosso.

Anthony Garotinho
“Sinto orgulho quando vejo nossa engenharia reconhecida internacio-nalmente...”

 
“Nossa meta é formar um sólido sistema nacional de ciência e tecnologia”
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

José Serra
“Houve grandes avanços nos últimos anos, mas é imprescindível que o país cresça com mais rapidez”
“Sem respeito às leis vigentes e às autoridades democraticamente constituídas, não há forma civilizada de convivência social que possa sobreviver”
 
Lula
“O Brasil tem todas as condições humanas e materiais para recuperar o padrão de excelência de nossas universidades e institutos de pesquisas”
“É na questão social que está a verdadeira dimensão do desenvolvimento econômico que queremos para o nosso país”
    
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