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Compromisso com a natureza e a sociedade |
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Profissionais
De julho a setembro,
comemoram-se diversas datas ligadas a profissionais
do Sistema Confea/Crea. No calendário nacional,
os dias 12 e 13 de julho são destinados ao
engenheiro florestal e ao engenheiro sanitarista.
Em setembro, nos dias 20 e 23, é a vez dos
engenheiros químicos e dos técnicos
industriais. Juntos, estes profissionais cuidam
do desenvolvimento da sociedade em sintonia com
a preservação ambiental
O planeta Terra tem 4,6 bilhões de anos e
abriga centenas de milhares de seres
vivos. Possui muitas riquezas e diversos ecossistemas,
sendo os oceanos responsáveis por cerca de
dois terços da superfície terrestre.
Mas este paraíso, antes coberto de verde
e animais coloridos, vem se modificando. Nos últimos
anos, é crescente a destruição
do meio ambiente: as florestas estão desaparecendo
pelo efeito das queimadas e dos desmatamentos, provocando
significativas perdas de espécies animais
e vegetais; os rios e oceanos estão sendo
poluídos com lixo e dejetos de indústrias
e as cidades estão crescendo desordenadamente
– fatores que muito danificam o ecossistema.
O inevitável progresso
acaba se constituindo em uma degradação
sistêmica da natureza, exigindo uma drástica
mudança de atitude dos profissionais. Mas
como despertar o sentimento ecológico para
impedir a destruição e reintegrar
o homem ao seu habitat, sem abandonar o desenvolvimento
do país?
Esta é uma das questões
mais pertinentes às profissões de
engenheiro florestal e engenheiro sanitarista. Atualmente,
já são mais de 10 mil formados em
atividade e mais de 3 mil cadastrados em todos os
conselhos regionais. Quem pretender uma carreira
na área de engenharia ambiental pode escolher
entre os 26 cursos de graduação, especialização
e cursos técnicos oferecidos no país.
Outras profissões que têm conscientizado
os alunos sobre a necessidade do desenvolvimento
sustentável são as de engenheiro químico
e de técnico industrial.
Os futuros engenheiros sanitaristas
podem atuar no planejamento de recursos hídricos,
urbano e rural, na avaliação do impacto
causado ao meio ambiente e na produção
de relatórios desse impacto. Além
disso, eles podem trabalhar com sistemas de abastecimento
de água, esgotamento sanitário, drenagem
urbana e controle da poluição atmosférica
e de resíduos sólidos de todos os
tipos: lixo doméstico, industrial, tóxico
e hospitalar.
Já os engenheiros
florestais trabalham com dois grandes segmentos.
No primeiro, há uma preocupação
com o meio ambiente e com questões referentes
à qualidade do solo, da água, do ar,
do subsolo e de ecossistemas com ênfase no
reino animal e vegetal. Outro campo de trabalho
é a gestão ambiental com ênfase
na qualidade de vida da população
que vive nas cidades e os problemas urbanos que
crescem cada vez mais, como poluição,
degradação da paisagem natural e perda
da diversidade biológica.
Segundo o engenheiro florestal
Carlos Adolfo Bantel, presidente da Sociedade Brasileira
de Engenheiros Florestais (Sbef), existe um direcionamento
da profissão para a industrialização
de produtos florestais e da atividade urbana. “O
mercado atual para o engenheiro florestal é
diversificado, e o crescimento da área é
muito favorável. Atualmente, o engenheiro
florestal tem a opção de escolher
entre os muitos caminhos que a profissão
oferece”, completa Carlos.
Hoje, as principais entidades empregadoras públicas
são o Ministério da Agricultura e
o Ministério do Meio Ambiente e no setor
privado, empresas de estudos e projetos na área
ambiental urbana e rural.
Os profissionais de engenharia
sanitária e florestal integram com regularidade
equipes de trabalho que podem englobar engenheiros
do am biente, engenheiros sanitaristas, engenheiros
civis, engenheiros agrônomos, biólogos,
arquitetos paisagistas e, por vezes, sociólogos,
historiadores e economistas.
A maior dificuldade, comum
às duas profissões, é a falta
de investimento na área. Segundo o presidente
da Associação Brasileira de Engenharia
Sanitária e Ambiental (Abes), o engenheiro
Antônio César da Costa e Silva, é
preciso desenvolver ações no sentido
de ampliar o espaço profissional. “O
mercado melhorou muito, mas, como forma de estimular
novos investimentos, faz-se necessária a
criação de novas obras e novos projetos
na área.”
As
potencialidades e a preocupação social
com o meio ambiente têm provocado o interesse
dos empresários e conseqüentemente a
criação de empresas, abrindo um maior
campo de trabalho para as duas profissões.
Para os engenheiros florestais, destacam-se os setores
de celulose, madeira e projetos ambientais, e para
os engenheiros sanitaristas, a preservação
ambiental urbana e os cuidados específicos
com a qualidade de vida da população
nas cidades. Os engenheiros florestais estudam,
concebem, preparam e orientam a execução
de trabalhos que visam à utilização
dos recursos ambientais e à proteção
das florestas, contribuindo para o desenvolvimento
econômico do mundo rural.
Da mesma forma, os engenheiros
sanitaristas têm um papel importantíssimo
para a conservação e a preservação
ambiental urbana. Questões relativas ao abastecimento
de água, esgotamento sanitário, drenagem
urbana e coleta de lixo e limpeza são as
principais áreas de atuação.
Ainda há muito a
se fazer nesse campo. A perspectiva é de
um futuro cada vez mais promissor. Só as
indústrias florestais e madeireira movimentam
hoje mais de 4% do PIB brasileiro. Nas cidades,
a preocupação é com o desperdício
de água e energia, o saneamento básico
e a coleta de lixo. Segundo a última pesquisa
realizada pelo Instituto Brasileiro de Geo- grafia
e Estatística (IBGE), no período de
1995 a 1998, o governo federal viabilizou a con-tratação
de investimentos em saneamento no valor total de
R$ 5,3 bilhões, entre recursos financiados,
fiscais e contrapartidas. Esses investimentos beneficiaram
aproximadamente 6,3 milhões de famílias,
em 6.800 obras, gerando cerca de um milhão
de empregos. O déficit urbano no abastecimento
de água foi reduzido de 9,6 para 8,8%. |
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“O mercado atual para o engenheiro florestal é
diversificado, e o crescimento da área é
muito favorável” |

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“Só as indústrias florestais e madeireira
movimentam hoje mais de 4% do PIB brasileiro” |
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| Profissionais de setembro
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O Dia do Engenheiro Químico
é comemo-rado em 20 de setembro. Os profissionais
têm por função elaborar, executar
e controlar projetos de instalação e
expansão de indústrias químicas.
Cabe ao engenheiro químico também organizar,
dirigir e fiscalizar a produção de materiais
para a fabricação de produtos e pesquisar
a transformação físico-química
das substâncias, reduzindo-as a escalas comerciais
– por exemplo, a fabricação de
produtos químicos derivados de petróleo,
metais, minérios, produtos alimentares e sintéticos.
Pela própria natureza
de sua formação, que combina princípios
da matemática, química, física
e biologia com técnicas da engenharia, os profissionais
da engenharia química têm sido considerados
um dos mais versáteis de todos os engenheiros.
Seus campos de atuação
mais freqüentes são as indústrias
dos setores de química e petroquímica,
açúcar e álcool, fármacos
e química fina, alimentos e bebidas, papel
e celulose, materiais de construção,
plásticos,refratários e cerâmicos,
fertilizantes, tintas e vernizes, cosméticos
e perfumes.
Nesse contexto, o engenheiro
químico pode se ocupar de áreas como
engenharia de processos e de produção,
engenharia ambiental, bioengenharia, engenharia de
segurança, pesquisa e desenvolvimento, gerência
de tecnologia e economia de processos, vendas técnicas
e áreas financeiras.
O técnico industrial
é outro profissional homenageado em setembro,
no dia 23. Para adquirir essa formação,
é preciso cursar o segundo grau de ensino técnico
em qualquer uma das diversas escolas técnicas
federais ou estaduais do Brasil. O profissional pode
atuar tanto no campo de trabalho prático como
no projeto de serviços a serem prestados. É
uma profissão multifuncional. Segundo o presidente
da Federação Nacional dos Técnicos
Industriais, Wilson Vieira, por possuir essa característica,
o técnico industrial é um profissional
muito requisitado no mercado de trabalho da nova economia
globalizada.
Existem
diversos cursos na área técnica. O mais
tradicional é o de Edificações
e Eletrotécnica, que segundo Vieira é
bastante procurado. Mas, hoje também existem
outras modalidades, que visam a atender às
novas necessidades do mercado. Entre elas, mecatrônica,
eletroeletrônica e técnico ambiental.
Ao todo, são mais de 50 modalidades de técnicas
industriais, que incluem agrimensura, decoração,
estradas, maquetaria, metalurgia, telecomunicações,
informática industrial, análises químicas,
cervejaria e refrigerantes, fiação,
tecelagem, entre outros.
O ponto principal que, atualmente,
une todas essas profissões é a busca
do equilíbrio de suas atividades com a preservação
da natureza. Vieira afirma que “a maior contribuição
dos técnicos industriais ao meio ambiente é
a conscientização de que devemos preservar
para não faltar”. Segundo o presidente
da Federação Nacional dos Técnicos
Industriais, o mais importante é que a atuação
profissional seja feita buscando uma maior qualidade
de vida para todos e, acima de tudo, almejando o desenvolvimento
sustentável através da preservação
do meio ambiente.
Em conformidade com a legislação
brasileira, o exercício dessas profissões
é permitido, em todo o território nacional,
a todos que, formados por uma instituição
de ensino devidamente reconhecida, tenham feito registro
num conselho regional, ou seja, no Crea de sua jurisdição.
Enquanto a escola atesta a
habilitação técnico-científica,
através do diploma, os Conselhos Regionais
comprovam a habilitação legal, me- diante
a emissão da carteira profissional. Isto significa
que, antes de exercer atividades nas áreas
abrangidas pelo Sistema Confea/Crea, tanto o profissional
quanto a empresa devem proceder o competente registro
no Conselho Regional. |
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“A maior contribuição dos técnicos
industriais ao meio ambiente é a conscientização
de que devemos preservar para não faltar”
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