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Políticas
públicas, cidades, meio ambiente, qualidade
de vida, segurança no trabalho. Quem participou
da SOEAA teve acesso a informações
precisas e atualizadas sobre temas relevantes para
a atuação profissional
ASemana Oficial da Engenharia, da Arquitetura e
da Agronomia tem se caracterizado por ser palco
de importantes discussões que afetam todas
as áreas do Sistema Confea/Crea, bem como
é sempre uma oportunidade para os profissionais
aprimorarem os conhecimentos. Em Goiânia,
não foi diferente. Transporte, desenvolvimento
das cidades, meio ambiente e qualidade de vida e
segurança no trabalho foram alguns dos temas
deste ano. Além disso, os profissionais presentes
puderam participar de oito cursos com temas da atualidade.
No Painel “Políticas
Públicas para o Setor de Transportes”,
o destaque foi a defesa da integração
entre os diferentes tipos de transporte: ferroviário,
rodoviário, marítimo e aeroviário.
Segundo o engenheiro civil e agrônomo Luiz
Raimundo de Azevedo, esse processo já está
em curso e vai acelerar o desenvolvimento do país.
O engenheiro Frederico Bussinger, do Instituto de
Desenvolvimento Logístico de Transportes
e Meio Ambiente, ressaltou a necessidade de o Brasil,
com 8 mil quilômetros de costa, investir mais
no transporte marítimo e no reaparelhamento
dos portos parapermitir a intermodalidade, combinando
o transporte de cargas por navios, trens, aviões
e caminhões. “Para o sistema funcionar
bem, é preciso logística”, ressaltou.
Se o sistema de transportes
integrado contribui para o desenvolvimento econômico
do país, a gestão correta das cidades
garante a qualidade de vida à população
e também é tema de relevância
nacional. “Gerenciamento das Cidades no Século
XXI” foi tema de outro importante painel da
SOEAA. E as colocações feitas pelos
palestrantes não foram nada estimulantes.
As cidades brasileiras perdem qualidade de vida
a cada ano que passa, garantiram os arquitetos Róger
Abrahim, do Amazonas, Fernanda Furtado, da Universidade
Federal Fluminense, e o professor Dúlio Luiz
Bento, do Tribunal de Contas do Paraná.
Os problemas estão
no transporte público que não atende
à demanda, no crescimento desordenado dos
bairros, no saneamento básico insuficiente,
nos elevados índices de poluição
sonora e do ar e até na falta de condições
de acessibilidade a todos. Na opinião do
arquiteto amazonense, é preciso haver uma
tomada de consciência por parte do poder público
e, principalmente, da sociedade: “O Executivo
precisa criar e cumprir diretrizes a longo prazo.
Por sua vez, cabe à sociedade cobrar para
que essas diretrizes sejam cumpridas”.
Outra missão para
governos e sociedade é combinar desenvolvimento
sustentável e crescimento econômico.
Essa foi a opinião comum entre os debatedores
do painel “Meio Ambiente e Qualidade de Vida”.
Para o embaixador Samuel Pinheiro Guimarães
Neto, o principal desafio é fazer com que
os esforços de desenvolvimento econômico
não interfiram na preservação
ambiental, como aconteceu nos países desenvolvidos.
O advogado Rodrigo Agostinho,
membro do Fórum Brasileiro de ONGs e Movimentos
Sociais para o Meio Ambiente e Desenvolvimento,
apresentou dados preocupantes sobre o desafio da
sustentabilidade. “A população
está crescendo em ritmo assustador. São
80 milhões de pessoas por ano. Em 2050, a
população mundial será de 9
bilhões de pessoas consumindo água,
energia e produzindo lixo.” Segundo Agostinho,
o consumo aumenta 42% mais do que a capacidade de
reposição, e um quinto da população
consome 82% dos recursos da natureza. “Nós
precisamos de todas as profissões trabalhando
na busca de soluções para essas questões.”
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