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Caminhar lado a
lado com a sociedade na luta pela democracia. Essa
foi a meta do ex-presidente do Confea, Luiz Carlos
dos Santos. No fim do regime militar, o engenheiro
civil fez com que todos os projetos do Conselho
passassem pelo objetivo de ajudar a população,
de forma direta ou indireta
E m um período de duras repressões
da ditadura militar, o ex-presidente do Confea,
Luiz Carlos dos Santos, foi responsável por
fatos importantes que marcaram o país no
final da década de 80. Um dos mais significativos
foi a luta pela nova Constituição
brasileira. “Lutamos por uma Constituinte
livre, justa e soberana, que pudesse oferecer mais
direitos trabalhistas e favorecer a população”,
esclareceu o mineiro.
Outra ação
que marcou o mandato do engenheiro foi a de levantar
a discussão sobre o escândalo das sementes,
o que deu início, posteriormente, aos questionamentos
sobre os problemas provocados pelos transgênicos.
O Confea orientou a sociedade sobre os riscos dos
agrotóxicos e incentivou o combate dessas
químicas nos alimentos. “Era nossa
obrigação alertar a população
sobre os malefícios dessas invenções
pouco questionadas”, afirmou.
Entre conflitos políticos
e a luta pela igualdade, foi na gestão de
Luiz Carlos que o Conselho implantou a consulta
prévia e democrática para escolher
o presidente do Sistema. O que antes era determinado
por 18 conselheiros, passou a ter uma colaboração
mais efetiva de todos os profissionais tecnológicos.
As participações em congressos internacionais
também se intensificaram. “Meu objetivo
era o de estimular a participação
dos profissionais em congressos ao qual eles nunca
haviam ido e em atividades a que não tinham
acesso”, declarou.
Ao comparar o Confea de
ontem com o de hoje, Luiz ressalta que o Conselho
está mais ágil e prático. “Quando
eu era presidente, vivíamos em um período
difícil, de amarras, o que nos impedia de
praticarmos algumas ações, mas isso
também nos estimulava a conquistar cada vez
mais espaço. Hoje, acredito que o papel principal
da instituição é o de oferecer
subsídios para que o país se torne
cada vez mais democrático e justo”,
comentou.
Segundo o ex-presidente,
ele assumiu a presidência na época
em que o Sistema precisava de mudanças e
projetos mais ativos. Hoje, Luiz afirma que o Confea
necessita de atividades complementares à
democracia do país. “As ações
do Sistema se caracterizavam pela relevância
das necessidades da sociedade e, pelo que pude acompanhar
na atual gestão, esse papel tem crescido
cada vez mais”, afirmou.
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