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Ciência
e tecnologia, um sistema de responsabilidade com
o futuro do país
Os projetos de resgate histórico,
lançados na comemoração dos
70 anos, pretendem demonstrar que, desde o cadastramento
das primeiras atividades tecnológicas, em
1933, até hoje, o Conselho contribui para
a melhoria do país por meio do compromisso
social e da ética profissional. “Nós
acreditamos que o Sistema está em evolução
contínua e certamente será um apoio
a todo esse processo de desenvolvimento nacional
que nós queremos para o nosso país”,
afirma Marcos Túlio de Melo, presidente do
Crea de Minas Gerais.
O lançamento do novo
Código de Ética da área tecnológica
foi um dos exemplos de comprometimento e evolução
histórica. Após 31 anos da última
edição, o novo documento oferece subsídios
para que o Conselho se baseie em conceitos mais
atualizados e servindo de apoio nas mais diversas
situações. Formulado por 29 entidades
representativas de todo o país, a iniciativa
também possibilitou o surgimento de novos
projetos, principalmente os relacionados à
valorização profissional, dando importância
às questões de interesse geral, como
cidadania e ecologia.
Mediante sua importância
política, econômica e estratégica,
o Sistema Confea/Crea conquistou, com o passar do
tempo, uma efetiva participação dos
Creas na discussão de temas nacionais que
orientam a sociedade brasileira. O programa de Fóruns
Temáticos da CAN – Comissão
de Assuntos Nacionais – é uma prova
concreta dessa conquista.
Responsáveis pela
discussão sobre a Transposição
das Águas do Rio São Francisco, da
Regulamentação da Lei dos Agrotóxicos,
do Código Florestal, dos Desastres e Riscos
Ambientais, das Crises Energéticas, da Lei
de Responsabilidade Fiscal, do Estatuto da Cidade,
entre outros grandes temas nacionais, os debates,
seminários, consultas públicas e workshops
acabaram influenciando importantes decisões
políticas. Uma das contribuições
mais atuais foi no processo eleitoral, quando o
Sistema ajudou de forma cívica na eleição
do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Com a intenção de oferecer maiores
esclarecimentos de forma democrática aos
profissionais da área, o Conselho promoveu
um debate com os representantes de cada candidatura.
A Exposição Temática Nacional
foi veiculada ao vivo, via satélite, para
todo o país, cumprindo o direito de oferecer
uma comunicação sem fronteiras a serviço
da cidadania. Para o engenheiro civil Marcos Túlio,
as ações desenvolvidas pelo Sistema
ao longo desses 70 anos foram passos importantes
para o comprometimento social e ético. “Certamente,
projetos sociais, como o de Engenharia, Arquitetura
e Agronomia Pública, e também a nossa
participação no Programa Fome Zero,
marcarão, de forma definitiva, o compromisso
social dos profissionais e do Sistema com a população
e com todo o país”, afirmou.
Como um dos prestadores de
serviços públicos no cenário
brasileiro atual, o papel do Confea também
é o de propor mudanças por meio de
ações que venham ao encontro dos direitos
do cidadão. “Eu não tenho dúvidas
de que a sociedade brasileira está nos reconhecendo,
a cada dia que passa, mais e mais, por tudo que
nós fizemos e pelo que estamos comprometidos
a fazer”, comenta Rogério Novaes, presidente
do Crea de Santa Catarina. Um dos projetos que cumprem
essa função é o da Fiscalização
Preventiva Integrada, a chamada FPI. Desenvolvida
pelos Creas e entidades profissionais, a fiscalização
se tornou ferramenta responsável pela aproximação
do Sistema com a comunidade.
Desde a sua criação,
o Confea vem realizando inúmeras parcerias
e eventos de cunho técnico e político
nas áreas de engenharia, arquitetura e agronomia.
Ao incentivar a fiscalização e o exercício
das profissões, o Sistema também não
deixa de respeitar a autonomia de cada um dos Conselhos
Regionais. A adoção do termo Sistema
Confea/Crea, na última gestão, é
uma das provas dessa ação. A nova
nomenclatura foi um símbolo da efetiva integração
de todos os Conselhos, entidades vinculadas, comissões
e grupos de trabalho. Hoje, o termo empregado em
toda a divulgação interna ou externa
é mais um resultado do esforço de
todo o Sistema. Segundo o presidente, é com
essa união de forças que a instituição
tem planejado colocar em prática novas ações,
algumas já em andamento, como a adoção
do planejamento estratégico. “As ações
servem primeiro para disciplinar, depois potencializar
os esforços que deverão ser realizados
e os investimentos que se fizerem necessários”,
explica.
O Conselho também
tem a intenção de ajudar, de forma
significativa, a solucionar o problema do déficit
habitacional do país. Por meio de ações
públicas, os profissionais oferecem a sua
contribuição para desenvolver projetos
voltados à população carente.
Outra meta é criar uma infra-estrutura capaz
de atender às necessidades de pessoas com
dificuldades de locomoção. “Campanhas
como a da acessibilidade trazem consigo o espírito
de solidariedade e responsabilidade social não
só do Sistema Confea/Crea, mas de todas as
suas mais de 1.200 entidades de classe profissional”,
explica o atual presidente. A idéia surgiu
na campanha Fácil Acesso para Todos, que
pretende dar uma grande contribuição
aos cerca de 2 milhões de usuários
de cadeiras de rodas no Brasil. A Cartilha de Acessibilidade
já está em andamento.
Por meio de ações,
projetos, campanhas, o principal desafio do Sistema,
ao longo desses 70 anos, é o de promover
uma cidade com políticas públicas
e de governo que resultem em maior justiça
social. Priorizando a preocupação
com o cidadão, o respeito às questões
ambientais e a possibilidade de crescimento econômico.
“Corroborando Darcy Ribeiro, estamos descobrindo
o que cada um dos componentes do Sistema pode fazer
por um Brasil desenvolvido e justo”, finalizou
Wilson Lang no seu discurso de posse.
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