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  Agenda 21 e Plano Plurianual

Esses dois grandes programas do governo federal estarão sendo discutidos durante o painel nacional “Cenários Prospectivos do Desenvolvimento Brasileiro”. Só para o PPA estão previstos investimentos no valor de R$ 189 bilhões para os próximos quatro anos. Essa verba está destinada principalmente às áreas de infra-estrutura, transporte e energia

Uma das grandes máximas do desenvolvimento econômico é o investimento nos setores da indústria e da agricultura. Hoje, a expressão inclusão social está sendo incorporada cada vez mais nesse “dicionário” e tornando-se parte importante de grandes projetos. O PPA 2004-2007 tem como principais estratégias o desenvolvimento sustentado, a distribuição de renda e a promoção da tão propagada inclusão social. “Esses fatores trarão aumento do consumo das classes produtoras e trabalhadoras, e irão gerar um aumento da produção, do investimento, da produtividade e conseqüentemente uma renda maior para o trabalhador”, afirma Élvio Lima Gaspar, secretário executivo adjunto do Ministério do Planejamento.
    
Para isso, o PPA prevê investimentos da ordem de R$ 189 bilhões nos próximos quatro anos, principalmente nas áreas de infra-estrutura, energia e transporte. Segundo o secretário, esses investimentos serão suficientes para alavancar o crescimento esperado com a estratégia de desenvolvimento sustentado através da inclusão social. “Não será apenas o governo federal que irá investir, mas também os bancos públicos, como Caixa Econômica, Banco do Brasil e BNDES, os organismos internacionais, como o BID, o Banco Mundial, a CAF (Corporación Andina de Fomento) e a iniciativa privada, diz.
    
Ainda com relação à infra-estrutura e à energia, o jornalista e ex-secretário de C&T e Meio Ambiente do Distrito Federal, Washington Novaes, participou do processo que desenvolveu a Agenda 21 brasileira e acredita que essas duas áreas devem ter políticas bastante definidas. “O documento tem partes muito interessantes, como por exemplo a que não apóia a expansão da oferta de energia elétrica e aponta a conservação como uma alternativa mais viável”, diz. Já para o secretário do Ministério do Planejamento, a solução na área de energia está relacionada com uma interligação dos sistemas elétricos brasileiros. “Com essa etapa concretizada, o que era nossa vulnerabilidade vai se tornar a nossa força. O Brasil é um país enorme, e as estações climáticas são muito variáveis de região para região. Devemos aproveitar os períodos de abundância de uma região e transmitir a energia que sobra para outra”, completa.
    
Mais do que essa discussão, a Agenda 21 é um programa de ação que constitui a mais abrangente tentativa já realizada de promover um novo padrão de desenvolvimento. “Infelizmente, o processo está paralisado, muito porque o governo atual acabou considerando o projeto como sendo propriedade da gestão anterior”, afirma Novaes. Na verdade, as ações descritas em todo o documento são apenas idéias e sugestões, sendo que a realização prática depende de legislação ou de iniciativas reais.
    
Outro ponto que também está diretamente relacionado com o desenvolvimento brasileiro e será discutido durante o evento é o crescimento tecnológico. Segundo Gaspar, esse desenvolvimento acarretará a geração de novos empregos, principalmente para engenheiros e para a área de tecnologia. “Acreditamos que o aumento do consumo previsto na principal estratégia de desenvolvimento será da indústria moderna – bens de consumo de alta tecnologia como telefones celulares, além de geladeiras, fogões, materiais de construção, mobiliário”, ressalta.
    
Já outra grande preocupação está relacionada com os investimentos essenciais na malha viária brasileira e que segundo o secretário estão previstos no PPA. “São mais de 45 mil km de rodovias que serão mantidas, ampliadas ou recuperadas”, completa. Uma das alternativas apontadas e que serão discutidas são os investimentos no sistema ferroviário e hidroviário como alternativa para o caos do transporte brasileiro.

Anjelo Costa

 

“Não será apenas o governo federal que irá investir, mas também os bancos públicos, como Caixa Econômica, Banco do Brasil e BNDES”

 

 

    
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