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  Inserção profissional:
Um avanço necessário

O avanço tecnológico e a retomada do desenvolvimento da economia brasileira possibilitaram o crescimento de diversas profissões no Brasil, em especial as relacionadas ao setor tecnológico

Omercado de trabalho vem sofrendo constantes alterações. E os perfis dos
profissionais são obrigados a se adequar a essas mudanças de cenários. O tema do segundo painel internacional da 60a SOEAA tratará justamente desse assunto. Com o título “Os novos paradigmas da formação e do exercício profissional”, o Confea coloca em questão um assunto que gera preocupação para alguns profissionais do Sistema: a sobrevivência de determinadas profissões diante dos atuais cenários nacionais.

O principal desafio no início deste século é justamente inserir os profissionais nos cenários apresentados e vivenciados. De acordo com o secretário de Educação Superior do Ministério da Educação, Carlos Roberto Antunes dos Santos, a forma mais adequada de se realizar esta ação de inserção deve levar em conta os reais problemas da sociedade brasileira. “Faz-se necessário ampliar o conceito de formação no sentido de que não se formem profissionais capazes de tão-somente responderem às demandas de mercado. Que tenham, principalmente, capacidade e responsabilidade de enfrentar as grandes questões colocadas pela sociedade”, analisa Santos.

A sociedade também deve dar a sua contribuição para que as profissões do Sistema Confea/Crea passem a atender às necessidades sociais; essa ação deve se dar no sentido de também integrar o profissional a determinadas questões, consideradas essenciais, como habitação, transporte, agronegócios e infra-estrutura. “A sociedade e, principalmente, a academia, têm um conceito muito enraizado de que o diploma é um passaporte para a ascensão social. Em outras palavras, formam-se profissionais para resolver os problemas da elite”, explica Santos. “A universidade representa o acesso ao conhecimento científico e ele precisa ser complementado com uma formação cidadã para que a visão de mundo do profissional formado seja mais ampla” completa.

Outro ponto importante dessa discussão é o papel do próprio Ministério da Educação. “O papel é o de induzir essas transformações necessárias por meio de políticas públicas voltadas para a educação superior”, resume Santos. “Estamos dando um passo significativo com o projeto de um novo sistema de avaliação do ensino superior e a proposta, que apresentaremos em breve, da reforma da universidade”, avalia. A mudança dos currículos universitários, para o representante do Ministério da Educação, é fundamental para que os profissionais do Sistema estejam bem inseridos dentro da realidade nacional. “Nós precisamos de currículos mais flexíveis e permeáveis às rápidas mudanças da sociedade atual e que busquem uma formação mais ampla. A técnica, com a velocidade que se produz o conhecimento, torna-se rapidamente defasada” analisa.

Ao contrário do que muitos pensam, não existem profissões ‘condenadas a desaparecer’; existem aquelas que podem tornar-se obsoletas se o processo de formação profissional não for devidamente adequado aos anseios sociais. “Inevitavelmente, os cursos que não estejam atentos às rápidas transformações sociais, econômicas e da produção do conhecimento estarão condenados ao ostracismo”, sentencia.

Proporcionar aos profissionais uma participação mais destacada e socialmente mais construtiva e promover a inserção desses na construção dos cenários do desenvolvimento profissional e nacional são dois dos grandes desafios da 60a SOEAA.

 

 

 

 

 

 

“Faz-se necessário ampliar o conceito de formação do sentido de que os profissionais tenham a capacidade de enfrentar as grandes questões colocadas pela sociedade”

 

 

 

    
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