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O mineiro Onofre
Braga de Faria, de 72 anos, nascido em Inhapim,
foi presidente do Confea no início dos anos
80 – 1982/1984 –, final do período
militar. Época que segundo ele foi de plena
liberdade de atuação e parcerias.
A sua gestão foi marcada por um forte estimulo
e apoio aos Conselhos e às realizações
tecnológicas
Os amigos costu mam chamar o ilustre advogado e
engenheiro agrônomo de “monstro sagrado
do dever”, pois quem lembra de Onofre Braga
de Faria, enquanto presidente do Sistema Confea/Crea,
no final dos anos 80 e durante toda a sua trajetória
de vida, sabe que ele dava a vida pelo trabalho
e muitas vezes não respeitava nem mesmo as
suas horas de lazer. Casado há 45 anos com
a advogada Terezinha Brandão Braga, vive
rodeado por suas filhas, seu genros, netos e amigos
e atualmente está residindo em Belo Horizonte/MG.
Há pouco mais de cinco
anos vem lutando pela vida, enfrentando a Apnéia,
uma doença que entre outras conseqüências
prejudica a impulsão de oxigênio para
o cérebro, dificultando o raciocínio,
levando muitas vezes a esquecer fatos preciosos
que tenha vivido.
Além de advogado (Universidade
Federal de Viçosa –MG) e engenheiro
agrônomo (FADOM – MG), Onofre é
pós-graduado em Economia (Ministério
de Relações Exteriores/PEA) e em Criminologia
(Academia de Polícia do Estado de Minas Gerais).
Também foi ex-conselheiro administrativo
do Instituto Brasileiro do Café - IBC e do
Gerca, Grupo Executivo de Racionalização
da Cafeicultura, entre outras atividades.
Durante o período
em que exerceu a presidência do Sistema Confea/Crea,
Onofre lembra não ter passado por grandes
problemas, pois todos estavam adaptados à
realidade que o Brasil estava enfrentando. “Estávamos
refletindo a evolução do Confea com
os órgãos públicos, iniciativa
privada, engenheiros, arquitetos e todos os profissionais
da área”, explica.
De acordo com o historiador,
dr José Mauro Savino Filó, que trabalhou
na área de educação durante
a gestão de Onofre, o governo militar sempre
ofereceu grande apoio e estímulo ao Sistema.
“Havia articulações do Conselho
e entre os ministérios e presidente da República.
O Confea tinha atividades institucionais e interesses
fora do país. As lideranças do governo
militar e o Congresso Nacional aceitaram praticamente
todas as sugestões do Sistema. Tínhamos
plena liberdade de atuação”,
lembrou Filó.
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