São Paulo (SP), 11 de novembro de 2014.

Inédita parceria entre o Sistema Confea/Crea e Mútua - por meio da Federação Brasileira de Associações de Engenheiros, Agrônomos e Arquitetos (Febrae) e do Colégio de Entidades Nacionais (Cden) - e a organização da XVI Fimai incluiu um espaço de mais de 100m² para estande, com um auditório anexo de área idêntica, que leva o nome do Confea. No auditório são realizadas palestras do Seminário Internacional de Meio Ambiente Industrial e Sustentabilidade (Simai), com temáticas de interesse dos profissionais da área tecnológica. Na manhã desta quarta-feira, o Auditório Confea recebe palestra “Cidades sustentáveis – oportunidades de cooperação França-Brasil”, que irá tratar do Memorando de Entendimento entre a Região Paris e a Secretaria de Meio Ambiente do Estado de São Paulo. A palestra tem início às 9h15, no Pavilhão Azul do Expo Center Norte, em São Paulo.
A parceria ganhou destaque nos discursos de autoridades na abertura do ciclo de palestras no Auditório Confea, na tarde de terça-feira (11/11). O Simai reúne a programação de palestras da XVI Fimai, considerado um dos mais tradicionais eventos do setor na América Latina, realizado desta terça-feira até a próxima quinta-feira (13/11).

Compondo a mesa de abertura oficial do Seminário “Energia 2014 - Brasil & termelétricas: essa energia é nossa!”, o presidente em exercício do Confea, engenheiro mecânico, civil e de segurança do trab. Julio Fialkoski, saudou os participantes e expressou a importância desta iniciativa para promover o intercâmbio de informações entre os mais diversos atores envolvidos no setor ambiental. “Estamos inovando ao juntar forças com a Fimai, o que é muito importante porque a área do meio ambiente é a que anda junto com a engenharia, a agronomia, a meteorologia, a geologia e a geografia. Somos responsáveis pela transformação dos recursos naturais, mas também pela preservação desses recursos, seja na construção de obras, na fabricação de carros, na geração de alimentos e no consumo da água. Por isso é importante nossa presença aqui, por meio das palestras, para podermos discutir a maneira mais sustentável de extração de recursos naturais”, afirmou o presidente em exercício do Confea.


Ao lado de Fialkoski, Julio Tocalino Neto, diretor executivo da Fimai/Simai, também ressaltou a parceria entre as instituições. “Parabenizo o Confea, a Febrae e o Colégio de Entidades Nacionais pela iniciativa que começa neste ano e que traz excelentes palestras sobre sustentabilidade para a programação do Simai”, disse. Para Tocalino, a participação do Sistema Confea/Crea e Mútua, com a Febrae e o Cden, na realização da Feira Internacional é um diferencial no evento ao incluir público altamente qualificado, formado por seus registrados e associados em todo o Brasil.

Coordenador do Cden, o engenheiro de alimentos Gumercindo Ferreira falou de suas expectativas sobre o trabalho em parceria. “É com muito orgulho que, representando as entidades nacionais, estou aqui participando desta parceria e dedicando todos os esforços a esse evento. Que seja duradoura essa parceria, pois o debate sobre o tema sustentabilidade é fundamental para o Sistema”, afirmou.

Diretor-presidente da Caixa de Assistência dos Profissionais do Crea (Mútua), eng. agr. Cláudio Calheiros, chamou a atenção dos profissionais do Sistema presentes no Auditório Confea para o reconhecimento dessa inédita parceria. “É importante participar de iniciativas como essa para, cada vez mais, podermos discutir os avanços na área tecnológica, com o devido respeito ao meio ambiente”, pontuou.
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#APERTEOPLAY Confira o discurso do presidente em exercício do Conselho Federal durante a abertura da programação do Auditório Confea
Brasil e Termelétricas – Essa energia é nossa!
O primeiro dia de debates no Auditório Confea foi dedicado ao tema “Brasil e Termelétricas – Essa energia é nossa!”. A discussão teve início com a palestra “Precisamos das plantas termelétricas no Brasil? – Panorama do setor elétrico no Brasil”, apresentado pelo assessor da Diretoria de Estudos de Energia Elétrica (EPE), Pedro Américo David.
Para o especialista, a expansão da parcela renovável da matriz eletroenergética no País, como energias eólica e solar, requer a ampliação de geração termelétrica – que é controlável –, de modo a manter a segurança do suprimento de energia elétrica.

O palestrante chamou a atenção do público para a evolução da matriz eletroenergética nacional. Segundo estudos do setor, a participação da geração renovável deverá ser mantida, alcançando 85.8% em 2022, a despeito da redução da participação da geração hidrelétrica de 75.1% para 68.8%, compensada pelo forte crescimento da geração eólica de 1.5 para 9.5%. “A matriz está passando de um modelo com fontes controláveis para um modelo com uma proporção muito maior de fontes não controláveis. Temos, então, uma mudança na forma de controlar essa matriz”, afirmou.
Na visão do especialista, essa mudança de cenário merece atenção por parte dos profissionais da área tecnológica, pois vários objetivos necessitam ser atendidos, como segurança do suprimento, economicidade e mitigação do impacto ambiental. “Mas dentre estes objetivos, o de segurança do suprimento é primordial, uma vez que a energia elétrica é um bem essencial para todas as atividades”, concluiu o palestrante.
Ao longo da tarde, foram discutidos ainda outros oito temas sobre energia, como “Transformando o potencial energético em potência real – tipos de caldeira”, “O Brasil é verde – Uso de biomassa na produção de energia”, “Cana energética – Novidade na matriz energética brasileira” e “Energia que todo mundo quer – produção de energia a partir de resíduos”.
Até quinta-feira (13/11), o Auditório Confea recebe uma programação com mais de 20 palestras sobre tecnologia, meio ambiente e sustentabilidade, além de debates promovidos em parceria com a Simai.
Equipes de Comunicação do Confea e da Fimai/Simai
