Abertura do CNP lota auditório na Câmara dos Deputados

Brasília, 26 de outubro de 2007

"mesa de abertura do 6º CNP"
Foi aberta, no auditório Nereu Ramos da Câmara dos Deputados, na tarde desta quinta-feira (25 de outubro), a segunda etapa do 6º CNP (Congresso Nacional de Profissionais), que acontece em Brasília até o próximo sábado.

A primeira etapa foi realizada em agosto, no Rio de Janeiro, logo após a 64ª SOEAA. Nesta fase, participam cerca de 400 profissionais, entre 296 delegados com direito a voto, e demais convidados. 

O presidente do Confea, Marcos Túlio de Melo, abriu os trabalhos com a verificação do quorum regimental, que é de 3/5 do total de delegados. Havia, no início da sessão, mais de 200 delegados presentes. 

A cerimônia foi prestigiada por dezenas de senadores e deputados. O primeiro a falar foi o senador José Agripino Maia (DEM-RN). Agripino, que também é engenheiro civil, registrou sua trajetória profissional e política. “Eu estou senador e sou um engenheiro que gosta muito da profissão”. O parlamentar aproveitou para fazer uma promessa aos delegados de todo o país. “Eu assumo aqui, diante de vocês, a responsabilidade de trabalhar, no Senado, pela aprovação do PL 123/06, que estabelece a federalização do Plenário do Confea. Quero todos os estados, inclusive o meu, com direito a cadeira no conselho”, registrou. 

Engenharia pública

"Participantes lotam auditório da Câmara"
Entre os parlamentares que também são profissionais da área tecnológica estava o deputado Zezéu Ribeiro (PT-BA), que é arquiteto e, inclusive, já foi conselheiro federal. Ele ressaltou seu trabalho junto a outros projetos que tramitam no Congresso Nacional a favor das categorias filiadas. “Tenho me dedicado principalmente ao projeto de engenharia e arquitetura públicas e sei que mobilizações como a do CNP ajudam a fortalecer nossas reivindicações”, analisou Zezéu. 

Outro deputado da Bahia presente à solenidade foi João Almeida, do PSDB. Geólogo de formação, ele analisou a contribuição que a área tecnológica tem a dar a projetos desenvolvimentistas como o PAC. “Nesse momento é crucial a mobilização de nossas categorias para ajudar o país a se desenvolver de fato e de direito”, afirmou. 

O senador Renato Casagrande (PSB-ES) também prestigiou a abertura do CNP. Me formei engenheiro florestal e coloco meu gabinete à disposição para fazermos o debate dos interesses de todas as categorias que estão representadas pelo Confea”, anunciou.  

Houve, ainda, a presença de parlamentares que não fazem parte do sistema Confea/Crea. É o caso da deputada Federal Jô Moraes (PcdoB-MG), que é assistente social. Ela prometeu apoio às demandas da área tecnológica. “Vocês são os profissionais que constroem o cotidiano, que têm os pés fincados na realidade, entre projetos, cálculos e medidas. Tenho certeza de que o país sabe que a chave do desenvolvimento está com vocês”, discursou a deputada.   

Lideranças do Sistema
Os 296 delegados que participam do CNP terão pela frente o desafio de votar 127 propostas apresentadas para elaboração do Pacto Profissional e Social, que vai compor a Carta de Brasília, a ser aprovada no final do congresso. A participação das principais lideranças do Sistema Confea/Crea foi efetiva na abertura do CNP. Citando o sociólogo italiano Domenico de Masi, o coordenador do CDEN (Colégio de Entidades Nacionais), Francisco Machado, alertou: “Temos de projetar o futuro agora. O país que não olha pra frente corre o risco de que outros o façam por ele. E não por altruísmo, mas em interesse próprio”. 

Ao fim da cerimônia, o presidente do Confea, Marcos Túlio de Melo, saudou a todos os participantes e convidados. Chamou a atenção da platéia para os desafios impostos pelo Pacto Profissional e Social. “Este auditório está lotado de delegados eleitos, delegados institucionais, parlamentares e convidados. O prestígio que recebemos nesta abertura é diretamente proporcional à responsabilidade que teremos daqui até o próximo sábado”, declarou Marcos Túlio.

Sandro Farias
Equipe de comunicação do Confea