Acessibilidade e mobilidade para todos

Florianópolis, 29 de setembro de 2011.


Na manhã do dia 29.09 ocorreu na 68ª SOEAA o Fórum de Acessibilidade e Mobilidade Urbana e os lançamentos do folder e do Manual de Acessibilidade, produzidos pelo CREA-SC. Com grandes expectativas e sala lotada, o Fórum foi aberto pelos presidentes do Confea e CREA-SC, engenheiros Marcos Túlio de Melo e Raul Zucatto e pelo coordenador da Comissão de Acessibilidade do CREA-SC, Arq. José Pedro Semmer. Os palestrantes foram os arquitetos Mário Cezar da Silveira e Adriana Romeiro de Almeida Prado.

Especialista em acessibilidade, o Arq. Mário César da Silveira é membro das comissões de revisão da NBR 9050 e da elaboração das normas de acessibilidade nos estádios e de pisos táteis. Ele explicou que as cidades brasileiras não estão preparadas para o boom populacional que os grandes centros vivem hoje. Atualmente 82% da população vive nas cidades. E o interesse sobre mobilidade é daqueles que são atingidos, ou seja, todos nós.

A falta de acessibilidade é um problema que pouco atinge o continente europeu, pois antes das cidades se tornarem grandes centros, os governos investiram em alternativas de mobilidade, como passagens subterrâneas e largas ciclovias. Ao lado de Mário, a Arquiteta Adriana Romeiro de Almeida Prado, coordenadora do CE 01 da ABNT e responsável pela revisão da NBR 9050, também debateu o temo jurídico e ético da mobilidade. O mediador do painel foi o arquiteto José Semmer.

Os palestrantes especificaram que é obrigação jurídica e ética dos profissionais seguirem as normas e legislações. “É preciso entender alguns paradigmas, como por exemplo o crescimento urbano desordenado. Precisamos repensar todos os parâmetros, os profissionais não podem ficar alheios às necessidades de nossos clientes, que são toda a população”, afirma Mário Cezar.

Integrar para incluir - Para compreender a acessibilidade é preciso entender as limitações físicas ou intelectuais. A exclusão social daqueles que mais necessitam da inclusão não é aleatória ou acidental, ela já está inserida em nosso cotidiano. Somos todos portadores de necessidades especiais em potencial, seja uma gestante, um carrinho de bebê ou até um acidente grave pode nos tornar reféns da mobilidade urbana.

Por isso, Mario César destaca a mudança de padrão nos últimos anos nos centros urbanos, sobretudo, o contexto e conceito de acessibilidade. Para ele, os profissionais do Sistema devem assumir a responsabilidade na promoção da acessibilidade prezando pela diversidade humana, assegurando o acesso em igualdade de oportunidades, tanto às pessoas com deficiência, nos diferentes níveis.
“A limitação está nos espaços e não nas pessoas. O interesse pela mobilidade e acessibilidade é daqueles que vivem a má qualidade de vida. As cidades devem ser projetadas para todas as pessoas e por toda a vida”, explica o arquiteto.

Lançamento do Manual da Acessibilidade

Durante o Fórum, o Grupo de Trabalho Nacional de Acessibilidade e Mobilidade Urbana foi apresentado, assim como os resultados obtidos durante o ano de 2011. O lançamento do Folder e do Manual da Acessibilidade incluiu materiais informativos impressos com objetivo de facilitar o entendimento dos conceitos, das regras e prazos estabelecidos no Decreto nº 5296/04, que discorre sobre o direito ao acesso aos bens e serviços existentes na sociedade como o Direito de Cidadania e Dever de Estado, na perspectiva da inclusão e desenvolvimento dessa política no seio dos direitos humanos. O manual foi amplamente discutido pelos profissionais que integram a comissão e representa mais uma ação do CREA-SC visando encontrar alternativas para promover a acessibilidade na vida em sociedade.

Equipe de Comunicação da 68ª Soeaa