Salvador, 9 de abril de 2015.

Salvador está sediando até a próxima sexta-feira (10) a 2ª Reunião Ordinária da Coordenadoria de Câmaras Especializadas de Engenharia Florestal, que discute questões como manejo florestal, o cadastro ambiental e assuntos relativos ao exercício profissional. A profissão ainda enfrenta o sombreamento com outras áreas, como Biologia e Agronomia e o objetivo dos encontros nacionais é definir as habilitações.
O evento acontece no hotel Golden Tulip, no Rio Vermelho, e reúne coordenadores de câmaras de engenharia florestal de todo o País. O encontro foi aberto pelo presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia da Bahia, Marco Amigo, que ressaltou a necessidade de debates permanentes, elevando o padrão político do Sistema que reúne profissionais das áreas de Engenharia, Agronomia, Geologia, Geografia, além de técnicos e tecnólogos.
Segundo o coordenador nacional, Glauber Pinheiro (RJ), o objetivo é discutir e aprovar assuntos relativos à profissão, que serão levados à Comissão de Ética e Exercício Profissional (CEEP), do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea). Um dos temas de maior projeção, de acordo com ele, é a portaria 443, do Ministério do Meio Ambiente, que trata sobre o manejo florestal e que polemiza com relação às regras que trazem dificuldades para cumprimento pelos profissionais e também a classificação de espécies em risco de extinção na flora brasileira.
“Vamos decidir quais serão os encaminhamentos e também revisar propostas já aprovadas em anos anteriores”. Outro ponto, informou, é o debate sobre a resolução 1048, do Confea, que não cita a Engenharia Florestal, criada com a Lei 4643. Será discutida também a descaracterização de imóveis rurais para fins urbanos. Segundo Glauber Pinheiro, um dos assuntos que mais interessam à Bahia, particularmente, é o Cadastro Ambiental Rural, que traz regras confusas, sem obrigar a anuência de um profissional da área. O assunto será tratado durante o evento pela representante do Plenário da Câmara Especializada de Engenharia Florestal do Confea, Izabel de Paula, profissional que atua no Oeste baiano. “É a primeira vez que a reunião ocorre na Bahia e é importante para a articulação dos profissionais do Estado com a troca de experiência com os engenheiros de todo o País”.
Ela explicou que a profissão ainda enfrenta o sombreamento de outros profissionais, como biólogos e agrônomos, sendo importante definir as atribuições de cada um. “A engenharia florestal se confunde muito com a agronomia, mas em áreas específicas como a produção de madeira (silvicultura) e o inventário florestal é necessária a atuação do engenheiro florestal”. Presentes, o conselheiro federal Paulo Roberto Viana e o coordenador adjunto Marcos Vaz.
Chico Araújo
Assessoria de Comunicação do Crea-BA
