Porto Alegre, 29 de julho de 2009.
Hoje, o estádio oficial da Copa para 2014, em Porto Alegre, é o Beira-Rio, desde que realize todas as exigências solicitadas pela Fifa. O que não é um problema, garante o vice-presidente de Patrimônio do Internacional, o Engenheiro Civil e conselheiro do CREA-RS Emídio Ferreira, que afirma que em seis meses o clube pode atender a todas as exigências da Fifa, levando em conta que o Inter já possui uma concepção de engenharia bem moderna.
“O que falta basicamente é melhorar as torres de iluminação; completar a arquibancada inferior com cadeiras; aumentar o número de cadeiras na casamata; uniformizar os vestiários, fazendo com que os dois tenham a mesma infraestrutura e tamanho; aumentar o número de cabines de imprensa e as áreas de estacionamento”, esclarece o Engenheiro Emídio.
Essas obras atendem ao caderno de encargos da Fifa, mas o vice-presidente de Patrimônio do Inter afirma que o clube quer oferecer muito mais para os seus sócios, pois pratica hoje o futebol de gestão. “A cobertura do estádio não é uma exigência da Fifa, mas queremos proporcionar maior conforto para os torcedores e suas famílias, como um banheiro bom, segurança, alimentação.”
Paralelamente, o Internacional apresenta o projeto Um Gigante para Sempre, que prevê a qualificação do entorno do Beira-Rio, como a construção de um estacionamento de quatro andares, um hotel cinco estrelas e centro de convenções, além da construção de um centro cultural, para abrigar as quatro escolas de samba da região. “O Inter pretende assumir a modelagem urbanística daquele espaço de forma pública, possibilitando, inclusive, que as pessoas transitem entre o Parque Gigante e o Largo do Guaíba”, esclarece o eng. Emídio.
Segundo ele, toda a reformulação do estádio será feita com recursos próprios, sem nada de dinheiro público. “Parte desses recursos sairá da venda dos Eucaliptos. Também pretendemos locar suítes e camarotes numa modelagem imobiliária, com prazos de três, cinco e dez anos”, destaca.
Como engenheiro, ele entende que Porto Alegre tem problemas estruturais de avenidas, ruas, pontes e acessos que não podem ser solucionados em 30 anos, mas, com o advento da Copa, é possível obter recursos do Governo Federal para resolver em quatro anos.
“Cabe ao Sistema Confea-Crea realizar uma forte fiscalização no uso dos projetos, na seriedade dos investimentos. É preciso garantir que as obras da Copa 2014 tenham sempre um acompanhamento técnico, para que seja valorizada a engenharia gaúcha e brasileira no setor público. O Brasil não precisa de engenheiro Pentium, precisa de engenheiro que vai para o barro, que vai para a obra. E temos uma engenharia, arquitetura, agronomia, inclusive na parte de meio ambiente, muito fortes. Tive a oportunidade de viajar e conhecer as experiências em outros países. Não ficamos devendo a técnicas de nenhum país.”
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Carla Damasceno e Jô Santucci
Jornalismo Crea-RS
