Brasília, 16 de janeiro de 2026.
Nestes três anos, o plenário do Confea contará com a atuação do engenheiro eletricista Brazil Versoza. Representante do Paraná, o profissional tem 44 anos de experiência no desenvolvimento de projetos elétricos, de telecomunicações e automação predial nas áreas residencial, comercial, industrial, hoteleira e hospitalar. “Em minha trajetória acumulo mais de 2,5 mil projetos de edificações, que somam mais de 23 milhões de m² de construção”, conta Versoza na entrevista a seguir.
Ao lado do também engenheiro eletricista Leandro Grassmann, Versoza pretende contribuir com uma atuação inovadora na busca por soluções para o Sistema. “Temos compromisso com o fortalecimento da participação da comunidade profissional e empresarial no processo decisório e na atuação do Confea, para que possamos promover verdadeiramente a inovação e a melhoria dos programas, processos e procedimentos”, afirma o conselheiro que irá participar de sua primeira sessão plenária federal entre os dias 21 e 23 de janeiro. “Cabe a nós criarmos um ambiente onde o talento, a competência e o compromisso desses profissionais sejam valorizados, escutados e transformados em benefícios para toda a categoria e para a sociedade”, ressalta a liderança.

Quais atividades o senhor desenvolve na engenharia atualmente?
Enquanto engenheiro eletricista, trabalho há 44 anos na área de projetos elétricos residenciais, comerciais e industriais. Há 20 anos sou diretor-executivo da Engebrazil Engenharia Elétrica, empresa que atua no setor imobiliário residencial e comercial, além dos segmentos varejista, hospitalar, hoteleiro e de shoppings. Atuo no Sistema Confea/Crea desde 2007 e tive a honra de ser presidente do Clube de Engenharia e Arquitetura de Londrina (CEAL) por duas gestões. Também participo de grupos importantes da nossa cidade, como o Núcleo de Desenvolvimento Empresarial de Londrina, a Comissão de Desenvolvimento e Infraestrutura, além de ser membro das Governanças de Inovação da Construção Civil (ICON) e Cidades Inteligentes - Londrina Inteligente.
Como se deu a formação da chapa com o suplente eng. eletric. Leandro Grassmann e quais princípios orientam essa atuação conjunta no plenário do Confea?
Com um diálogo aberto e franco procuramos tomar decisões que respeitassem esta prática. Focamos na convergência para que a ideias, propostas e posicionamentos fossem construídos. A formação de nossa chapa ocorreu naturalmente neste espírito. Buscamos pontos que representassem o maior número de profissionais nas suas diversas áreas de atuação. Dentro deste critério, juntamos nossas experiências e deixamos claro que iríamos desenvolver nosso trabalho bem próximos dos profissionais com quem trabalhamos. Atuo na iniciativa privada, dentro do setor produtivo e meu suplente atua no setor público em concessionária de energia. Ambos participamos do sistema profissional e entidades de classe. Representamos duas entidades que englobam um grande número de profissionais no estado do Paraná, o Clube de Engenharia e Arquitetura de Londrina (CEAL) e Senge-PR. Sou do interior do estado e o Leandro é da capital. Os princípios que norteiam minha vida são o exercício ético da profissão e estabelecimento de propósitos em todas as atividades realizadas.

Qual a importância de representar os profissionais da sua modalidade no plenário do Confea?
Quando nos dispusemos à candidatura ao Confea, uma coisa que sempre ficou clara é que seriamos representante de todas as engenharias, agronomia e geociências. Eleitos para o Confea, deixamos de representar apenas nossa modalidade profissional e o nosso estado. Recebemos o encargo de nossos pares para representar de maneira isenta todas as profissões do nosso sistema profissional e todas as unidades da federação, com muita responsabilidade. E é com isenção e responsabilidade que iremos exercer nosso mandato de conselheiro federal.
Quais são as principais prioridades do seu mandato para a valorização e o fortalecimento da atuação profissional no Sistema Confea/Crea?
Temos compromisso com o fortalecimento da participação da comunidade profissional e empresarial no processo decisório e na atuação do Confea, para que possamos promover verdadeiramente a inovação e a melhoria dos programas, processos e procedimentos do Conselho Federal, para a busca das soluções que ainda estão por ser conquistadas, destacadamente nas seguintes áreas:
• Inserção das engenharias, agronomia e geociências no processo de desenvolvimento econômico e social da nação;
• Defesa das conquistas alcançadas e os marcos legais da regulamentação profissional;
• Modernização do marco regulatório do Salário Mínimo Profissional;
• Defesa e valorização das atribuições e dos campos de atuação dos engenheiros, agrônomos e geocientistas;
• Combate ao exercício ilegal da profissão e promoção da ética no exercício da profissão;
• Desburocratização e simplificação das normas infralegais do Sistema;
• Responsabilidade, transparência e na arrecadação e destinação dos recursos do Sistema;
• Qualidade do ensino das engenharias, agronomia e geociências e aproximação da academia do mercado de trabalho;
• Unidade de atuação e de procedimentos entre os diversos Creas;
• Fortalecimento das entidades de classe como base de sustentação do Sistema Confea/Creas e Mútua.
Nossas profissões têm conhecimento e capacidade para a elaboração de propostas que podem implementar melhorias da gestão pública de forma que possa ser um verdadeiro instrumento de transformação tecnológica e econômica e também de melhoria da qualidade de vida dos brasileiros. Sendo necessária uma ação estratégica para fortalecer a ação parlamentar do Confea para o debate e implementação de ações que transformem a realidade e tragam solução aos principais problemas relacionados às nossas áreas de atuação. Saneamento básico, resíduos sólidos, logística e transporte, energia, agricultura de baixo carbono, etc. são alguns exemplos de temas que necessitamos discutir, propondo ideias inovadoras aos gestores públicos.
De que forma pretende incentivar a inovação e a modernização da engenharia, ampliando a competitividade e a inserção tecnológica dos profissionais?
Entendo que o nosso papel, do Confea e dos conselheiros, é incentivar e criar as condições necessárias para que a inovação em nossa profissão possa ocorrer de forma responsável, segura e inclusiva. Sempre defenderei que o posicionamento, a atuação e a regulamentação produzida via Confea proteja a sociedade, mas que também incentive o desenvolvimento e inovação na engenharia de forma compatível com os anseios sociais. Vale lembrar que é da natureza da engenharia sempre inovar, sempre procurar o sistema mais eficiente, a melhor solução, considerando os aspectos técnicos e as circunstâncias sociais de determinado trabalho. Também acredito que o nosso posicionamento público como amplificador de boas ideias deve fomentar este círculo virtuoso que é a inovação.
Em um cenário de eleições no Brasil (municipais e gerais) em que energia, infraestrutura e transição energética ganham destaque nas políticas públicas, como o senhor avalia o papel do Confea na defesa e valorização dos engenheiros?
O papel do Sistema Confea/Crea tem centralidade nesta discussão. Não há como se discutir nenhum destes temas sem considerar essencial a área do conhecimento que os engenheiros, agrônomos e geocientistas atuam. Basicamente somos nós que projetamos e construímos as soluções nestes temas. Penso que o papel ativo do Confea em buscar promover e se inserir ainda mais no debate, seja técnico, seja político, é certamente a defesa adequada dos profissionais e maior valorização das profissões.
Ao concluir seu mandato como conselheiro, que legado pretende deixar para os profissionais e para o Sistema?
O legado que desejo construir como conselheiro federal é o de fortalecer a dignidade do exercício profissional da engenharia, garantindo condições que permitam aos engenheiros atuarem com orgulho, segurança e reconhecimento. Defendo que cada profissional tenha plena consciência da relevância da nossa profissão para o desenvolvimento do país e que ela só se justifica quando praticada com ética, responsabilidade e respeito por todos. Acredito profundamente que os excelentes profissionais têm mais a contribuir para o Conselho Federal do que o próprio conselho pode oferecer a eles. Cabe a nós criarmos um ambiente onde o talento, a competência e o compromisso desses profissionais sejam valorizados, escutados e transformados em benefícios para toda a categoria e para a sociedade.
Julianna Curado
Equipe de Comunicação do Confea
