Confea e Colégio de Engenheiros do Chile discutem construção civil

Brasília, 16 de novembro de 2010.

Dando prosseguimento ao ciclo de reuniões entre os governos brasileiro e chileno, foi realizada, na última sexta-feira (12), videoconferência com a participação de representantes da Secretaria de Comércio e Serviços do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), do Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia; além de representantes chilenos do Departamento de Serviços, Inversões e Transporte Aéreo (SERINTA), do Departamento de Comércio de Serviços (PROCHILE) e do Departamento da América Latina (DIRECON).

O diretor de Políticas de Comércio e Serviços do MDIC, Mauricio do Val, registrou que, com a construção do Programa PROCHILE o setor mais beneficiado foi o da construção, liderado pelo Colégio de Engenheiros do Chile. Verónica Tramer, do PROCHILE, comentou que a construção civil é um setor bastante importante da economia, em expansão nos dois países. Segundo ela, a construção civil apresenta uma série de oportunidades para a realização de negócios e internacionalização de empresas tanto no Brasil como no Chile.

Durante a reunião, foram discutidas questões como a acreditação de cursos e os requisitos necessários para o registro de profissionais e exercício profissional nos respectivos países. Segundo o vice-presidente do Confea, José Roberto Geraldine Júnior, o ponto inicial da cooperação é estabelecer o dialogo com as organizações profissionais dos dois países. De acordo com ele, o Confea solicitou, ainda, a participação das organizações de arquitetos e agrônomos para as próximas rodadas de negociação.

Geraldine apresentou também o marco regulatório brasileiro, incluindo a legislação de migração e relatando o que vem sendo discutido com o Mercosul por meio da Comissão de Integração da Agrimensura, Agronomia, Arquitetura, Geologia e Engenharia para o Mercosul (CIAM).

Segundo ele, 920 profissionais chilenos são registrados no Sistema Confea/Crea. Sergio Contreras, presidente da Comissão de Assuntos Internacionais do Colégio de Engenheiros do Chile, por sua vez, declarou que nesse país o registro profissional é voluntário. “Hoje existem cinco mil engenheiros registrados no Colégio, dos quais 70 são profissionais brasileiros”, informou.

“O Chile viveu até a década de 80 um proceso de completa desregulamentação profissional. De uns seis anos para cá, o interesse por processo de acreditação se tornou forte. Hoje existem 16 carreiras acreditadas por lei”, completou Elias Arze, vice- presidente da Comissão Mista do Colégio de Engenheiros do Chile – Associação de Empresas Consultoras de Engenharia do Chile (AIC).

Sobre a acreditação no caso brasileiro, Paulo Guilayn, assessor internacional da Secretaria de Educação Superior do Ministério da Educação, informou que não existe no MEC processo de acreditação internacional. Segundo ele, atualmente a experiência se dá no Mercosul, em sete áreas, dentre as quais Engenharia, Arquitetura e Agronomia. “Temos em curso, além do sistema de acreditação do Mercosul, o sistema de avaliação da qualidade, implantado desde 1999, o que facilita os testes da acreditação dos cursos no Brasil” esclareceu.

A próxima reunião deverá ocorrer em março de 2011. Um dos temas que deverá ser tratado será a possibilidade de empresas brasileiras participarem dos processos licitatórios no Chile.

Assessoria de Comunicação do Confea
Com Colaboração da eng. arq. Carmem Eleonôra Amorim
Assessoria Internacional do Confea