Brasília, 15 de maio de 2012.

O presidente do Confea, engenheiro José Tadeu, promoveu mais um debate a respeito da revalidação dos diplomas de engenheiros brasileiros e portugueses. Depois de reunir-se, no último dia 11, com representantes do Conselho de Arquitetura e Urbanismo, do Itamaraty e do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, ele dialogou sobre o tema com o Ministério da Educação, na tarde desta terça-feira (15/6). Cobrando a reciprocidade, além da devida atenção aos profissionais brasileiros e pedindo um prazo maior para que o Conselho se manifeste sobre a emissão de registros a profissionais portugueses, José Tadeu foi recebido pelo Secretário de Educação Superior do Ministério, Amaro Henrique Pessoa Lins.
“Estamos procurando conciliar este exercício profissional, temos dialogado com o Colégio de Engenheiros de Portugal desde 1999, mas não somos mais colônia dos portugueses, exigimos a reciprocidade, algo que durante muitos anos não recebemos deles. Durante duas décadas, comemos o pão que o diabo amassou, com os portugueses exigindo praticamente que nossos profissionais refizessem o curso”, ressaltou o presidente do Confea. “O Ministro é firme nisso”, garantiu o Secretário de Educação Superior. A existência de um grande efetivo de profissionais brasileiros, formados, muitos deles sem emprego, é um fator determinante para que o Confea não aceite que a crise enfrentada pelos portugueses e sua demanda por emprego interfiram negativamente na situação dos nossos profissionais. “Queremos cooperar com o governo, só que precisamos pensar nos nossos profissionais primeiro”, enfatizou José Tadeu.
O Secretário de Educação Superior do Ministério da Educação reconheceu a coerência da preocupação do Confea, ressaltando a necessidade de atrair os jovens para as engenharias, posição compartilhada pelo presidente José Tadeu, que, por sua vez, sugeriu que este interesse seja motivado desde o ensino médio. “Sabemos da importância da educação para a transformação do país, mas também temos que nos preocupar em guardar o mercado dos brasileiros, exigir a reciprocidade e ainda o intercâmbio técnico-cultural. O ministro Mercadante foi recentemente ministro da Ciência e Tecnologia e ele sabe a necessidade de investir em ciência, em pesquisa e inovação. Então, precisamos também incorporar as tecnologias desenvolvidas por lá”, destacou o presidente do Confea.

Henrique Nunes
Assessoria de Comunicação e Marketing do Confea
