Cuiabá, 26 de julho de 2012.
Uma discussão sobre a reformulação das leis que envolvem o Sistema Confea/Crea foi apresentada ao Colégio de Presidentes, na manhã desta quinta-feira (26/7) pelo presidente do Confea, eng. civil José Tadeu. Foi relacionado um conjunto de propostas em tramitação no Congresso, elaborado pela Assessoria Parlamentar (Apar) do Conselho. “Esta é apenas uma parte das propostas”, afirmou José Tadeu, ao final de sua explanação, esclarecendo alguns participantes, que também trouxeram suas colaborações neste sentido. O Colégio de Presidentes segue até sexta-feira, em Cuiabá.

Entre outros projetos listados pelo presidente, esteve a PEC 185/2002, sobre a organização e funcionamento dos Conselhos Profissionais - do deputado Pedro Henry (PP/MT), aguardando a constituição de Comissão Temporária na Seção de Registro de Comissões da Câmara dos Deputados. Em aparte, o presidente do Crea do Rio Grande do Sul, Luiz Alcides Capoani, sugeriu que “esta PEC vai resolver muitos problemas, vamos nos tornar uma espécie de paraestatal. O Deputado Henry disse que está na caçapa pra bola entrar”. O presidente do Confea confirmou que, se aprovada, a PEC tornará o Confea uma paraestatal. “Nós mesmos vamos fiscalizar nossos recursos. Temos que ir ao Congresso. Ou a gente aprova isso, ou o futuro do sistema está com a vida curta”.
Outros projetos relacionados pela Apar foram: PL 559/2007 (Exame de suficiência para obtenção de registro profissional); PL 2249/2007 (regula a profissão de Tecnólogo); PLS 58/3008 (obras públicas inacabadas); PL 2824/2008 (veda o exercício de profissão de Zootecnia na Agronomia e Veterinárias); PL 5155/2009 (divulgação de informações referentes a obras de serviços de engenharia); PL 6179/2009 (Bacharelado em Segurança do Trabalho); PEC 1/2010 (dispõe sobre o efeito do diploma de nível superior para a qualificação profissional); PL 7827/2010 (torna as profissões de engenheiro, arquiteto e agrônomo atividades de Estado); PLS 399/2011 (revalidação de diploma de instituição de ensino superior estrangeira); PLS 491/2011 (realização periódica de inspeções em edifícios); PL 1025/2011 (dispõe sobre o exercício da profissão de Físico); PL 2177/2011 (institui o Código Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação); PL 3634/2012 (altera o artigo 36 da Lei n. 5194/1966) e PL 3792/2012 (altera a lei que cria os Conselhos Federal e Regionais de Química), entre outras.
“Esta síntese é para que o fórum do Colégio de Presidentes repasse isso para os nossos profissionais e seja até mesmo discutido na SOEA”, sugeriu José Tadeu. Ele comentou ainda o projeto da federalização do plenário do Confea, atualmente saindo do Ministério do Trabalho e indo para a Casa Civil, graças a recentes intermediações da Apar e do próprio presidente do Confea, junto ao ministro Brizola Neto e ao deputado federal Bala Rocha (PDT/AP), que “se comprometeram em aprová-la até antes da Soea”. O presidente do Crea de Sergipe, eng. civil Jorge Roberto Silveira, parabenizou o Confea pelo avanço. “Começamos a discutir”, declarou.
Metodologia

O presidente do Crea/PR ressaltou que “o tempo para a discussão ampla em todos os estados é bastante apertado, até a Soea. Entendemos que, devido à importância de uma reestrururação da Lei, precisamos fazer este debate com os delegados eleitos que é o formato do CNP”. E acrescentou: “Poderia ser a grande constituinte do Conselho”. Novamente, o presidente José Tadeu enfatizou que todas as discussões são recorrentes, faltando ainda definir como será a condução dos trabalhos em relação à lei. “No futuro, vamos levar ao CNP algo que depende do que vamos plantar hoje. A Soea vai ser a abertura da discussão sobre a Lei, mas até lá há uma série de fatos que estamos tendo que analisar”.

“Fico contente que todos estão entendendo o espírito da conclusão a que nós chegamos no início do ano. Converso muito com o Pedro Lopes para fazer uma reunião em Brasília, para trazer todos os Creas para traçar esta estratégia de comunicação e ação entre eles. Entendo que esta metodologia de trabalho passa por esta ligação com as assessorias parlamentares. Toda semana entra alguma coisa no Congresso mexendo conosco, então a assessoria tem que estar atenta. E a base também tem que agir para que a gente possa agir”, pontuou.
Já o vice-presidente do Confea, Dirson Freitag, reforçou o que o presidente colocou e apontou a necessidade de incluir o PL complementar, proposto pela então senadora Ideli Salvatti (PT-SC), que inclui as atividades de engenharia e agronomia no Simples. “O PL agora está com a senadora Ana Amélia. Se aprovado, muitas empresas de profissionais do sistema vão estar numa posição bem melhor de competitividade e muitas ressurgirão”, destacou.
Fotos: Laís Costa
