Confea na Rio+20: Energia renovável - “Brasil é exemplo de desafio”

Rio de Janeiro, 14 de junho de 2012

Personagem de destaque nas discussões em torno de energia e que aconteceram na tarde de hoje na PUC-Rio, durante o Fórum da Ciência, Tecnologia e Inovação para um Desenvolvimento Sustentável, o físico e professor José Goldemberg diz que o planeta terá que rever a dependência de fontes fósseis de energia: “O mundo, é evidente, terá que abandonar a dependência dominante dos  combustíveis fósseis e se dirigir para fontes de energia renováveis”.

Segundo ele, as perspectivas até 2050 projetam que a matriz energética mundial dependerá entre 30% a 50% de fontes renováveis.

“Esse número é sólido, resultado de estudos de grupos científicos capacitados”, garante. “No Brasil já estamos com 47% da energia renovável. Para o mundo, o desafio  é renovar, para o Brasil é manter esse índice. Somos exemplo e desafio”.

Impactos ambientais

Também hoje, mas pela manhã, durante o mesmo fórum, os impactos causados nas populações pelos desastres ambientais foram analisados por professores, físicos, cientistas e representantes governamentais de diversos países.

Para todos os palestrantes, os recursos tecnológicos são os melhores meios para reduzir e, em muitos casos, evitar a perda de milhares de vidas atingidas por intempéries, terremotos, erupções vulcânicas  e tsunamis, por exemplo.

Para Kuniyoshi Takeuchi, diretor do Centro de Riscos do Japão, “evitar ou reduzir impactos gerados por acidentes depende de recursos, de investimentos e isso depende de decisões políticas”.

Já Abdou Sane, do Movimento para Prevenção de Desastres Naturais, do Senegal, acredita que para evitar os impactos não se pode esperar decisões politicas que podem demorar. Para ele, “a mobilização e a participação da sociedade são decisivas para apressar a tomada de decisões governamentais”.

Badaoui  Rouhban, representante da Unesco, por sua vez, defendeu a “despolitização das discussões em torno das questões que envolvem os desastres ambientais”.

Amanhã pela manhã, a partir das 9h, a Economia Verde será o tema central do Fórum, que será realizado até o meio dia, quando se encerra a programação que durante toda a semana se desenvolveu na PUC-Rio.

Sobre a Economia Verde falarão: Anantha Duriappah, diretor do programa desenvolvido pela Alemanha e Malásia e que dimensiona os impactos provocados por desastres ambientais; Ivan Turok, da África do Sul; Tim Jackson, da Universidade de Surrey, no Canadá; Liz Stanton, da Tufts University, EUA; Fábio Feldmann, consultor brasileiro, Neil Hawkins, vice-presidente da Dow Chemical Company; Davinder Lamba, diretor do Instituto Mazingira, de Nairobi, e Joan Alier, da Universidade de Barcelona, Espanha.

Maria Helena de Carvalho
Assessoria de Comunicacão Social
Foto: Wikipedia