Brasília, 27 de março de 2015.
O Sistema Confea/Crea e Mútua iniciou, nesta quinta-feira (26), sua participação na Plataforma Cenários Energéticos (PCE Brasil). Considerada a forma mais dinâmica e participativa para a interação entre sociedade e poder público, com o objetivo de apresentar propostas para o setor energético em perspectiva para o ano de 2050, a iniciativa promoveu, no auditório da Apex-Brasil, em Brasília, a conferência “Cenários Energéticos 2050”, reunindo representantes da sociedade civil e do governo. A vice-presidente do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), engenheira eletricista Ana Constantina Sarmento, avaliou positivamente a iniciativa e vê espaço para a participação do Sistema, dentro de sua agenda ambiental e de desenvolvimento, da qual ela tem participado diretamente.
“Essa plataforma permite uma discussão no ambiente produtivo e de regulação de políticas públicas. É um novo cenário de debates em torno de um bem natural, cuja discussão precisa ser revisitada constantemente, visto o desenvolvimento tecnológico e o próprio movimento natural dos insumos energéticos, que precisa ser reavaliado permanentemente”, sugere a vice-presidente do Confea. Ela situa que, em tese, o cenário ideal de um debate é sempre o que se apresenta no momento atual, mais rico em informações. “Porém, no cenário de energia, é preciso ser contínuo, o que permitirá a construção de cenários equilibrados de crescimento produtivo, populacional e de segurança nacional”.
Fontes integradas
Uma das constatações proporcionadas pelo debate desta quinta-feira, na Apex-Brasil, segundo Ana Constantina Sarmento, é que será preciso estabelecer uma integração entre modelos de produção de energia. “A energia limpa, renovável deverá ser priorizada, mas convivendo com outras fontes energéticas. O Brasil tem um papel de liderança nas energias limpas, por meio do uso que faz da matriz hídrica. Agora, precisamos fortalecer as medidas para agregá-la com novas fontes como a eólica, solar e o gás natural, que é uma matriz fóssil, mas faz a interface mais simpática com as energias renováveis”, considera.

Henrique Nunes
Equipe de Comunicação do Confea
