Brasília, 8 de novembro de 2013.
Durante sua exposição, que será disponibilizada no Espaço Conhecer, da intranet do Confea, Leandro lembrou que assédio moral não é mero conflito porque uma das partes não tem a chance de defesa. Segundo pesquisa da OIT, 36% da população economicamente ativa sofrem assédio de maneira sistemática.
No Brasil, pesquisa com 42 mil trabalhadores, 10 mil se declaram como vítimas de humilhação constante ou repetidamente no trabalho, sendo que 60% entraram em depressão por conta disso. Leandro pontuou ainda a existência de 54 leis e 11 projetos de leis municipais que visam a aniquilar de vez o assédio moral, 7 leis e 5 projetos de leis estaduais e 2 leis e 9 projetos de leis federais. Destacou ainda a existência da lei 10.224/2001 que caracteriza assédio sexual um crime, baseando-se no artigo 216-A.
Dentro do Confea, o funcionário que se sentir assediado moralmente deve procurar auxílio junto à GDP, que indicará o que fazer. “Fazemos de tudo para preservar o anonimato do colaborador que buscou auxílio, bem como o bom trato com o diálogo junto ao assediador”, afirmou o gerente Nelson Dafico. Algumas providências já estão sendo tomadas na Casa, como forma de combate ao assédio. A palestra ministrada na sexta-feira é uma destas atitudes. “Também desenvolvemos uma cartilha contra o assédio moral que já está sendo impressa e investimos na política de gestão de pessoas, que já está aprovada e que será apresentada aos empregados em breve. Em 2014, a GDP está planejando a constituição de uma comissão permanente para se tratar da temática”, completou Dafico.
Características do assédio:
- Isolar o profissional é uma forma de assédio;
- Espalhar rumores a seu respeito;
- Sabotar os trabalhos feitos;
- Sobrecarregar de trabalho intencionalmente para poder classificá-lo como incompetente;
- Desestabilizar: passar tarefas humilhantes; criticar o trabalho sem motivo; apelidos; ironia; deixar de demandar intencionalmente;
- Constrangimento físico ou moral;
- Evidenciar a todos as suas reações quando acaba reagindo agressivamente às provocações.
Perguntamos a alguns participantes, qual a importância em discutir a violência psicológica no trabalho? Conheça a opinião deles:
João Augusto Lima, advogado da Procuradoria Jurídica (PROJ)
Ricardo Albuquerque, analista da Gerência Financeira (GFI)
Adahiuton Belloti, assistente administrativo da Gerência de Comunicação (GCO)
