Confea retoma debate sobre assédio moral

Brasília, 18 de dezembro de 2014.

"Palestrante Antônio Paulo Pinheiro Lima, gerente Nelson Dafico e psicóloga do Confea, Mariana Oliveira destacam papel da discussão para o corpo funcional do Confea"
A Gerência de Desenvolvimento de Pessoas (GDP) do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea) promoveu, na manhã desta quinta-feira (18/12), no plenário do Confea, a palestra “Assédio Moral e Práticas Discriminatórias no Trabalho: estratégias solidárias de prevenção e enfrentamento”, do psicoterapeuta junguiano Antônio Paulo Pinheiro Lima. "A discussão sobre o tema está começando a se tornar rotineira, indo até mesmo além do compromisso firmado por um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) entre o Confea e o Ministério Público do Trabalho (MPT). Essas palestras deverão ser repetidas todos os anos, mas estamos prevendo outras ações para manter esse diálogo sobre o assédio moral algo permanente”, comentou o gerente da GDP, Nelson Dafico.  Já a psicóloga Mariana Oliveira destacou “a importância de se enfocar os vários aspectos abrangidos pelo tema”.


O psicoterapeuta Antônio Paulo Pinheiro Lima esteve pela segunda vez no Confea. Mestre em psicologia Clínica e Cultura e consultor técnico-legislativo na área de Psicologia Clínica na Câmara Legislativa do DF, onde chefia o setor de Assistência Social no Núcleo de Estudos e Ações sobre Violência no Trabalho, ele destacou o nível de informação dos funcionários do Confea sobre o assunto. “Vocês revelam uma visão mais complexa e profunda do tema. Na maioria das vezes, o que ouço são expressões como discussão, violência, quando falamos em conflito no ambiente de trabalho”, comentou.

"Funcionários demonstraram conhecimento sobre o tema"
Lima lembrou que “conflito” muitas vezes pode ser fonte de transformação e que “eliminá-lo do ambiente de trabalho é impossível, em função da própria natureza do ser humano que, segundo Freud, é uma fonte inesgotável de conflitos. Socialmente é preciso saber lidar com ele”.
Reconhecendo a delicadeza do tema, Lima afirma que “apesar disso, o assunto pode ser tratado com naturalidade, e sempre gera solidariedade por meio de ações de prevenção e enfrentamento”.

“Visto como fonte de renda e de realização pessoal, satisfação, saúde e sentido de vida, o trabalho é essencial para a sobrevivência do ser humano que se afirma na sociedade, na medida em que se sente seguro com uma profissão ou função definida”, historiou Antônio Paulo Pinheiro Lima.  “O trabalho é inerente ao ser humano e um dever social e um direito individual, por isso o ambiente de trabalho deve proporcionar satisfação e promover a realização profissional, por meio do diálogo e do respeito a fim de que todos, funcionários e empresas, possam cumprir seu papel na sociedade”, ensina o mestre em psicologia clínica e cultura.


Maria Helena de Carvalho
Equipe de Comunicação do Confea