Conselheiros se despedem

Brasília, 8 de janeiro de 2013

 

"Eng. agr. Mauricio Garcia, eng. met. e ind. Luiz Ary Romcy, pres. do Confea, José Tadeu, eng. eletric. Teresa Bahiense, eng. agr. José Baracuhy e tec. mec. José Cícero Rocha: despedida no plenário"
Seis conselheiros titulares e seis suplentes concluíram seus mandatos no último dia de 2012. São eles: tec. mec. José Cícero Rocha da Silva (titular) e tec. eletrotec. João Américo Pereira (suplente, pelos técnicos industriais de Alagoas); eng. eletric. Roberto da Costa e Silva (titular) e eng. eletric. Terêsa Cristina Bahiense de Sousa (suplente, pela Bahia); eng. ind. e met Luiz Ary Romcy e eng. mec. Adler Crispim da Silveira (suplente, pelo Ceará); eng. agr. Kleber Souza dos Santos (titular) e eng. agr. Maurício Dutra Garcia (suplente, pelo Distrito Federal); eng. agr. Francisco Xavier Ribeiro do Vale (titular) e eng. agr. José Geraldo de Vasconcelos Baracuhy (suplente em exercício da titularidade da representação das instituições de ensino superior – grupo Agronomia) e ainda o eng. civ. Afonso Luiz Costa Lins Jr. (titular) e eng. oper. civ. Sandra Maria Lopes Raposo (suplente, pelo Amazonas). 

Todos deixaram sua marca em contribuições, diretas ou indiretas, junto às coordenadorias, comissões e ao Plenário do Confea. Em relação à despedida, a exceção fica com o conselheiro José Geraldo de Vasconcelos Baracuhy, que assume agora a titularidade da representação na IES-Agronomia, após atuar durante boa parte do mandato anterior em substituição ao titular. A despedida oficial dos conselheiros se deu na última plenária de 2012, quando os conselheiros e internautas puderam assistir a uma edição dos DVDs que os agora ex-conselheiros receberam com imagens de seus mandatos. A renovação do Plenário do Confea ocorre anualmente em um terço dos membros. De acordo com a Lei nº 5.194/66, o objetivo é intercalar representantes de todos os Estados brasileiros nas diversas modalidades profissionais que compõem o Sistema Confea/Crea e Mútua. No início de 2013, assumiram 12 novos conselheiros federais, entre titulares e suplentes, em mandatos que vão até 31 de dezembro de 2015. Conheça  os conselheiros eleitos para o triênio 2013/2015

"Eng. ind. e met. Luiz Ary Romcy: experiências à frente da Comissão do Mérito da Soea e nas comissões serão levadas ao Clube de Engenharia do Ceará"
“O mandato representou a construção daquela nossa expectativa como profissional e como pessoa humana de poder contribuir com a visão geral deste Sistema multiprofissional. Procuramos agregar melhor as entidades, nos Creas, em defesa da valorização profissional, da ética e da sustentabilidade do Sistema como um todo”, pondera o eng. ind. e met. Luiz Ary Romcy, cujas atribuições, ao longo de seu mandato, se estenderam ainda às comissões de Controle e Sustentabilidade do Sistema (CCSS) e de Articulação Institucional do Sistema (Cais) e ainda de chanceler da Comissão do Mérito da Semana Oficial da Engenharia e da Agronomia. “Foi uma grande honra, para a qual recebi a contribuição de todos os profissionais, em favor do aperfeiçoamento do Sistema e da sociedade como um todo”. Ary Romcy volta a seu Estado de origem para concluir seu mandato à frente do Clube de Engenharia do Ceará, entidade precursora do Sistema Confea/Crea e Mútua.

Representatividade

"Eng. eletric. Terêsa Bahiense representa o titular eng. eletric. Roberto da Costa e Silva"
Para o engenheiro eletricista Roberto da Costa e Silva, participar do principal órgão do Conselho foi muito positivo. Ele considera que pôde constatar as dificuldades de representação de apenas 15 estados, para ele, um “absurdo”, cuja modificação vem sendo bastante discutida pela atual gestão do Confea. Afirmando sua atuação por 14 anos junto ao Crea-BA e ressalvando que este ano foi preciso enfrentar as adversidades de um período de adaptações, ele acrescenta que já conhecia alguns dos demais conselheiros e que foi importante poder trabalhar pela resolução 1010, “discutida desde 1997”. Para o futuro, ele vislumbra voltar a atuar no Crea-BA, como conselheiro, e ainda ao Senge-BA.

"Eng. agr. José Baracuhy assume a titularidade da IES-Agronomia"
Em seu novo mandato, agora como representante titular das instituições de ensino superior do grupo Agronomia, o professor da Universidade Federal de Campina Grande, engenheiro agrônomo José Geraldo Baracuhy, espera simplesmente continuar sendo fiel ao seu posicionamento, mas também ter sempre humildade para saber que “a versão final será a de todos os conselheiros”. Assim, ele resume ser esta a melhor maneira de servir à sociedade. Baracuhy acrescenta ainda que pretende manter sua disposição para buscar a reaproximação do Sistema com suas entidades fundadoras.

 

Aproximação com a sociedade

"Eng. agr. Kleber Sousa dos Santos: atenção ao social"
Conselheiro regional por três mandatos, o engenheiro agrônomo Kleber Sousa dos Santos, representante da categoria pelo Distrito Federal, descreve que o Confea atravessou uma verdadeira transformação durante seu mandato.  “Quando a gente chegou, o Sistema era outro. Passamos pela fase de mudança de sede e estrutura. O modo como o Confea foi pensado em 66 precisa ser reformulado, como em relação à representatividade dos Estados. A gente se propôs a trabalhar problemas como a prevenção de catástrofes, como a de Santa Catarina, demos um grande passo para isso”, diz o ex-conselheiro, que também coordenou o GT de apoio ao Haiti, em 2010, e o do Fórum de Meio Ambiente, em 2012. Kleber também coordenou a Cais, em 2011, e integrou o Conselho Diretor do Confea. “Você sempre fica um tanto frustrado, devido ao compromisso com os eleitores. O Sistema precisa ouvir todos os profissionais, alterando sua legislação”, diz, informando que pretende se candidatar à diretoria da Confederação das Associações de Engenheiros Agrônomos (Confaeab), cuja eleição ocorre ao final de janeiro.

"Eng. agr. Mauricio Garcia: atuação sindical renovada"
Seu suplente, o também engenheiro agrônomo Maurício Dutra Garcia, lembra que o convite de Kleber para disputar a vaga de conselheiro se deu após sua atuação como Presidente da Associação dos Agrônomos e do Sindicato dos Engenheiros do Distrito Federal. “Isso ajudou a termos uma atuação com respeito aos profissionais do DF, aos quais enviamos um relatório anual com nossa atuação no Conselho. Foi uma experiência gratificante porque conheci melhor o Sistema, mas ao mesmo tempo frustrante, pela lentidão na implementação das decisões”, pondera, considerando acreditar que o multiprofissionalismo do Conselho dificulte a discussão das suas questões essenciais. Ele lamenta ainda que não tenha sido possível alterar a legislação para que o Confea tenha uma representação maior. “Vi o êxodo dos arquitetos como uma boa medida que depurou o Sistema, uma vez que esta multidisciplinaridade é um dificultador”. Mesmo assim, Maurício Garcia considera que sai contente com a oportunidade de representar os engenheiros e demais profissionais do Distrito Federal e que pretende continuar sua militância enquanto cidadão e profissional.

Legislação e amizade

Representante do Amazonas, o engenheiro civil Afonso Luis Lins ressaltou que buscou atuar próximo às entidades, consideradas por ele como o “sustentáculo” do Sistema. Foi coordenador da Cais em 2010, quando, segundo ele, os conselheiros liberaram muitos recursos para as entidades. Já no ano seguinte, atuou na Comissão de Organização, Normas e Procedimentos (Conp) e na Comissão Eleitoral Federal (Cef), “duas comissões de alta importância, sobretudo em ano eleitoral”.  A atuação na Conp foi renovada ao longo de 2012. “Encerramos o mandato com a expectativa de que o Conselho mude a sua legislação, conforme foi discutido na Soea e atendendo, assim, a esta e a outras demandas dos Creas, mas sabendo que nem sempre é possível aprovar o que nos é pedido, assim como nem sempre todos os estados são representados”.

"Tec.mec José Cícero Rocha enaltece a importância da boa convivência em seu mandato"
A atenção à legislação, como a resolução 1010 e a federalização do plenário do Confea, também foi uma das preocupações mantidas pelo técnico mecânico José Cícero Rocha da Silva. Mas ele também destaca o cultivo da boa convivência junto aos profissionais como outra das referências de seu triênio como conselheiro federal. “Agradeço a colaboração de todos os profissionais com quem mantive contato, direta ou indiretamente, inclusive os funcionários do Confea. Todos contribuíram para que esta aprendizagem fosse muito boa, para que na Comissão de Ética e Exercício Profissional, por exemplo, pudéssemos reverter uma quantidade muito desfavorável de processos”, comenta. Além da Ceep, Cícero enaltece a experiência compartilhada junto a CCSS, em 2010, e à Cais e ao Conselho Diretor, em 2012. “Nosso objetivo inicial era colaborar naquilo que a gente pudesse. Toda esta experiência foi muito boa”, diz, revelando otimismo para que o Conselho consiga implantar alterações na legislação, em curto prazo. “Acredito que o Sistema avance muito mais já este ano. Acredito que a discussão da federalização, com o envolvimento político que o Confea tem hoje, está bem próxima de ser concretizada. Já na 1010, temos este anseio de que ela seja concretizada, pois já demos um passo muito importante para isso. Todos os profissionais aguardam isso”.  José Cícero pretende agora levar sua experiência para o Regional de Alagoas “e continuar a contribuir, com mais experiência e coerência, para o Sistema como um todo”.

 

 

Henrique Nunes

Equipe de Comunicação do Confea