Cooperativas de crédito são temas de palestra e reunião no Confea

Brasília, 26 de maio de 2011

O gerente de relacionamento e desenvolvimento de cooperativismo de crédito da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Sílvio Giusti, e um representante da EngeCred-GO (cooperativa de crédito dos engenheiros e arquitetos da Região Metropolitana de Goiânia), Argemiro Mendonça, estiveram presentes na sede do Confea, em Brasília, na tarde de ontem (25/5) para participar de reunião e ministrar palestra na Sessão Plenária do Conselho.

Em apresentação, Giusti mostrou o mapa do cooperativismo no Brasil, que possui 6652 cooperativas, 182 empregos diretos e 9 milhões de associados, que movimentam 6% do PIB nacional. "O amplo crescimento dos depósitos reflete a segurança que as cooperativas têm em gerir esses recursos", disse. Para ele, o crescimento das cooperativas de crédito auxiliam na redução das taxas de juros no país. "Um associado das cooperativas de crédito podem poupar R$ 236 milhões de reais ao mês ao deixar de pagar as taxas de juros".

De acordo com Giusti, as cooperativas de crédito apresentam taxas mais jutas, menos tarifas, desburocratização, agilidade, segurança, menor inadimplência e participação nas sobras. "Não me faltam argumentos para defender o cooperativismo. O fato é que o Brasil precisa avançar muito no segmento cooperativo, tendo em vista o que se tem na Europa e na América do Norte. Precisamos cada vez mais pensar em alternativas inteligentes de trabalhar com nossos recursos", disse.

Já Argemiro Medonça, do EngeCred-GO, apresentou a estrutura de uma cooperativa. Segundo ele, todas têm de ter assembleia, conselho de administração (ou diretoria executiva) e conselho fiscal e só entrar em operação se receber autorização do Banco Central. De acordo com ele, o órgão tem poder de auditar as cooperativas. "Hoje o Banco Central tem exigido que aqueles que estejam à frente das cooperativas estejam se aperfeiçoando. Exigem também formação do pessoal das cooperativas, para que os processos sejam eficientes e consoantes ao sistema financeiro", completou.

Para Mendonça, que já foi conselheiro do Confea na década de 1990, uma das principais vantagens das cooperativas de crédito é o fácil acesso aos dirigentes. Mendonça comparou a sociedade cooperativa com a sociedade mercantil. Segundo ele, enquanto esta tem como foco o capital, aquela prioriza as pessoas. Prova disso é o que conta voto na assembleia de cada uma: na sociedade cooperativa cada pessoa tem direito a um voto na assembleia, enquanto na sociedade mercantil o que conta voto são as quotas ou ações.

No início da tarde, antes de participarem da Sessão Plenária, Sílvio e Argemiro se reuniram com dois representantes da Mútua, José Wellington Costa (presidente) e Luciano Kéde Flor, e dois representantes do Confea: conselheiro federal Grácio Paulo Pessoa Serra e o procurador Rodrigo Machado. Participou também da reunião o diretor presidente do Engecred-SP, Jomázio Avelino de Avelar. Na ocasião, tratou-se da integração de cooperativas de crédito ao Sistema Confea/Crea e Mútua.

De acordo com o chefe de gabinete, Silvio Roberto Ramos, entre os assuntos da reunião, foi tratada a possibilidade de se elaborar uma minuta de um projeto de lei que altere a lei de criação da Mútua para possibilitar que a caixa de assistência possa aplicar seus recursos em cooperativas de crédito, além das outras formas de investimento já permitidos pela lei. "Quando for o caso, a minuta deverá ser amplamente debatida e decidida em todas as instâncias do Confea", completou Silvio.

Atualmente, a Mútua pode aplicar seu patrimônio, de acordo com o artigo 10º da Lei no 6496/1977, em títulos dos Governos Federal e Estaduais ou por eles garantidos, carteiras de poupança garantidas pelo Banco Nacional da Habilitação (BNH), obrigações do Tesouro Nacional, imóveis e outras aplicações facultadas por lei para órgãos de mesma natureza.

Beatriz Leal
Assessoria de Comunicação do Confea