Brasília, 09 de setembro de 2014.
Durante o Seminário Internacional sobre Engenharia Natural, que é um dos destaques do X Simpósio Nacional sobre Recuperação de Áreas Degradadas, foi realizado o workshop da Coordenadoria Nacional de Câmaras Especializadas de Engenharia Florestal. O evento será realizado de 15 a 19 de setembro, nas dependências da Hidrelétrica de Itaipu, em Foz do Iguaçu (PR).

Considerado entre os eventos técnico-científicos do segmento no Brasil, o Simpósio abordará soluções práticas que ajudem recuperar áreas degradadas por diversas atividades, como a mineração, agricultura, pecuária e construção de estradas, entre outras.
O enfoque do seminário sobre engenharia natural trará ao país novos conceitos de engenharia em função da crescente preocupação com a preservação ambiental. Palestras, mesas-redondas, a apresentação de mais de 200 trabalhos voluntários, a oferta de 12 minicursos, além de uma visita técnica às áreas da Itaipu Binacional com oficina temática, completam a programação, elaborada pela Sociedade Brasileira de Recuperação de Áreas Degradadas (Sobrade), e que pode ser acessada no endereço www.sobrade.com.br.
Sobre recuperação de áreas degradadas
O solo degradado é consequência da perda de sua capacidade física e química (fertilizantes) de continuar produtivo, o que o impossibilita de reter gás carbônico (CO2). A degradação ambiental impõe elevados custos à sociedade, além do empobrecimento do produtor rural.
O Brasil possui cerca de 30 milhões de hectares de áreas de pastagens em algum estágio de degradação, com baixíssima produtividade para o alimento animal. O uso correto de tecnologias e de boas práticas agropecuárias torna possível reinseri-los ao processo produtivo.
Recuperar 15 milhões de hectares de áreas de pastagens degradadas entre os anos de 2010 e 2020 é uma das metas do Ministério da Agricultura para o programa do governo federal de redução da emissão de gases de efeito estufa. Dentre as ações em execução pelo Ministério da Agricultura, vale destacar a instituição do Programa de Recuperação de Áreas Degradadas na Amazônia (Pradam).
Elaborado em parceria com o Ministério do Meio Ambiente (MMA), a Organização Mundial para Agricultura e Alimentos (FAO, em inglês) e o Banco Internacional para a Reconstrução e Desenvolvimento (Bird), o Pradam visa a recuperar 5 milhões de hectares em cinco anos.
Equipe de Comunicação do Confea
