Copa de 2014 dará visibilidade a Manaus no mundo como opção turística

Brasília, 13 de maio de 2011.

O terceiro e último painel da Audiência sobre a Copa do Mundo 2014, realizada em Manaus, teve como tema “Legado e voluntariado”. Em debate, as formas de melhor aproveitar os recursos investidos na estruturação da cidade, no desenvolvimento do turismo na região amazônica e na valorização da cultura local, por meio de parcerias entre os setores público e privado.

Para a diretora executiva do Amazonas Convention, Adriana Papa, a realização da Copa do Mundo no Brasil será um fator de educação para dirigentes, imprensa e o público em geral. Em sua opinião, o Rio de Janeiro e o Amazonas ficarão no imaginário de todos, após a realização do evento. Entretanto, em sua visão, ainda existe uma preocupação muito grande em relação à Copa. Por isso, o papel do voluntariado seria importante para recepcionar os turistas da melhor forma possível e, assim, deixar uma boa impressão para o mundo.

Questões sobre infraestrutura e segurança pública estiveram no foco dos debates da tarde. Há uma percepção de que a realização da copa oportunizará melhoria da qualidade de vida do cidadão amazonense, mas, para que isso seja possível, deverá haver uma séria de projetos voltados para a qualificação profissional, como, por exemplo, cursos de idiomas e de atendimento ao público. ”O principal legado não será físico, mas sim um novo olhar sobre a cidade”, afirmou Orlândo Câmara, diretor de Turismo de Manaus.

A precariedade do centro de Manaus, a ocupação desordenada do espaço urbano por comerciantes informais preocupam, pois não há investimentos para corrigir a situação há 21 anos, embora a capital amazonense possua o sexto PIB do País e seja a quarta cidade que mais recolhe impostos, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). “Manaus não tem de ser discutida só por quatro jogos, e sim por seus 362 anos”, ressaltou Orlândo Câmara, ao apresentar diversas soluções para as recorrentes situações enfrentas atualmente na capital.

O preparo do turismo foi debatido como solução de longo prazo. Segundo a presidente da Amazonastur, Oreni Campelo Braga da Silva, o estado possui um guia impresso em 7 idiomas, inclusive em mandarim. A rede hoteleira possui cem hotéis no centro urbano e a projeção é aumentar para 107 até a Copa. “Queremos trabalhar estudantes de diversas áreas, para que sejam nossos ‘relações públicas’ dentro dos hotéis, informando os visitantes sobre as opções de turismo na cidade”, disse Oreni.

Assessoria de Comunicação do Confea
Colaboração: Ana Carolina Pessoa, ACOM do Crea-AP