Brasília, 26 de outubro de 2007

Entre os quase 40 itens aprovados, alguns se destacam pela relevância social a que se destinam. É o caso da PN 07, que trata da engenharia, arquitetura e agronomia públicas. O texto, que cria mecanismos para adoção de políticas públicas em torno da assistência técnica gratuita, teve aprovação de 182 delegados, um voto contrário e nenhuma abstenção. A partir desta deliberação, o Sistema Confea/Crea vai trabalhar mais efetivamente pela realização de campanhas de comunicação de massa e sensibilização da opinião pública sobre o assunto. A idéia, também, é pressionar os poderes públicos para a adoção sistemática da assistência técnica gratuita em todo o país.
Outro destaque é a PN 06 e sua respectiva emenda, que aprova mecanismos para aplicação plena da Lei 4950-A, de 1966, que trata do salário mínimo profissional. A proposta acolhida pelos delegados prevê a obrigatoriedade de aplicação do salário mínimo profissional pelos órgãos, entidades e autarquias públicas, abrangendo toda e qualquer forma de contrato.
Vagas para o profissional habilitado
De acordo com a mesa diretora dos trabalhos, a presença expressiva dos delegados resultou no bom rendimento das discussões e votações. Houve, também, destaque para a participação dos convidados no 6º CNP. “Além dos representantes de todos os estados, os convidados e observadores foram fundamentais para que nosso pacto ganhe maior representatividade e relevância. Não estamos voltados somente para nós mesmos, de forma corporativa, e o reflexo disso é que boa parte das propostas que trouxemos tem viés social, o verdadeiro fim do nosso trabalho”, analisou Marcos Túlio de Melo, presidente do Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia.
A segunda etapa do 6º CNP continua neste sábado, com a aprovação da Carta de Brasília. O documento será a síntese dos trabalhos e trará o Pacto Profissional e Social, que contém os rumos a serem adotados pelo Sistema nos próximos anos. Haverá, ainda, publicação de 15 moções com propostas de políticas públicas para o desenvolvimento sustentável e sustentado da nação.
Sandro Farias
Equipe de Comunicação do Confea
