Em outubro, o Sistema Confea/Crea e Mútua homenageia algumas das profissões e profissionais que reúne

Brasília, 24 de outubro de 2014.

25 de outubro: Dia dos Profissionais da Construção Civil
Em 2007, o plenário do Confea referendou um ato normativo expedido pelo Crea-SP que declarou o dia 25 de outubro como o Dia dos Profissionais da Construção Civil. A data é alusiva ao dia 25 de outubro de 2000, quando o  Papa João Paulo II oficializou  o frei Antonio de Sant’Anna Galvão como o patrono da construção civil. O frei, que iniciou sua vida profissional como assistente de pedreiro e chegou a mestre de obras, é o primeiro santo brasileiro. Veja a íntegra do documento.

Mercado de trabalho em alta  - Do projeto ao Habite-se, a construção civil envolve profissionais das mais variadas atividades, do projetista ao pedreiro, encanador, azulejista, eletricista, pintor, todos sob a batuta do engenheiro civil. Em ato normativo de 2007, o plenário do Confea dedicou a data de 25 de outubro como o Dia do Engenheiro Civil, e é sobre esse profissional que recaem as atenções.

Em entrevista ao site Empregos.com, Renato Pellegrinelli, engenheiro civil formado pela PUC Campinas, diz que a profissão de engenheiro civil está em alta, e que os rendimentos de um profissional experiente podem chegar a R$ 20 mil mensais.

Rotina exige disposição - Mas o especialista alerta que “é preciso ter aptidões, como conhecimento em ciências exatas, informática, facilidade de trabalhar em equipe”. A essas se somam outras, como falar mais que um idioma, ter disponibilidade de deslocamento. Para o professor, a  principal dica é fazer um bom estágio. “Se você tiver condições de entrar em uma construtora ou em uma empresa de engenharia (de projetos, consultoria ou atividade de campo), a experiência vai te dar uma bagagem, ao longo dos cinco anos de formação, muito grande”, afirma. A atualização constante é outra dica para um profissional se manter no mercado.

O engenheiro civil também tem que ter disposição. Pellegrinelli lembra que a rotina do engenheiro civil começa muito cedo, “porque é um dos primeiros a chegar à obra, já que tem de acompanhar todos os detalhes de execução, que são inúmeros, desde uma concretagem ou instalação elétrica, hidráulica, estrutural... e depois o profissional tem a atividade de escritório”.

“Como a Engenharia Civil se diversificou muito, hoje há o engenheiro de projetos, engenheiro estrutural, engenheiro elétrico, engenheiro hidráulico... tudo isso é uma parceria. O engenheiro se especializa em uma atividade e compõe, na execução de projetos, parcerias com engenheiros especializados em outras áreas”, destaca o especialista.

No Guia do Estudante,  há o destaque para a Engenharia Civil como uma profissão que inclui atividades como a análise das características do solo, o estudo da insolação e da ventilação do local e a definição dos tipos de fundação. Com base nesses dados, o profissional desenvolve o projeto, especificando as redes de instalações elétricas, hidráulicas e de saneamento do edifício e definindo o material que será usado. No canteiro de obras, chefia as equipes de trabalho, supervisionando prazos, custos, padrões de qualidade e de segurança. Cabe a ele garantir a estabilidade e a segurança da edificação, calculando os efeitos dos ventos e das mudanças de temperatura na resistência dos materiais usados na construção. Esse profissional também pode se dedicar à administração de recursos prediais, gerenciando a infraestrutura e a ocupação de um edifício.

Entre as 292 faculdades de Engenharia Civil, algumas são consideradas as melhores. Veja quais são: UFMG, UFPE, UFRJ, UFRGS, UFSC, USP, ITA Eng. Civil-Aeronáutica, em São José dos Campos (SP).

O estágio é obrigatório e o ideal é que seja feito no último semestre, e quem recruta são órgãos públicos, escritórios de projetos, empresas gerenciadoras de obras e construtoras. Entre as atividades, estão o planejamento da construção,  elaboração de orçamentos, controle da produção e verificação das condições de segurança. Em escritórios de projeto de edificações atuam no dimensionamento de estruturas, finalização de projetos e conferência de dados.

Segundo as estatísticas do Sistema Confea/Crea, no site www.confea.org.br, são 313.511 engenheiros civis registrados.

27 de outubro - Dia do Engenheiro Agrícola: campo aberto e fértil
Atualmente, 2.928 engenheiros agrícolas estão registrados no Sistema Confea/Crea. Esses profissionais são responsáveis por projetar, implantar e administrar técnicas e equipamentos necessários à produção agrícola. Também planejam métodos de armazenagem e constroem silos, armazéns e estufas, além de açudes, barragens, sistemas de irrigação e de drenagem.

O engenheiro agrícola é responsável pelo planejamento e pela execução de sistemas ligados à produção agrícola e ao processo agroindustrial. Preocupa-se com a gestão dos recursos naturais, dos sistemas de irrigação e drenagem e com a reutilização de efluentes. Atua no pós-colheita e na automação de sistemas agrícolas, além de dar suporte ao escoamento dos produtos.

Entre as principais áreas de atuação, estão a produção de máquinas e equipamentos agrícolas, gestão ambiental, venda e assistência técnica, produção de produtos agroindustriais, manejo da produção agrícola, irrigação e drenagem.

São 31 as faculdades que oferecem o curso – com duração de cinco anos – e entre as melhores, segundo o Último Segundo-Guia de Profissões, estão: Universidade Federal de Lavras (MG), Universidade Federal Rural do Semiárido (Mossoró-RN), Universidade Federal Fluminense (Niterói-RJ).

No mercado de trabalho quem recruta os estagiários – geralmente a partir do oitavo ou novo semestre – são empresas ligadas às áreas de água e solo, mecânica agrícola, construções rurais, processamento de produtos agropecuários e energização rural. Entre as atividades que desenvolvem, estão: pesquisas, trabalhos de topografia, serviços administrativos e projetos de maquinário e processamento de produtos.
Fonte: Último Segundo – Guia de Profissões.

28 de outubro: Dia da Engenharia Aeronáutica
Somam 1.022 os engenheiros aeronáuticos registrados no Sistema Confea/Crea. O profissional  é responsável por todas as fases de um projeto aeronáutico, desde a especificação de materiais e componentes até a manutenção de aeronaves. Realiza ensaios de componentes estruturais, aerodinâmicos, de especificação de motores e de voo. Projeta sistemas de controle e de simuladores, além de fazer a especificação de sistemas eletromecânicos e eletrônicos que compõem a aeronave. Atua no gerenciamento de obras e serviços ligados à infraestrutura aeronáutica, como o planejamento de linhas e o gerenciamento do tráfego aéreo.

São seis as escolas que oferecem o curso, que tem duração de cinco anos. O estágio é obrigatório, a partir do quinto semestre, e quem recruta são indústrias de aviação e aeroespaciais, aeroportos, companhias aéreas e órgãos públicos ligados ao transporte aéreo. Entre as atividades, estão: avaliação de dispositivos de treinamento baseados em simuladores de voo, apoio em atividades relacionadas à habilitação de novas aeronaves, avaliação operacional de aeronaves, apoio em processo de aprovação de novas tecnologias relacionadas ao sistema de comunicação, navegação e vigilância/gerência de tráfego aéreo.

O engenheiro aeronáutico, como acontece em todas as áreas da engenharia, pode seguir dois caminhos: tornar-se um especialista em uma área técnica específica ou dedicar-se ao trabalho como gerente e líder de processos. Com a experiência, pode chegar a diretor da empresa onde atua ou a ser o maior especialista em sua área.
Fonte: Último Segundo – Guia de Profissões.

Maria Helena de Carvalho
Equipe de Comunicação do Confea