Rio de Janeiro, 13 de maio de 2015.
Durante abertura dos Encontros Nacionais das Câmaras Especializadas de Engenharia Elétrica, Engenharia Mecânica e Metalúrgica e de Geologia e Engenharia de Minas, o presidente do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), engenheiro civil José Tadeu, destacou a importância desses encontros para se discutir o rumo das profissões, que impacta diretamente no direcionamento do País.
Assista ao discurso do presidente do Confea na íntegra:
José Tadeu ressaltou a importância do debate sobre a qualificação profissional e as atribuições profissionais em um fórum como esse. “Em 2013, começou a discussão com a Agronomia, seguida da Civil e Química, no ano passado, e agora é a vez dessas três para que harmonizem o discurso das modalidades e tornem pública a sua voz. É importante que cada câmara especializada se reúna para discutir sua autonomia, legislação, fiscalização e ética para que o Sistema funcione bem”, ressaltou Tadeu. O presidente ainda comemorou que desde 2012 todos os conselheiros – federais e regionais – participam da Semana Oficial da Engenharia e da Agronomia (Soea) a fim de contribuir para o engrandecimento da engenharia nacional. “Em um conselho multiprofissional, é importante a promoção de eventos como a Soea, prevista em lei, e que desde 2012 inseriu todos os conselheiros a participarem da discussão”, explicou o presidente.
A vice-presidente do Confea, engenheira eletricista Ana Constantina, comemorou a realização desse encontro. “Como engenheira eletricista, é com entusiasmo que vejo essa oportunidade de discutirmos o rumo das nossas profissões”, disse a vice-presidente.
O presidente do Crea-RJ - Estado anfitrião do evento -, Reynaldo Barros, convidou os participantes a refletirem sobre o momento de crise que o país atravessa e destacou como sendo o momento de fazer projetos, ainda que sejam para ser executados posteriormente. Ele ainda mencionou o exemplo do Crea-RJ de certificação da conformidade com o exercício profissional. “Essa iniciativa atraiu interesse da Petrobras, que regularizou nove mil ARTs de engenheiros e técnicos”, comemorou.
Para o coordenador da Câmara Especializada de Engenharia Elétrica, engenheiro eletricista Alfredo Marques Dinis, a realização desse encontro no mesmo Estado onde foi criada a primeira escola de engenharia é simbólica. “É dia de renovar esperança de futuro, alinhar esforços, focando na continuidade de projetos, e de elaborar a Carta da Engenharia Elétrica à nação brasileira em busca da autoridade da engenharia nacional.”
Já o coordenador Nacional de Câmaras Especializadas de Geologia e Engenharia de Minas, engenheiro de minas José Margarida da Silva, enfatizou a importância de se discutir a formação de profissionais, os rumos da fiscalização, entre outros temas. “O evento é bastante oportuno para que tenhamos dimensão técnica e política para a convergência e tenhamos propostas importantes que reflitam na melhora do nosso País.”
O coordenador Nacional de Câmaras Especializadas de Engenharia Industrial, engenheiro Oswaldo Paiva Almeida Filho, elogiou a iniciativa do Confea em promover esse evento para a reflexão das modalidades. “Temos nesses três dias a oportunidade de discutir temas relevantes para a engenharia industrial.”
As três modalidades juntas representam mais de 715 mil profissionais do Sistema Confea/Crea e Mútua. Os Encontros debaterão valorização profissional, ética, melhoria da fiscalização, reconhecimento da sociedade, integração das classes profissionais, formação e educação, legislação e projetos de lei que afetam o exercício das profissões. Ao final dos trabalhos, cada Encontro terá como produto uma Carta.
Os trabalhos prosseguem nesta quinta-feira (14).
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Palestra “Adversidades no Trabalho”
Ainda na solenidade de abertura, os participantes assistiram à palestra “Adversidades no trabalho”, ministrada pelo engenheiro civil e especialista em gestão da inovação tecnológica Marco Antônio Martins Leite. “Conflito sempre vai existir em um ambiente que tenha mais de uma pessoa. Neste encontro, proporemos inovações em muitas das atividades que se fazem no âmbito do Confea e dos Creas”, disse. “É necessário repensarmos o que é nossa zona de conforto”, afirmou. Segundo ele, a resistência a mudanças existe nas organizações porque oferece um grau de estabilidade. “No entanto, a resistência à mudança dificulta a adaptação do progresso”, completou.
De acordo com Leite, o lugar propício para surgimento de conflitos são as reuniões. “Conflitos acontecem quando alguém está tentando atingir objetivos, mas sofre interferência”. Leite enumerou condições que tendem a gerar conflitos: diferenciação de grupos; recursos compartilhados; e interdependência de atividade. “Quando as pessoas se juntam com um objetivo comum, pensando no grupo, os conflitos não existem”.
Ao falar sobre parceria e colaboração, Leite comparou a qualificação profissional com o casamento, afirmando que o primeiro é maior do que o segundo. “Quando casa, o indivíduo pode se separar. Quando ele se forma engenheiro, ele não troca mais. Pode até adquirir outra formação, mas nunca deixará de ser engenheiro. Esse é um casamento ad aeternum”, explicou. Para tratar sobre parceria, colaboração e bem comum, Leite usou exemplos de diferentes grupos musicais.
Fernanda Pimentel e Beatriz Leal
Equipe de Comunicação do Confea
