O Diário.com – 04 de abril de 2011 | 09h46
A sondagem da concorrência já faz parte da rotina de muitas empresas e, em especial, as dos segmentos de tecnologia e engenharia. “Tenho dois filhos que são engenheiros e trabalham comigo. Eles estão recebendo com frequência ligação de headhunters (caça-talentos). Isso não ocorria no passado”, afirma Luiz Fernando Pires, presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil de Minas Gerais (Sinduscon-MG) e diretor da construtora Mascarenhas Barbosa Roscoe. O executivo afirma que o turnover na construção civil sempre foi elevado, mas está maior nos últimos anos. “Essa rotatividade é puxada pela demanda”, diz.
O diretor de Inovação e Tecnologia da Aorta, empresa de desenvolvimento para aplicativos móveis, Franklin Valadares, também tem conhecimento da cobiça a seus profissionais. “Muitas concorrentes ligam até mesmo quando eles estão na empresa”, afirma.
O diretor da Web Consult, Leonardo Bortoletto, também fala com tranquilidade da sondagem da concorrência a seus profissionais. A empresa trabalha com soluções e sistemas para a web e os benefícios indiretos fazem parte da estratégia da companhia para manter a equipe. “Incorporamos a participação nos lucros no ano passado e neste ano estamos pensando em criar o vale-educação, que é um valor para aperfeiçoamento profissional fora da empresa”, diz Bortoletto. Outro diferencial da empresa é a liberação dos profissionais para fazer o serviço em casa em determinados dias da semana. “O importante é a entrega do trabalho pronto. Se ele está fazendo de casa ou do escritório, não importa”, afirma.
