Brasília, 25 de maio de 2011.
Estevão Romcy, secretário da Regional IV da Prefeitura de Fortaleza (CE) apresentou ontem (24), durante a audiência pública da Copa 2014 realizada pelo Confea em parceria com o Crea-CE, a situação das obras do estádio Presidente Vargas (PV), que já se encontram em andamento.
De acordo com Romcy, o início das obras do PV ocorreu em 18 de janeiro de 2010. Com investimentos previstos da ordem de R$ 56,5 milhões, até o momento, foram aplicados R$ 48 milhões. Segundo ele, a obra é dividida em duas fases: recuperação e reforço da estrutura antiga – etapa concluída em agosto de 2010 - e modernização.
Dentre os diversos aspectos apresentados por Romcy, tiveram destaque a criação de um bicicletário, uma inovação para o local, bem como as questões relativas à acessibilidade e à segurança. Nas obras que estão sendo realizadas estão previstos elevadores para acesso dos cadeirantes; rampas em substituição às escadarias; piso podotátil, cabine de bilheteria rebaixada para o atendimento ao cadeirante, estacionamento para deficientes físicos e banheiros adaptados.
No que se refere à segurança, está prevista a instalação de 105 câmeras de monitoramento (antes eram apenas 40), além de um sistema de controle de acesso por meio do qual as catracas identificam o torcedor pelo nome e pela foto no telão da sala de comando central. Além disso, segundo Romcy, o estádio também não possuia nenhum gerador de energia caso houvesse algum problema e agora terá.
Para a segurança das equipes de futebol, será criada entradas específicas para os ônibus que levam os times. “Antes os ônibus deixavam os jogadores na rua e muitas vezes os técnicos foram agredidos por conta disso”. Atualmente existe apenas uma entrada, mas ao fim das obras serão duas entradas específicas. Os jogadores também ganharão uma sala de massagens e uma sala para aquecimento com gramado sintético.
Projeto Jogos Limpos
Felipe Saboya, coordenador nacional de mobilização do Projeto Jogos Limpos Dentro e Fora dos Estádios do Instituto Ethos, convidou todos os presentes a se envolverem com o projeto, que segundo ele busca aumentar a transparência, a integridade e o controle social.
Saboya explica que o Projeto prevê ações coletivas, com a participação de órgãos públicos, empresas e sociedade. Conta hoje com cinco comitês nacionais: de coordenação e mobilização – que conta com a participação do Confea -, jurídico, de mídia, de esportes e de empresas e investidores, além de 12 comitês locais nas cidades-sede.
Os comitês têm por objetivo fazer acordos setoriais em áreas consideradas chave, como saúde, construção civil, energia e transporte, a partir de uma seleção das principais empresas e órgãos públicos de cada setor a fim de pactuar mínimos padrões de conduta, compromissos a serem seguidos por esses entes.
Na busca de indicadores de transparência, o Projeto também adota a estratégia de elaborar pactos de transparência para serem apresentados aos prefeitos das doze cidades que sediarão os eventos mundiais.
Saboya ressaltou por último que é preciso mais informação e transparência nesse processo de preparação para a Copa. Nesse sentido, destacou dois aspectos: a informação do Ministério Público Federal de que a maioria dos projetos de mobilidade urbana não tem sequer o projeto básico atualmente e a questão da MP 251 que, em sua opinião, pode ser perigosa já que elimina a necessidade do projeto básico e prevê a contratação de obras de forma sigilosa. “Nós do Projeto Jogos Limpos, assim como o Sistema Confea/Crea e o Ministério Público já nos posicionamos veementemente contrários a essa Medida”, relevou.
Tânia Carolina Machado
Assessoria de Comunicação do Confea
