Evento promove o debate sobre a necessidade de modernizar o ensino da engenharia
Evento promove o debate sobre a necessidade de modernizar o ensino da engenharia
Última atualização: 16/05/2007 às 09h28
Brasília, 16 de maio de 2007
"Marcos Túlio discute ensino em engenharia na UnB" Promover qualidade de vida por meio da modernização do ensino de engenharia e de novas metodologias. Este foi o assunto de discussão durante o workshop do Programa de Modernização e Valorização das Engenharias, realizado ontem, 15/5, no Auditório da Faculdade de Tecnologia da Universidade de Brasília (UnB). Mais de 100 pessoas, entre estudantes, professores e entidades da categoria, participaram do evento.
O presidente do Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Confea), eng. Marcos Túlio de Melo, destacou as ações estratégicas de competitividade e desenvolvimento industrial. Ele avaliou os ramos da engenharia brasileira como forma de contribuição para o crescimento do desenvolvimento sustentável da indústria no País. “O Confea está em sintonia com as mudanças, em especial, com o Sistema de Formação Profissional e o Sistema de Produção de bens e serviços, como evidenciam os cenários prospectivos do Planejamento Estratégico do Confea”, afirmou.
O presidente do Confea enumerou também alguns desafios. Um deles é a adoção de modernas metodologias de ensino e conteúdos adequados para o desenvolvimento de atividades que propiciem ao profissional uma correta visão do mundo globalizado. Outro ponto importante é a inovação do processo de informação profissional em engenharia e nas outras profissões com competências e habilidades que atendam as necessidades de um cenário altamente competitivo que assume dimensões globais.
O evento realizado pela Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) em parceria com o Confea e a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Ensino Superior (Capes) contou com o reitor da UnB, Timothy Martin Mulhulloand; o presidente do Confea, Marcos Túlio de Melo; o presidente da Confederação Nacional de Indústria, Armando Monteiro Neto; e o presidente da FINEP, Odilon Antonio Marcuzzo do Canto.
Brasileiros e Franceses Durante todo o encontro, a valorização da profissão de engenheiro e dos métodos que podem ser adotados para o sucesso na modernização do ensino da engenharia foram debatidos. Em “Experiências Internacionais na Educação em Engenharia”, o palestrante João Manoel Gomes Júnior, coordenador de mobilidade acadêmica da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, mostrou a realidade de projetos brasileiros que já estabeleceram uma relação Franco-brasileira para a formação de engenheiros e a importância da formação internacionalizada.
De acordo com dados revelados, só em 2006, por meio de programas, 50 alunos brasileiros foram para a França e 28 estudantes franceses vieram para o Brasil. Um número significativo se comparar com 2005, quando 21 brasileiros e oito franceses fizeram o intercâmbio. Segundo o palestrante, o idioma brasileiro dificulta a vinda de alunos estrangeiros.