Brasília, 15 de janeiro de 2010.
“O Haiti está no limite entre duas placas tectônicas, a norte-americana e a do Caribe. Nesta, existe um sistema de falhas que fica na parte interna do país. Foi onde ocorreu o terremoto”, explica o chefe do Observatório Sismológico da Universidade de Brasília, George Sand França, sobre a tragédia ocorrida na última terça (12) naquela região.
No caso do Haiti, explica George, surpreendeu o fato de o evento ter ocorrido no sul do país, no sistema de falhas chamado Enriquillo-Plantain Garden. “A atividade sísmica é maior na parte superior, ao norte, no entanto, a atividade ocorreu no sul”. Entretanto, segundo ele, qualquer região que esteja no limite de placas tectônicas está vulnerável à incidência de terremotos, mas não é possível precisar quando eles irão ocorrer. “O Big One, por exemplo, que até hoje estão esperando que aconteça na Califórnia, nunca ocorreu”.
O professor explica, ainda, que existem meios de prevenção para minimizar os impactos causados por grandes abalos. “Nos Estados Unidos, em 1906, o terremoto de São Francisco matou cerca de 700 pessoas, mas não se conhecia tanto quanto se conhece hoje”. Segundo ele, o histórico de eventos de um país e suas condições financeiras são condições que costumam fazer com que ele se prepare mais ou menos para esse tipo de ocorrência. “O Japão, por exemplo está bem no meio de uma placa, mas lá, grande parte da população é preparada. Na maioria das casas existem kits, com lanternas, alimentação, primeiros socorros, como se fosse uma preparação para a guerra”, conta.
Ações como a citada são importantes como medidas preventivas, mas no caso de o sismo já ter ocorrido, como no Haiti, o professor diz que outros aspectos do ponto de vista da Geotecnia devem ser considerados. “Elaborar códigos de construções civis adequados para estabelecer normas, proceder a uma fiscalização efetiva, além de educar a população para esses efeitos - como elas devem se comportar e o que deve ser feito -, são procedimentos essenciais”.
Nesse sentido, o Ministério da Defesa, responsável pela missão de paz da Organização das Nações Unidas (ONU) no país antes do terremoto, anunciou ontem (14) plano emergencial do Brasil para socorrer o Haiti após o terremoto. Além dos membros do Batalhão de Engenharia do Exército que já se encontravam no país foram enviados outros 15 engenheiros e 50 bombeiros para colaborar na remoção dos destroços, resgatar corpos e feridos ainda vivos, desobstruir as vias e, assim, permitir que máquinas e equipamentos de socorro transitem. Além destes, o Brasil ainda está prestando auxílio médico, de suprimentos e de segurança.
O Sistema Confea/Crea, ciente da importância da mobilização dos profissionais da área tecnológica no sentido de reconstruir aquele país e restaurar a dignidade da população, também se coloca solidário ao atendimento do Haiti. “É mais que hora de nos juntarmos a um contingente movido pela solidariedade que recolhe donativos, cavando a terra, procurando sobreviventes. Os haitianos precisam de ajuda humanitária e técnica, da enfermeira ao engenheiro, do assistente social ao agrônomo, de uma pá a uma escavadeira. Vamos nos mobilizar, vamos ajudar. Cada Crea e o Confea podem receber a ajuda que cada um puder dar e encaminhar àquele país”, afirmou o presidente do Confea, Marcos Túlio de Melo.
Tânia Carolina Machado
Assessoria de Comunicação do Confea
“O Haiti está no limite entre duas placas tectônicas, a norte-americana e a do Caribe. Nesta, existe um sistema de falhas que fica na parte interna do país. Foi onde ocorreu o terremoto”, explica o chefe do Observatório Sismológico da Universidade de Brasília, George Sand França, sobre a tragédia ocorrida na última terça (12) naquela região.
No caso do Haiti, explica George, surpreendeu o fato de o evento ter ocorrido no sul do país, no sistema de falhas chamado Enriquillo-Plantain Garden. “A atividade sísmica é maior na parte superior, ao norte, no entanto, a atividade ocorreu no sul”. Entretanto, segundo ele, qualquer região que esteja no limite de placas tectônicas está vulnerável à incidência de terremotos, mas não é possível precisar quando eles irão ocorrer. “O Big One, por exemplo, que até hoje estão esperando que aconteça na Califórnia, nunca ocorreu”.
O professor explica, ainda, que existem meios de prevenção para minimizar os impactos causados por grandes abalos. “Nos Estados Unidos, em 1906, o terremoto de São Francisco matou cerca de 700 pessoas, mas não se conhecia tanto quanto se conhece hoje”. Segundo ele, o histórico de eventos de um país e suas condições financeiras são condições que costumam fazer com que ele se prepare mais ou menos para esse tipo de ocorrência. “O Japão, por exemplo está bem no meio de uma placa, mas lá, grande parte da população é preparada. Na maioria das casas existem kits, com lanternas, alimentação, primeiros socorros, como se fosse uma preparação para a guerra”, conta.
Ações como a citada são importantes como medidas preventivas, mas no caso de o sismo já ter ocorrido, como no Haiti, o professor diz que outros aspectos do ponto de vista da Geotecnia devem ser considerados. “Elaborar códigos de construções civis adequados para estabelecer normas, proceder a uma fiscalização efetiva, além de educar a população para esses efeitos - como elas devem se comportar e o que deve ser feito -, são procedimentos essenciais”.
Nesse sentido, o Ministério da Defesa, responsável pela missão de paz da Organização das Nações Unidas (ONU) no país antes do terremoto, anunciou ontem (14) plano emergencial do Brasil para socorrer o Haiti após o terremoto. Além dos membros do Batalhão de Engenharia do Exército que já se encontravam no país foram enviados outros 15 engenheiros e 50 bombeiros para colaborar na remoção dos destroços, resgatar corpos e feridos ainda vivos, desobstruir as vias e, assim, permitir que máquinas e equipamentos de socorro transitem. Além destes, o Brasil ainda está prestando auxílio médico, de suprimentos e de segurança.
O Sistema Confea/Crea, ciente da importância da mobilização dos profissionais da área tecnológica no sentido de reconstruir aquele país e restaurar a dignidade da população, também se coloca solidário ao atendimento do Haiti. “É mais que hora de nos juntarmos a um contingente movido pela solidariedade que recolhe donativos, cavando a terra, procurando sobreviventes. Os haitianos precisam de ajuda humanitária e técnica, da enfermeira ao engenheiro, do assistente social ao agrônomo, de uma pá a uma escavadeira. Vamos nos mobilizar, vamos ajudar. Cada Crea e o Confea podem receber a ajuda que cada um puder dar e encaminhar àquele país”, afirmou o presidente do Confea, Marcos Túlio de Melo.
Tânia Carolina Machado
Assessoria de Comunicação do Confea
