Indústria planeja aumentar contratações, informa CNI

Brasília, 4 de maio de 2007

Os empresários brasileiros estão otimistas com o desempenho da economia. Apostando  na elevação do consumo, pequenas, médias e grandes empresas planejam aumentar o número de empregados e as compras de matérias-primas nos próximos seis meses. As informações são     da  Sondagem  Industrial do primeiro trimestre, divulgada hoje pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Conforme a pesquisa, o indicador de expectativas em relação ao

número de empregados alcançou 52,4 pontos. Isso revela a disposição dos empresários de ampliarem a oferta de vagas nos próximos seis meses. “Os empresários não revelavam expectativas de aumento do número de empregados desde janeiro de 2005”, afirma o estudo. Os indicadores da pesquisa variam de zero a cem pontos, escala em que valores acima de 50 revelam expectativas positivas.

A  disposição  de aumentar as contratações está presente em todas as empresas. Nas de  pequeno porte, responsáveis pela maioria dos empregados na indústria, o indicador do número de empregados passou de 49,1 pontos em abril de 2006 para 51,9 pontos em abril deste ano. No mesmo  período, o indicador nas médias indústrias subiu de 49,3 para 53 pontos e, nas grandes, aumentou de 50,9 para 52,3 pontos.

De  acordo com a pesquisa, o indicador de compras de matérias-primas atingiu 58,7 pontos em abril deste ano, ante os 54,3 pontos registrados no  mesmo  mês  de 2006. Apenas dois setores – madeira e calçados – não pretendem aumentar as compras de matérias-primas. O estudo da CNI mostra que o otimismo dos empresários se baseia na expansão do consumo interno. O indicador de expectativa de demanda para os  próximos  seis meses, uma das novas variáveis da pesquisa, alcançou 60,6  pontos. Mas o indicador de expectativas sobre a evolução das exportações ficou  em 48,9 pontos, quase  igual aos 48,5 pontos registrados em abril de 2006. Isso indica que os empresários apostam na manutenção das vendas externas e confiam na expansão do consumo doméstico.

A  Sondagem  Industrial, que foi aperfeiçoada com a revisão das variáveis e a inclusão de resultados para empresas de pequeno, médio e grande porte, confirma a recuperação da produção industrial no início de 2007. “Os indicadores de evolução da produção e do emprego situaram-se em patamares mais altos neste primeiro trimestre do que nos primeiros trimestres de 2005 e 2006”, diz o estudo.

O indicador de evolução da produção alcançou 51pontos nos primeiros três  anos de 2007 ante os 46,7 pontos do mesmo período de 2006. Mas o crescimento da produção  ainda não se espalhou por todas as empresas. Nas grandes indústrias, o índice alcançou 54,5 pontos, o que revela a consolidação do processo de recuperação da atividade nas indústrias de maior porte. Nas indústrias de médio porte, o indicador ficou em 51 pontos, o que ajudou a compensar a queda atividade nas pequenas empresas, em que o índice ficou em 46,2 pontos.

O indicador de emprego subiu de 48,5 pontos no primeiro trimestre de 2006  para 51,1pontos em  2007. A exemplo do que ocorreu com a atividade, as pequenas empresas registram queda na ocupação, com o indicador de emprego em 47,8  pontos. Nas grandes empresas, as contratações  aumentaram – o indicador ficou em 53,6 pontos. Nas médias indústrias, o emprego ficou estável, com o indicador em 50,9 pontos.

A  Sondagem Industrial do primeiro trimestre de 2007 foi feita entre os dias 30 de março e 20 de abril como 818 pequenas, 438 médias de 235 grandes empresas. A pesquisa  foi aperfeiçoada, com a redefinição de indicadores e a inclusão das variáveis sobre expectativa de demanda e de condições de acesso ao crédito.

Fonte: Agência CNI