José Tadeu da Silva

"Concorre com o nº 11"
José Tadeu da Silva
 
Perfil: O Eng. Civil José Tadeu da Silva nasceu em 1953, em Ouro Fino/MG, é casado, pai de 4 filhos. Formado pela PUCCAMP em 1976, Campinas/SP, é empresário e atua na área de consultoria, perícia, avaliações e engenharia. Membro Titular do IBRAPE. É sócio e fundou várias Entidades de Classe. Foi fundador e Presidente da Associação dos Eng. e Arquitetos de Mogi Guaçu (1982 a 1987). Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Mogi Mirim (1990), Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Itapira (1990), entre tantas outras. Foi Presidente da FAEASP (2000 à 2009), e é o atual presidente da FEBRAE. Membro da UPADI e da WFEO/FMOI, é também o atual Presidente do CREA-SP (2006/2008 e 2009/2011), e está licenciado. O ENG. JOSÉ TADEU – Nº 11 É CANDIDATO AO CARGO DE PRESIDENTE DO CONFEA. Para conhecê-lo melhor acesse: www.josetadeu.com.br.

1. Politicas públicas

A - Como pretende fortalecer a atuação do Confea na proposição e implementação de políticas públicas (saneamento, mobilidade urbana, agricultura de baixo carbono, Copa 2014, por exemplo?

O CONFEA é a instância superior da Fiscalização, que examina e decide os assuntos relativos ao exercício das profissões da Engenharia, Arquitetura e Agronomia. Esta é a missão principal definida na Lei 5.194/66. O Espírito desta Lei está contido no seu 1º artigo definindo que nossas profissões são caracterizadas pelas realizações de interesse social e humano, que importam na utilização dos recursos naturais, meios de locomoção, comunicações, mobilidade urbana, saneamento, edificações, serviços e equipamentos urbanos e rurais, desenvolvimento industrial e agropecuário, instalações e meios de acesso à costas, cursos e massas de água e extensões terrestres, em síntese, empreendimentos imprescindíveis para adoção de políticas públicas e, dentro desse papel determinado na Lei, que pretendemos fortalecer o CONFEA, participando na formulação de políticas públicas e contemplando as áreas do conhecimento relacionados à ciência,  tecnologia e inovações tecnológicas. 

2. Sistema

A - Qual sua visão sobre como deve ser administração de um Crea e do Confea?
o Confea e liderar o Sistema Confea/Crea?

B - Quais os pontos que o senhor imagina devem ser diferentes entre liderar um Crea e liderar o Sistema Confea/Crea?

A administração de um CREA e do CONFEA, autarquias federais, que constituem o  Serviço Público Federal, devem obrigatoriamente observar o binômio legalidade - transparência, ou seja, legalidade nas suas ações e transparências em todos os atos que pratica. É com essa visão que farei a gestão no Confea primando pela organização e planejamento estratégico e a implantação da gespública, através de mecanismos que garantam a sustentabilidade do Sistema CONFEA/CREA/MÚTUA e das Entidades de Classe que integram o Sistema. Cabe observar que som os um Sistema Profissional regulamentado e como tal agimos em defesa da sociedade. Não há nenhuma diferença em liderar um CREA ou o Sistema CONFEA/CREA, tendo em vista que no CREA lideramos líderes e no Sistema CONFEA/CREA também. O que precisamos no momento atual é de lideranças fortes diante de um Sistema CONFEA/CREA que no momento não atende aos anseios dos profissionais e das empresas que o financiam, através de uma arrecadação de aproximadamente 800 milhões de Reais e que não está sintonia com o momento atual do país e do século XXI, era do conhecimento. 

3. Diretrizes da fiscalização

A - Em sua plataforma de trabalho há ações voltadas para essas diretrizes?

A fiscalização é um instrumento poderoso de valorização profissional de forma que suas diretrizes devem contemplar mecanismos que não permitam que as atividades e empreendimentos de engenharia, arquitetura e agronomia sejam realizados por pessoas não habilitadas pelo Sistema CONFEA/CREA. Por outro lado, o CONFEA como instância superior tem a obrigação de promover a unidade de ação em to do território brasileiro sugerindo diretrizes aos CREA´s e proporcionando sustentabilidade de todos para que esse instrumento de valorização profissional seja utilizado no cumprimento da missão primordial do nosso Sistema.

4. Relação Confea/Entidades

A - Que critérios o senhor pretende estabelecer na relação entre Confea e Entidades Nacionais?

Na nossa gestão a relação do CONFEA com as Entidades de Classe se norteará pelo princípio da reciprocidade, pois são elas o alicerce do CONFEA e dos CREA’s, razão pela qual devem ser respeitadas e contempladas com medidas que garantam sustentabilidade e o fortalecimento de todas elas dentro do nosso Sistema Profissional. Hoje, toda a vultosa arrecadação financeira desse Sistema não atende o desejo das Entidades de Classe (Vide Resolução 1032 do CONFEA). Precisamos estabelecer e firmar convênios e parcerias através de mecanis mos legais que permitam os repasses financeiros indispensáveis e sem burocracia, pois só assim poderemos garantir o fortalecimento do alicerce do nosso Sistema e aprimorar o relacionamento com as Entidades no CDEN e com as Entidades estaduais, regionais e locais.

5. Atuação internacional do Confea

A - Que tipos de ações podem otimizar a inserção internacional do Confea?

B - Quais são os temas internacionais prioritários para o Sistema profissional?

A inserção se dará pelo patrocínio do CONFEA para permitir ampla participação das lideranças do nosso Sistema Profissional junto as organizações internacionais, e principalmente nos eventos que garantam o aperfeiçoamento e aprimoramento técnico através da discussão de grandes temas que pautem os avanços tecnológicos e a inserção dos profissionais da área tecnológica. Nestas condições, o intercâmbio técnico cultural deve merecer especial atenção proporcionando amplo relacionamento com a UPADI, a FEMOI, a ONU, as instituições de ensino e organizações profissionais existentes em todo o mundo com apresentação de trabalhos e discussões científicas. Tais medidas proporcionarão a união estratégica e contribuirá com o desenvolv imento do nosso país  promovendo a inclusão social, a erradicação da pobreza e a sustentabilidade ambiental através do conhecimento e da tecnologia com a consequente melhoria da qualidade de vida da nossa população.

6. Desafios

A - Nesta segunda década do século, quais são os principais desafios colocados para os profissionais da área tecnológica no Brasil?

B - E para a engenharia brasileira no mundo? O que falta para o pleno reconhecimento?

A palavra é “Conhecimento”. O Profissional do século XXI, ERA DO CONHECIMENTO, tem como principal desafio manter-se atualizado. O aprimoramento e aperfeiçoamento técnico e cultural através de educação continuada é o foco para que os profissionais não se tornem obsoletos e garantam através do conhecimento a sua inclusão e permanência no mercado de trabalho com remuneração digna e reconhecimento profissional, ou seja, a valorização profissional. Produção e consumo sustentável, energia limpa, meio ambiente, educação, c iência, tecnologia e inovação. A engenharia brasileira já é reconhecida mundialmente e para garantir sua maior inserção no cenário mundial se faz necessário que o governo invista maciçamente em pesquisas na área da ciência e tecnologia, para garantir os avanços tecnológicos e a sustentabilidade ambiental.

7. Resolução 1010

A - Entre padronização na concessão de atribuição pelos Creas e possibilidade de agregar atribuições ao longo da vida profissional, na sua opinião quais os maiores benefícios da 1010?

B - Na sua opinião, o que falta para esses benefícios serem plenamente atingidos?

A Resolução 1010 resgata um dos fundamentos do Decreto 23.569 de 11 de dezembro de 1933 que regulamentou o exercício das nossas profissões e criou o Sistema CONFEA/CREA. Este Decreto normatizou as competências e especializações garantindo aos profissionais da área Civil agregarem atribuições através de ampliações de seus conhecimentos e que é o espírito da Resolução 1010. Dentro desta ótica os benefícios da 1010 caminham no sentido de garantir a sociedade que as atribuições anotadas pelo CREA na carteira profissional espelhem os conhecimentos por ele adquiridos ao longo de sua carreira. No entanto, se faz necessário uma profunda revisão no que se denominou matriz de conhecimento para que os benefícios almejados através da Resolução 1010 possam ser atingidos.

8. Lei da Assistência Pública

A - A lei 11.888, de 2008, que garante assistência técnica gratuita para construção e reforma de casas com até 60 metros quadrados, tem sido pouco acionada. O senhor tem alguma proposta para universalizar a aplicação da lei?

A universalização da assistência técnica gratuita para as habitações de interesse social (até 60m²) passa pela participação dos profissionais e das Entidades de Classe do nosso Sistema Profissional de forma a garantir sustentabilidade e inovação na habitação popular e que tem como grande desafio a elaboração de projetos e propostas de modelos eficientes de moradia. Com efeito, para que se possa colocar o notório conhecimento técnico a disposição daqueles que necessitam dessa assistência é necessário gestões junto as Câmaras de Vereadores para elaborarem leis mun icipais regulamentadoras que fomentem a celebração de convênios e parcerias com as nossas Entidades de Classe e CREA’s, com amparo na Lei 11.888, tendo em vista que o cidadão reside no município onde seu sonho será atendido e realizado, ou seja, o sonho de ter uma moradia digna, funcional e que atenda as necessidades de seus moradores.