Cuiabá, 20 de novembro de 2013.
Em mensagem lida pelo mestre de cerimônias, o presidente do Confea, José Tadeu da Silva, lamentou não poder desenvolver a palestra sobre o nivelamento da Legislação, Fiscalização e Ética na Agronomia, na manhã desta quarta-feira, 20 de novembro, uma das quatro a serem realizadas no dia de hoje como parte da programação da 1ª Reunião dos Conselheiros Federais, Regionais e Profissionais da Agronomia do Sistema Confea/Crea, que acontece no Centro de Eventos de Cuiabá (MT), até a sexta- feira, 22.
Chamado às pressas a Brasília para uma audiência com o ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro, José Tadeu foi “muito bem representado”, segundo a mensagem, por Ricardo Veiga e Daniel Salati Marcondes, ambos agrônomos e professores, sendo o primeiro diretor de Benefícios da Mútua, Caixa de Assistência dos Profissionais, e o segundo, conselheiro federal suplente, além de João Dias Filho e Angelo Petto Neto, presidentes da AEAMT e Confaeab, respectivamente, José Adilson de Oliveira, da Confederação, e Gustavo Braz, conselheiro federal.
Para Veiga, fortalecer a agronomia dentro do sistema, por meio de reuniões frequentes e realizadas em todo o pais, foi proposta de Angelo no encontro de Águas de Lindóia, e coube a José Tadeu viabilizar esse momento: “É a primeira vez que o Confea reúne todos os conselheiros de agronomia que quiseram vir. Há anos participo e nunca vi uma Semana Oficial da Engenharia e da Agronomia como a realizada em Gramado em setembro, com cerca de 4 mil participantes. Esta edição do Congresso Brasileiro de Agronomia é referência pela quantidade de profissionais e estudantes presentes. Tadeu conseguiu isso”, afirmou.
Veiga ressaltou que Ética é tema recorrente em palestras apresentadas pelo presidente do Confea. “Quando no comando do Crea-SP, fez uma revolução aumentando número de carros e fiscais, gerando uma arrecadação equilibrada”. Outro aspecto destacado pelo diretor da Mútua foi “a iniciativa de José Tadeu de nos ouvir para saber o que gostaríamos de mudar na legislação”.
Para Salati, por sua vez, a proposta de ouvir diretamente os profissionais deve se estender às outras modalidades reunidas pelo Sistema Confea/Crea. “Estão todas interessadas em contribuir na busca de soluções dos problemas que no dia a dia dificultam o exercício profissional”. Já para Angelo, o mote da fiscalização é dar segurança: “Isso precisa ser estendido para o setor rural, onde a fiscalização deve ser mais rigorosa”, defendeu.
Dias Filho afirmou que é grande a preocupação com esse tipo de fiscalização, mas que em Mato Grosso é difícil e caro, em função das distâncias. Ele acredita que novos modelos e ferramentas para fiscalizar podem facilitar a tarefa: “Essa decisão vai resgatar a autoestima do profissional, porque afastará o leigo”.
Maria Helena de Carvalho
Equipe de Comunicação do Confea
