Recife, 3 de fevereiro de 2009

A cerimônia também prestigiou posse de membros da Mútua-PE Caixa de Assistência dos Profissionais do Crea -, como do diretor geral, Henrique Lins, diretor administrativo, Marcelo Tabatinga, e diretor financeiro, Waldir Duarte Costa Filho. O evento reuniu presidentes de diversos Creas, além do presidente do Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia - Confea, Marcos Túlio de Melo. Os empossados ficarão no cargo até 2011.
“O desenvolvimento social e econômico da nação exige cada vez mais dos sistemas de fiscalização das profissões liberais suas efetivas participações no contexto da organização social, do trabalho e da produção”, destacou Cavalcanti. Ele acrescentou, ainda, a importância dos profissionais ligados ao órgão como responsáveis pela condição de bem-estar. Porém, de acordo com o presidente, faz-se necessária uma presença mais incisiva do setor nas decisões políticas do país.
Na opinião de Cavalcanti, é importante uma reformulação no modelo da política econômica do país, que exclui as pessoas menos favorecidas. “Não podemos aceitar que o Brasil continue na prática de uma política econômica estritamente monetarista, concedendo aos banqueiros lucros exorbitantes, que promovem contra o povo os conhecidos golpes financeiros, denominando-os de crise financeira”, criticou o presidente.
De acordo com o presidente do Confea, Marcos Túlio de Melo, nesse momento de crise internacional, o ideal é que sejam mantidos investimentos na infraestrutura, na educação e na saúde brasileira. “A ciência e a tecnologia manterão o desenvolvimento do País. É importante que sejam feitos investimentos em produtos e não em especulação financeira. O Confea está aberto a parcerias para rever a crise”, disse Melo.
Quanto à carga tributária que pesa no bolso do contribuinte, Cavalcanti rechaça os altos valores dos impostos que penalizam os brasileiros. “Sobre nossos ombros, sustenta-se a maior carga tributária bruta da nossa história, que já passa do patamar de 37% do PIB (Produto Interno Bruto). A concentração recai justamente na parcela mais pobre da população, que não tem acesso aos bens e serviços públicos universalizados e nem mesmo a um substancial ganho na melhoria da qualidade de vida”, alertou o engenheiro Civil.
Ele destacou a péssima cobertura do esgotamento sanitário dos municípios brasileiros e o abastecimento de água. “Em decorrência deste quadro, 700 mil internações são registradas por ano na rede pública hospitalar”, disse. O sistema de transporte também foi apresentado como deficiente, uma vez que não há uma malha rodoferroviária capaz de atender eficientemente as necessidades da população. Além disso, a infraestrutura aquaviária é subutilizada.
Ainda na festa, o presidente do Crea-PE convocou os presentes para lutar ativamente pela regulamentação da Lei 11.888/2008, a lei de Engenharia Pública, cujo objetivo é levar assistência técnica aos menos favorecidos e, consequentemente, melhorar a estética, racionalidade, mobilidade e segurança nos ambientes urbanos construídos, principalmente, nos assentamentos de baixa renda.
Kele Gualberto
Assessoria de Comunicação do Crea-PE
