Brasília, 4 de maio de 2011
Colocar fim à exploração sexual de crianças e adolescentes; erradicar o trabalho infantil; reduzir o número de homicídios; priorizar o transporte coletivo; promover educação de qualidade às crianças; proteger o meio ambiente; e primar pela acessibilidade. Essas são algumas das dez reivindicações constadas da Articulação Popular pela Garantida dos Direitos Humanos no Contexto da Copa do Mundo de 2014, apresentada pelo advogado militante do Movimento de Direitos Humanos Marcos Dionísio Caldas. A exposição ocorreu durante a audiência pública Confea/Crea em Campo, que nesta terça-feira (3/5) aconteceu em Natal, RN.
A audiência, que ocorre a cada semana em uma cidade sede dos jogos da Copa, promove debate sobre as obras e projetos da Copa entre autoridades e sociedade civil. Outros itens do documento apresentado por Caldas são barrar o desmantelamento do SUS (Sistema Único de Saúde); implantar um plano de convivência familiar e comunitária; e implantar um movimento intersetorial para a superação do álcool, crack e outras drogas.
“Há uma agenda que qualquer brasileiro em sã consciência precisa antecipar. Não podemos continuar a viver com 40 mil homicídios por ano no Brasil – uma verdadeira guerra civil -; não podemos receber turistas abrilhantados enquanto temos campos de extermínio em quase todas as unidades da federação, enquanto temos turismo sexual. Há toda uma agenda que precisamos adiantar. Como realizar uma Copa do Mundo se temos epidemia de dengue?”, questionou o advogado no início de sua apresentação. “É preciso fazer com que as políticas públicas sejam acessadas pelas massas. A Copa deverá ser um gol de todo o povo brasileiro, se não será um gol contra”, concluiu.
Beatriz Leal
Assessoria de Comunicação do Confea
