Brasília (DF), 16.06.2005

Com atuação em jornais e emissoras de TV do interior do Rio Grande do Sul e de São Paulo, atualmente residindo em Brasília, Canellas relata que acredita firmemente na vocação humanista do jornalismo. “Acho que a preocupação ambiental é uma forma de humanismo radical, porque é a preocupação com quem ainda nem nasceu. Com a série, nós, da TV Globo Brasília, queríamos mostrar o patinho feio dos biomas do Brasil. Achávamos que a idéia equivocada e cristalizada pelo senso-comum de que o cerrado é feio e pobre, precisava ser demolida. Acreditávamos que, expondo a fragilidade dessa área diante da agressividade da expansão agrícola feita sem critério, estaríamos ajudando a repensar a imagem do bioma”, observa.
Outra questão, ressalta, foi a preocupação em mostrar a beleza da fauna e da flora, mas também a identidade cultural expressa na relação das pessoas com o meio ambiente em que vivem, bem como apontar alternativas de desenvolvimento sustentável para a região. “Para quem, como eu, vive cercado pelo cerrado, fazer uma reportagem como essa foi um grande prazer - que agora se junta à alegria de receber o Prêmio Confea de Jornalismo.
Por Adriana Baumgratz
Da equipe da ACOM
