Brasília, 28 de março de 2003

Ele procurou mostrar a realidade das pessoas portadoras de deficiência para sensibilizar os profissionais que podem contribuir para facilitar o dia-a-dia delas. Em sua palestra, Placimário Ferreira ressaltou a importância dessa reflexão. “Essa temática é muito ampla. Questiona o próprio valor da vida de cada pessoa e é de fundamental importância que esses profissionais tenham consciência da diversidade no momento em que estão desenvolvendo seus projetos”, enfatizou.

Ele alertou os engenheiros e arquitetos presentes para o fato de que um projeto acessível deve oferecer ao portador de necessidades especiais, seja ela qual for auditiva, visual, motora, mental ou múltipla , o uso do espaço público com segurança e, principalmente, com autonomia. “Muitas vezes os cadeirantes precisam de ajuda até mesmo para subir uma rampa, ícone da acessibilidade, mas o que o ser humano quer é ter autonomia”, exemplificou Passafaro.
Dados do último censo realizado pelo IBGE apontam cerca de 25 milhões de pessoas portadoras de deficiência, mas Passafaro propõe uma visão mais ampla quando se trata de facilitar a locomoção de pessoas com dificuldades. “Não apenas os portadores de deficiência, mas também idosos, obesos e gestantes são pessoas que precisam de acesso facilitado ao espaço público”, sublinhou.
O consultor ainda ressaltou que é fundamental pensar na diversidade dos seres humanos antes de se começar um projeto e concluiu: “O conceito antes do traço muda completamente o destino da obra”.
Mariana Zanatta e Isabel Almeida
Da Equipe da Acom
Fotos: Sérgio Seiffert
