Brasília, 27 de abril de 2007
“O incentivo do governo e o investimento em Pesquisa e Desenvolvimento por parte das empresas é fundamental para o país e deve ser um dos reflexos do Programa de Aceleração do Crescimento”, acredita o conselheiro federal Paulo Bubach que participou como representante do Confea do II Congresso Brasileiro de Inovação na Indústria (CBII), realizado pela CNI, em São Paulo, dias 23 a 25 últimos.
Bubach, que responde pela coordenação da comissão permanente de Articulação Institucional do Sistema Confea/Crea, esclarece que o Confea vem participando de várias parcerias estudando a realidade da engenharia brasileira. “Um dos itens do levantamento realizado junto a cerca de 100 empresas revela a necessidade dos profissionais terem um perfil mais dinâmico e aberto a inovações, outro, dá conta de quanto o país deixa de crescer pela falta de investimento em P&D “.
Entre as perspectivas de melhorar do desempenho brasileiro está uma das conclusões do II CBII, segundo a qual os investimentos das empresas em P&D devem aumentar para 1,2% do PIB até 2010, o que representaria o triplo dos investimentos atuais que giram em torno de 0,4%. Com maior participação das empresas, esse índice pode duplicar as aplicações na área de 1% para 2% do PIB, aproximando o Brasil de competidores como a Coréia, aonde o investimento em P&D chega a 3%.
Para a grande maioria dos cerca de 700 participantes do evento, entre empresários, acadêmicos e representantes do governo, os investimentos em P&D são imprescindíveis para que o país tenha uma participação mais destacada no mercado internacional e acelere seu ritmo de crescimento.
Atento às demandas em P&D, o governo, segundo o ministro de Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, que participou da abertura do congresso, “elabora um projeto de incentivo à inovação que deverá ser anunciado dentro de dois meses. A proposta, garantiu o ministro, “ampliará os mecanismos de apoio ao desenvolvimento tecnológico na indústria e será a agenda de inovação do país para os próximos quatro anos”,
Já o presidente da CNI, Armando Monteiro, afirmou que a agenda da inovação é complexa, desafiadora e envolve empresas, governo, centros de pesquisa e universidades. “Ao poder público cabe o papel central no apoio a esse processo, tanto no que concerne ao financiamento como na criação e manutenção da infra-estrutura de serviços tecnológicos”, afirmou.
Por Maria Helena de Carvalho
da GCO / Confea
