Escola de Engenharia vai desenvolver sistema para aferir qualidade e características do Biodiesel

Rio de Janeiro, 4 de maio de 2007

Escola de Engenharia de Lorena (EEL) da USP está desenvolvendo o primeiro sistema caracterizador de biodiesel do País usando um sensor olfativo artificial, mais conhecido como nariz eletrônico. O equipamento, que será portátil e dotado de um sistema de Redes Neurais Artificiais (RNA), será importante na aferição da qualidade do biodiesel a ser comercializado nos postos de combustíveis brasileiros. 

De acordo com o coordenador do projeto, professor Domingos Sávio Giordani, do Departamento de Engenharia Química, o biodiesel atualmente comercializado no Brasil é o do tipo B2, composto de 98% de diesel mineral e 2% do biocombustível de origem vegetal. O pesquisador explica que o equipamento terá condições de aferir não apenas as quantidades do biodiesel como também a origem do produto. O novo sistema, segundo Giordano, deverá estar pronto para utilização até o final deste ano.

Em maio próximo, os pesquisadores da EEL deverão receber o "nariz eletrônico", um conjunto de sensores que será usado no novo sistema. O equipamento foi importado dos EUA graças ao financiamento da Fapesp, que aprovou no final do ano passado a realização dos estudos para viabilização do novo equipamento. 

Segundo as expectativas do pesquisador, o sistema deverá ter um custo total de cerca de US$ 18 mil, o que pode ser reduzido se produzido em grande escala. 

Maiores informações através do telefone (12) 3159 - 5142, com o professor Domingos Sávio Giordani, ou pelo e-mail giordani@dequi.eel.usp.br

Fonte: Agência USP