Vitória, 10 de maio de 2007
Começou hoje (10/5) e termina amanhã (11/5), no auditório da Findes, em Vitória (ES), o 6º Congresso Capixaba de Profissionais da Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Concea). O evento, organizado pelo Crea-ES e pelas entidades de classe registradas no Conselho, visa discutir e propor políticas, estratégias, planos e programas de atuação, bem como afirmar o papel dos profissionais da área de Engenharia, Arquitetura, Agronomia, Geologia, Geografia e Meteorologia no desenvolvimento estadual e nacional, além de propiciar uma maior integração com a sociedade.
O 6º Concea é um evento preparatório para o 6º Congresso Nacional dos Profissionais (CNP), a ser realizado de 15 a 18 de agosto de 2007, na cidade do Rio de Janeiro, cujo tema é “Pacto Profissional e Social”. Hoje (10/5) e amanhã (11/5) serão eleitos 6 delegados, que terão direito a voz e voto no 6º CNP e 2 delegados convidados.
A abertura do evento foi marcada pelo discurso do presidente do Conselho, Eng. Civil, Luis Fiorotti, que fez uma breve contextualização sobre o atual ciclo econômico capixaba, enfatizando o papel dos profissionais da área tecnológica no desenvolvimento do estado neste contexto e enaltecendo a participação efetiva dos profissionais nos seminários regionais, eventos que antecederam o 6º Concea, reunindo mais de 500 profissionais e estudantes de nível médio e superior da área tecnológica em todo o estado. “Estamos construindo um pacto profissional e social entre as representações e as modalidades do nosso Sistema com o propósito de interagirmos com a sociedade”, disse.
O evento aborda até amanhã (11/5) temas importantes como saneamento ambiental, petróleo, energia e gás, valorização profissional, agricultura sustentável, rochas ornamentais, entre outros temas. “Faz parte de nossas reflexões a crise porque passa a humanidade e da urgente necessidade de reverter o volume dos danos causados pela exploração irresponsável dos recursos naturais do Planeta” afirmou o presidente.
Fiorotti também destacou as questões relacionadas ao atual ciclo do desenvolvimento capixaba, que, segundo ele, provoca aquecimento em inúmeras cadeias produtivas, gerando emprego, renda para os profissionais e oportunidades para as empresas. “A indústria do Petróleo, por exemplo, proporciona oportunidades para que outras cadeias importantes como a da construção civil e a da prestação de serviços cresçam significativamente, elevando o poder aquisitivo da comunidade envolvida com essas atividades”.
O presidente do Sistema Findes, Eng. Lucas Izoton Vieira, disse que é positiva a iniciativa de se organizar eventos que possam resultar em idéias para o desenvolvimento do estado. Ele comentou sobre o crescimento do Espírito Santo, que se eleva além da média nacional e citou os projetos de ampliação da Companhia Siderúrgica de Tubarão (CST), a 8ª Usina da Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) e o Pólo de Anchieta, que irá contemplar cerca de 8 usinas de pelotização, como exemplos de programas que contribuirão para alavancar a economia capixaba nos próximos anos.
Depois de afimar que “o Espírito Santo é o Brasil que está dando certo”, Izoton deu a receita para que o estado continue com um crescimento superior à maioria dos demais estados brasileiros. Segundo ele, é necessário inovar, ter iniciativa e pró-atividade. “Qualquer profissional da Engenharia tem que ser um empreendedor”, sentenciou. Com esses quesitos e, principalmente, com a colaboração da categoria de engenheiros, ele acredita que, ainda nos próximos 20 anos, será possível promover a ampliação de indústrias e investimentos no estado.
O presidente do Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Confea), Eng. Civil Marcos Túlio de Melo, forneceu um panorama nacional dos seminários regionais que ocorrem em todos os estados do país. “Já são 266 pré-congressos realizados, reunindo cerca de 20 mil profissionais da Engenharia, Arquitetura, Agronomia, Geologia, Geografia e Meteorologia. Essa mobilização é fundamental para a discussão de temas tão importantes”, afirmou.
De acordo com Marcos Túlio, o país necessita de um projeto de desenvolvimento produtivo em detrimento da especulação financeira que levou o país a dificuldades nos últimos anos. “Precisamos de mais profissionais da área tecnológica para sustentar esse processo de desenvolvimento. O setor produtivo tem que pensar na valorização desses profissionais. Hoje, formamos pouco mais de 20 mil engenheiros por ano, enquanto a Coréia, por exemplo, que possui metade da população brasileira, possui 80 mil profissionais dessa área”. Concluiu.
Participaram da mesa de abertura do 6º Concea o presidente do Crea-ES, Eng. Civil e de Segurança do Trabalho Luis Fiorotti; o presidente do Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Confea), Eng. Civil Marcos Túlio; o presidente do Sistema Findes, Eng. Mecânico Lucas Izoton; o presidente da Câmara Municipal de Vitória, vereador Alexandre Passos; o presidente da Câmara Municipal de Cariacica, vereador Heliomar Costa; o Secretário de Projetos Especiais da PMV, Eng. Eletricista Silvio Roberto Ramos; o coordenador da Comissão do 6º Concea e vice-presidente do Crea-ES, Técnico em Agrimensura Aloísio Carnielli; o diretor executivo do Cindes, Augusto Brunow; e o presidente do Sindicato dos Engenheiros no Estado do Espírito Santo (Senge-ES), Eng. Mecânico Sebastião da Silveira.
Alcione Vazzoler
Consultora de Comunicação do Crea-ES
